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Sunday Morning

Summary:

Onde você e Katakuri aproveitam uma simples manhã de domingo, mesmo que ambos tenham se esquecido de tal dia.

Notes:

Então... Finalmente chegamos no ponto em que volto a colocar meus imagines nesse site. Uma boa parte das minhas obras foram postadas originalmente no Wattpad (ou no Spirit Fanfics).

Mas sabendo das novas regras e mudanças no Wattpad, estou tentado pegar ânimo e postar todos os meus imagines aqui. Isso pode demorar, porque são mais de 60/70 imagines (sim, eu nunca sei a quantidade correta, já que começo muita coisa e blá blá blá)

De qualquer forma, espero que gostem! E boa leitura!

Work Text:

A ponta dos dedos circularam como cicatrizes ao redor dos lábios de Katakuri; sua pele sentindo a textura um pouco áspera, mas não menos suave em sua percepção.

 

Mesmo se a pele de Katakuri fosse afiada (da mesma forma que seus dentes eram, mas você havia aprendido a não tocar os mesmos) que, ainda assim, isso não mudaria nada sobre o homem ao seu respeito.

 

Uma expressão gentil e amorosa cobriu seus próprios traços, e você sequer notou quando o Charlotte tinha acordado, apenas fazendo-o quando a voz profunda de Katakuri fez-se apresentar no silêncio de seu quarto compartilhado:

 

— Está me tocando — não era um sermão, apenas uma observação, e você sabia. Mesmo assim, seus dedos travaram no segundo em que o timbre rouco, principalmente pelo humor matinal, do homem entrou pelos seus tímpanos.

 

— Isso te incomoda? — Disse de volta, ponderando em seu interior se deveria afastar sua palma do rosto masculino alheio, caso ele concordasse com sua pergunta.

 

Todavia, como se menos seus pensamentos, uma grande mão rodeou um de seus pulsos, e subindo lentamente para sua mão no rosto coberto de cicatrizes, fez sua palma continuar ali, a mão masculina demonstrando tamanha benefícios que poderia facilmente fazer-la corar, se já não estava fazendo-o.

 

No segundo em que a voz potente de seu marido entrou por seus ouvidos sensíveis, uma boa parte do sangue de seu rosto foi em direção às suas bochechas. 

 

— Você nunca me incomodou, querida — murmurou de volta, fazendo você sair de sua pequena transe. Aquelas palavras simples são o suficiente para que um sorriso surja automaticamente em seus lábios agora secos pela ansiedade.

 

Se sentindo confortável o bastante, você se moveu mais do rosto do Charlotte e, com um simples selar de lábios, especialmente nas cicatrizes do homem maior, deixou que um selinho demonstrasse suas emoções amorosas, afirmando em seguida:

 

— Nós deveríamos levantar, já passou da hora de tomar café da manhã. 

 

Um simples resmungo foi sua resposta, Katakuri nem sequer havia um dos olhos abertos para olhar.

 

Observar tal ação um pouco infantil te fez soltar uma risada abafada, por mais que vocês precisassem de tarefas para se fazerem. E, por um pequeno segundo, você se lembrou da época em que Katakuri fazia questão de acordar mais cedo, tudo para que você não visse sua cicatrização, e sequer teve chance de conversar com ele. Seu medo de assustá-la fazendo-o agir por impulso, e automaticamente fazendo vocês dois demorem a se aproximar.

 

E, ainda sim, aqui estavam vocês dois após quase três anos sendo oficialmente marido e mulher, com o grande homem se recusando a sair da cama, mesmo com tarefas importantes a se fazer.

 

— Que horas são?

 

Uma de suas sobrancelhas se arqueou automaticamente ao ouvi-lo, mesmo que o de cabelos coloridos não pudesse ver suas feições sarcásticas no momento.

 

— Acredito que seja hora de levantar.

 

— Que dia é hoje?

 

Você pensou em dizer "dia de levantar", mas isso (infelizmente) não faria muito sentido. Foi então que você se ligou:

 

— Na verdade, hoje é domingo.

 

Finalmente, uma das ordens de Katakuri se abriu; O cor colorido de suas íris tinha um contraste tão belo contra o cor de sua pele (na sua visão, claro, mas isso já era o suficiente) que, por muito pouco, você não se perdeu em sua beleza facial.

 

O silêncio do Charlotte disse mais do que o necessário, entretanto, ainda sim, você questionou com certo sarcasmo:

 

— O que? Eu não fiz nada.

 

— Me acordar cedo em um domingo é nada para você?

 

Sem poder controlar suas ações, você riu abertamente, tentando controlar a raiva séria em seu timbre.

 

— Como se você também não adora comer rosquinhas logo de manhã, não é? Ou estou terrivelmente errado, meu marido?

 

— Elas são um caso à parte. E extremamente deliciosas.

 

Mais uma risada, e expressão divertida, cobriu as linhas de seu rosto, porém, para o seu choque, você foi pega de surpresa no segundo em que Katakuri se moveu de você, e deixou um breve selinho rápido em seus lábios.

 

Você se confundiu com suas ações, mas também não era como se fosse reclamação de seus atos carinhosos.

 

— Para que foi isso? — questionou após o Charlotte se afastar, parecendo mais do que pronto para se levantar da grande cama, e provavelmente finalmente um de vocês dois teria a coragem de ir para a frente do fogão.

 

Graças aos céus, Domingo foi o dia dele de preparar o café, e você ficou sempre responsável pelas rosquinhas, sabendo a maneira perfeita de fazer-las, e da forma que o maior prazer.

 

— Não posso beijar minha esposa? — suas palavras poderiam parecer extremamente graves caso alguém observasse de longe, contudo, você sabia melhor, e tinha conhecimento de que era a maneira do mesmo de fazer uma piada.

 

Revirando os olhos de brincadeira, deixando que um sorriso cobrisse seus lábios, você apenas se falou rapidamente e, antes de se preparar para sair do quarto, afirmou de maneira suave: 

 

— Pode fazer muito mais do que beijá-la, se desejar.

 

— Vou manter suas palavras em minha mente, meu amor.