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The Wolf |Susan Bones

Summary:

"- Você me lembra ele... tão fervoroso para provar que não era como eles, que no final, fora preso aos paradigmas deles.

- Eu não sou Sirius Black.

- Não, certamente não é."

O sangue corria espeço, Astrid Malfoy ouvira isso muitas vezes, mas ela não se importava. Fora o mesmo sangue que a condenou a ter seus ossos quebrados e remodelados a cada lua cheia, fora seu sangue que a feriu e tentou acabar com seu espírito. Então, em seu terceiro ano, Harry Potter chega a Hogwarts, juntamente de seu irmão, Draco e Astrid busca reaproximar-se do irmão.

Mas havia uma barreira entre ambos, a deserdada grifinória e o pequeno irmão corvino, a história tendia a se repetir aos que guardavam memórias dos irmãos Blacks, ela apenas esperava que isso não termina-se com sua morte...

 

[Astrid Malfoy (oc) x Susan Bones - eventualmente]
[Drarry]

Notes:

(See the end of the work for notes.)

Chapter Text

Prólogo

1989

 

Batendo os dedos sobre a madeira, ela observava as crianças se despedindo dos pais, enquanto seus pais já haviam partido, a deixado para trás, como uma memória amarga, um erro – de certa forma, era sempre assim que Lucius se referia a ela. Apesar de tudo, não era exatamente sua culpa que seu sangue não fosse mais puro, era culpa dele.

Se ela tivesse um pai, que fosse realmente um pai e não um lunático purista, que fugiu de lidar com suas responsabilidades e jogou, na época, o peso de suas escolhas na filha de seis anos, a deixando a sós com Greyback na lua cheia. Sua mente lembrava-se com clareza daquele noite – a pior noite de sua vida, até aquele momento.

Ela odiava seu sobrenome, ela odiava sua família – menos seu irmão menor, claro.

Não queria ser como eles, não podia ser.

Suspirando, jogou a cabeça para trás e mirou o teto do vagão, logo o trem partiria, iria para Hogwarts, sua ansiedade pulava em domínios avassaladores sobre isso, Dumbledore pressionou seus pais, ela poderia ir para escola por causa do velho.

"Se não for sonserina, nem pense em retornar para está casa."

As palavras de seu pai eram firmes, sua mãe desviou o olhar naquele momento, como sempre fazia, sempre desviando o olhar quando Lucius a punia, punia por não recitar as mesmas coisas que ele. Ela ainda lembrava, de quando visitou o ministério pela primeira vez e fugiu do pai, acabando na sala de Arthur Weasley e conversando sobre patos de borracha.

Ele era legal, ela gostaria que ele fosse seu pai – mas não era, era filha dele.

— Espero que Draco não se torne como ele. — Ela murmurou, lembrando do irmão que parecia seguir o pai como um patinho, repetindo as mesmas idiotices que ele, deuses, ela tentava, tentava realmente, mas seu irmão não a ouvia.

"Eles vão te chamar de traidora de sangue."

Ele disse uma vez, aos 8 anos, e ele estava certo, ela era – só não sabia se poderia sobreviver naquela casa, sendo.

— Veja só, Fred, achamos o cão perdido! — Ela virou o rosto em direção a porta, confusa com o garoto ruivo parado na mesma, nem tendo realmente percebido antes quando ela foi aberta – deuses, ela tinha sentidos de lobo.

— Certamente, George, um cão perdido! — Repetiu o outro ruivo, ambos entraram no vagão e sentaram-se frente a mesma. — Eu sou George, ele é Fred, Weasley.

— Astrid infelizmente Malfoy. — Retrucou a mesma. — E não é ao contrário?

— É? — George, não, Fred, riu enquanto balançava a cabeça.

— Vocês são sacanas. — Astrid afirmou, abrindo um sorriso divertido. — Gostei disso.

— Certamente, pai falou de você, a pequena Malfoy que assumidamente se chama de traidora de sangue e chamou Lucius Malfoy de bosta no meio do ministério, amamos essa versão!

Astrid riu, balançando a cabeça em divertimento, George e Fred eram legais, ela tinha certeza disso.

— Bom, não menti, não é? — Dando de ombros, Astrid olhou pela janela. — Ele realmente é um bosta.

Os gêmeos se entreolharam, rindo junto com Astrid, quando o trem partiu, ela viu vários pais acenando para o trem e se perguntou, se em algum momento, em algum universo, seus pais fariam isso por ela?

Em nenhum. — Pensou Astrid, retornando a conversa com os gêmeos Weasley, eles eram legais, realmente bons, ela gostou deles, seus primeiros amigos, pensara durante a viagem, imaginando como seria aquele ano letivo, longe das garras de sua família.

Um Malfoy sozinho no mundo é perigoso, dizia Lucius.

Ser um Malfoy era perigoso, pensava Astrid e também uma merda, mas se fosse atenuar-se as reclamações e xingamentos contra sua família, passaria a viagem toda pensando neles, então Astrid apenas se permitiu viver aquele momento.

Quando finalmente chegara em Hogwarts, ela se permitiu maravilhar-se com a grandiosidade do castelo, Hagrid os guiou de barco pelo lago negro, ela dividiu o barco com George, Fred e Lee Jordan, que havia se juntado a cabine deles pouco depois.

Casa. — O pensamento cruzou sua mente, antes que Astrid pudesse filtrar o mesmo, Hogwarts dava a mesma, um local aconchegante, realmente, ela estava chegando em casa.

