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Seus dedos se enterraram no monte de cor dourada alheio; a ponta dos mesmos começando a se moverem delicadamente como pequenos círculos no couro cabelo recém-lavado e cheirando a seu shampoo favorito.
O cuidado que Sanji tinha com seu cabelo era mais do que notório, e você sabia bem que, após um banho e jantar que o mesmo havia feito para vocês, o loiro sempre adorava receber seus carinhos, nem que por poucos minutos do dia.
Era algo que o relaxava e fazia-o se sentir amado, além de que era algo que ele poderia apreciar em silêncio.
— Hmmm. — O resmungo alheio chegou até seus ouvidos, mas era mais como uma outra forma de apreciar seus toques.
Ok, talvez Sanji não fosse tão silencioso assim.
— O que foi, querido? Você quer que eu pare? — Você perguntou, apenas como uma forma de provocá-lo, mesmo sabendo que ele deixava passar em todas as vezes o tom de sua voz.
Sanji levantou o queixo quase que imediato, e sua feição se retorceu somente com a ideia de ficar sem seus toques.
Rapidamente, o loiro apertou mais os braços que estavam ao redor de sua cintura, e pressionou mais o rosto em um de seus seios. O beicinho que o homem tinha nos lábios era muito fofo, além de extremamente convidativo na sua visão.
— N-não! Eu amo seus cafunés, meu amor! — Exclamou, quase em pânico, e isso te fez rir naturalmente.
Sua face séria caiu rapidamente, e Sanji notou isso, logo ligando os pontos.
Você estava se divertindo às custas dele de novo!
Afundando o rosto no vale de seus seios, o cozinheiro se pronunciou, sua voz saindo um pouco abafada:
— Pare de ser malvada comigo, querida!
Soltando uma risada curta, você beijou o topo da cabeça dele, sabendo que isso seria o suficiente para fazê-lo derreter. E foi exatamente o que aconteceu: Saji pareceu derreter em seus braços, corações parecendo nascer em seus olhos e uma aura iluminada rodeá-los.
— Eu gosto de te ver assim… — Sua voz saiu baixa, quase inexistente, porém por conta do mais alto estar tão perto, pode ouvir suas palavras com facilidade.
— Por quê? — Perguntou ainda com o rosto enterrado em seus seios, quase se recusando a sair da maciez e conforto que eles o proporcionavam.
Saji era um tarado por peitos, isso era claro como uma mina de água, mas não era como se você odiasse a sensação que a respiração de seu namorado causava sempre que estava com a cabeça tão perto daquela sua região; você também a adorava, no final das contas.
Sorrindo, suas mãos voltaram a se mover pela cabeleira loira alheia, desta vez somente passando a palma de uma das mãos por cima e, de vez em quando, enfiando a ponta dos dedos para escovar o cabelo do homem de forma leve e calma.
— Fica adorável quando está assim tão manhoso, querido.
Após uns minutos de silêncio, o mais alto separou o rosto de seus seios e levantou o queixo. Olhando no fundo de seus olhos, o rosado nas bochechas do loiro não diminuiu uma única vez enquanto falava as palavras seguintes:
— Você fica bem mais adorável fazendo qualquer coisa, minha bela flor.
