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LUA
A lua era um símbolo, estrutural e exuberante – uma marca naquela família. Ela deveria voltar para a Toca, Blaise estava reclamando de suas demoras ao observar o luar, mas ela não podia se culpar, lembrava muito de sua mãe.
A filha de uma loba.
Um milagre – dissera a curandeira ao seu pai, após seu nascimento. A licantropia de sua mãe não a infectou, não passou para ela e ela sobreviveu no útero de sua mãe, mesmo sobre a lua cheia.
Suspirando pesadamente, ela observou o pelucio que dormia em seu colo, segurando parte de um relógio que ela sabia a quem pertencia, ele parecia amar roubar dele e apesar das reclamações fracas que fazia, ela gostava de como isso se tornou parte da vida deles.
— Liz? — Piscando surpresa, Elizabeth Lupo vagou o olhar para trás, encontrando os familiares cabelos avermelhados, os olhos claros a mirando com curiosidade e ele segurava um cobertor em sua mão. — Está frio, Remus disse que viu você sair pra cá. — Ela acenou, enquanto ele aproximava-se, sentando-se ao lado da mesma.
— É lua minguante, eu nasci sobre uma lua minguante, me lembra minha mãe. — Pontuou a mesma, permitindo ser aquecida pelo cobertor em seus ombros, encostada ao garoto.
— Ela devia ser uma mulher maravilhosa.
— Você teria gostado dela, pai diz que ela torcia para os azarões também. — A risada dele parecia aquecer algo em seu peito, realmente, não havia como dizer como não era bom se apaixonar por ele.
Apaixonar-se por Ronald Weasley era maravilhoso.
— Sua mãe era muito sabia.
— Idiota. — Murmurou baixo, os dedos entrelaçaram-se e Ron viu o objeto que pelucio segurava.
— Meu relógio, eu me perguntei onde estava. — Pontuou.
— É praticamente o relógio dele, Rony.
— Seu pelucio vem me roubando desde o primeiro ano.
— Blaise diz que Canela te ama. — Ele bufou em relação ao comentário da mesma, apertando mais as mãos, o calor dele a mantinha bem. Ron era como uma fornalha, nunca frio, sempre quente.
Era bom.
— Você está preocupada... com a guerra? — Ron questionou, percebendo que Liz havia retornar a mirar a lua.
Eles estavam indo para o sexto ano, Voldemort era uma sombra cruel à espreita de um ataque, a guerra não era um pensamento distante, mas um fato, ela estava cada vez mais próxima. Pelo que Ron sabia, Astrid, Fred e Goerge passavam mais tempo fora da casa, lidando com ataques de comensais, enquanto Harry parecia em frenesi de raiva borbulhante, aferrando-se ao namorado – Draco, irmão menor da Astrid – para ter certeza que ele não desaparecia também.
Então havia Liz, para Ron, ela era garota da lufa-lufa que mais se metia em confusão, dês que eles foram para Hogwarts. Ela esteve lá em seus piores e melhores momentos, ele começou a ama-lá, antes mesmo de ser capaz de perceber que a amava.
— Um pouco. — A voz de Liz, trouxe Ron ao retorno de seus pensamentos. — Pai, tia Zabira e Blaise, eu sei que eles são fortes, mas tenho medo que isso, essa guerra, possa me tirar o que me restou da família... — Ela retornou o olhar para ele, os olhos de lobo sobre si. — Você, Harry, Draco, Mione, Pansy, todos os demais, não deveríamos ter que lidar com essa guerra, porque um sem nariz meia boca é claramente burro.
A risada deixou seus lábios, Liz era a única que chamava Voldemort abertamente de burro, principalmente, quando Blaise e Pansy lhe contavam o que os sonserinos costumavam falar pelas masmorras.
"Eles tem meio neurônio queimado? Roubando magia? A por favor, burrice tem limite!"
Ela era fofa quando ficava com raiva.
— Eu sei, mas temos que chutar a bunda dele, não é?
— Obviamente. — Eles riram, ainda muito próximos. — Rony, me prometa que vai tomar cuidado, seja o que tiver que encarar, entendeu?
Havia medo sobre as palavras dela, a mão livre de Ron, tocou os cabelos pretos e desceu para acariciar a bochecha. — Eu prometo, afinal, ainda tenho que lhe tornar uma fã do Chudley Cannons.
Elizabeth Lupo realmente gargalhou naquele momento, jogando a cabeça para trás em diversão. — Você pode tentar, mas vai ter que convencer Blaise, não podemos falar de qualquer time que não seja o Ballycastle Bats na nossa família.
— Ultrajante, Chudley Cannons é mil vezes melhor.
— A quantas eras eles não vencem, Rony?
— Não tocamos nesse assunto, querida. — Liz balançou a cabeça novamente, escondendo o rosto, segundos depois, no ombro de Ron, mantendo o aperto firme na mão dele, apenas apreciando o momento.
Eu prometo voltar para você, minha lua. — Ron Weasley prometeu a si mesmo naquele momento, quanto observava Liz.