A triagem foi divertida, para dizer o mínimo, com os gêmeos fazendo bagunça e arrastando a mesma e Lee com eles, em algum momento, a professora Mcgonagall, os chamou atenção, porém, a loira percebeu a ameaça de um sorriso cruzando seus lábios, um linha fina e divertida, os olhos brilhando para eles.

O salão era magnífico. — Pelas bolas de Merlin, isso é incrível. — Astrid sussurrou para George, ou Fred, ela ainda não tinha decorado facilmente quem era quem, mas não importava naquele momento, ele riu em concordância com ela.

— Pra caralho. — O gêmeo atrás dela pontuou e Astrid acenou em concordância.

A professora Mcgonagall, colocou sobre o banquinho a frente da multidão, o chapéu seletor, das poucas vezes que conversou com sua mãe, ela lhe explicou como funcionava a triagem de estudantes para suas determinadas casas, além da música que ele sempre cantava, antes do começo da seleção.

 

"Ah, você podem me achar pouco atraente,

Mas não me julguem só pela aparência

Engulo a mim mesmo se puderem encontrar

Um chapéu mais inteligente do que o papai aqui... "

 

Oh, ele canta bem. — Pensou a garota, balançando a cabeça no ritmo da voz do chapéu.

 

"Podem guardar seus chapéus-coco bem pretos,

Suas cartolas altas de cetim brilhoso

Porque sou o Chapéu Seletor de Hogwarts.

E dou de dez a zero em qualquer outro chapéu.

 

Não há nada escondido em sua cabeça

Que o Chapéu Seletor não consiga ver,

Por isso é só me porém na cabeça que vou dizer

Em que casa de Hogwarts deverão ficar

 

Quem sabe sua morada é a Grifinória,

Casa onde habitam os corações indômitos.

Ousadia e sangue-frio e nobreza

Destacam os alunos da Grifinória dos demais,

 

Quem sabe é na Lufa-Lufa que você vai morar,

Onde seus moradores são justos e leais

Pacientes, sinceros, sem medo da dor,

 

Ou será a velha e sábia Corvinal

A casa dos que têm a mente sempre alerta,

Onde os homens de grande espírito e saber

Sempre encontrarão companheiros seus iguais,

 

Ou quem sabe a Sonserina será a sua casa

E ali estejam seus verdadeiros amigos,

Homens de astúcia que usam quaisquer meios

Para atingir os fins que antes colimaram.

 

Vamos, experimentem! Não devem temer!

Nem se atrapalhar! Estarão em boas mãos!

(Mesmo que os chapéus não tenham pés nem mãos)

Porque sou único, sou um Chapéu Pensador!"

 

Então terminou, Mcgonagall puxou a pergaminhou e o abriu diante dos alunos, Astrid sabia que seria a primeira, sempre os Malfoy's no começo, era irritante, mas ela sabia que isso a esperava.

— Astrid Malfoy. — Houve sussurros, assim que Mcgonagall falou o nome dela, havia olhares esperançosos dos sonserinos mais velhos sobre a mesma, ela sabia que Snape a olhava da mesa, ele que lhe forneceria a poção no castelo, como já fazia para quando ela estava na mansão.

Ela também sabia, que ele esperava que ela estivesse na sonserina, talvez para ficar mais de olho na mesma, mas ele também deveria saber que não havia um osso sonserino na mesma – por deuses, Astrid ainda lembrava de quanto ele a viu mandar Salazar Sonserina se 'fuder'.

O banquinho era de madeira e o chapéu era maior do que ela imaginava, quando colocado em sua cabeça, parecia legal.

Apreciou seus pensamentos, senhorita Malfoy... ou devo chamá-la de Astrid? — A voz ponderou em sua mente e Astrid sorriu. — Definitivamente, Astrid e isso é impressionante, eu diria.

Sério? — Questionou.

Sim, nada parecida a seu pai ou sua mãe, ah, esta mente me lembra outro membro de sua família, tão rebelde quanto você.

Sirius Black? — Astrid lembrava de ouvir sobre ele, Lucius costumava dizer que ela havia herdado a mesma praga que se apossou de seu primo, que estava em Azkaban. — Ele foi um grifinório, não foi?

Sim, o primeiro de sua família na grifinória e você, vejo a mesma coragem em você, indomável, justa e claramente inclinada a aventuras... ah sombras em seu passado, mas isso não a define, você já era assim antes.

Qualquer coisa, menos sonserina, não quero estar lá! — Astrid quase podia se imaginar gritando, ela não queria estar na mesma casa que sua família normalmente era colocada, na mesma casa que Lucius Malfoy já pertenceu.

Ah não, jovem Astrid, sonserina não faria você crescer. — Ela sorriu. — Sei muito bem onde colocá-la...

— ... vai ser, GRIFINÓRIA! — Houve um silêncio mortal que se espalhou pelo salão, então palmas puxadas pelos gêmeos, Astrid conseguiu perceber, quando o chapéu foi tirado de sua cabeça, deram o bum inicial para as palmas da casa dos leões, seguidos da lufa-lufa e corvinal, sonserina permaneceu silenciosa e Astrid não olhou para Snape.

"Se não for sonserina, nem pense em retornar para está casa."

Novamente ela lembrou-se da frase de Lucius, mas ignorou isso, pensaria naquilo depois, então, quando Fred e George se juntaram a mesma na mesa dos leões, seguidos de um Lee Jordan levemente animado e de Angelina Johnson sorridente, tudo que Astrid se importava era com mais nada além de comemorar e conversar.

Ela estava em casa.