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amor(anto)

Summary:

Em que Roier, desesperado para concluir um trabalho de botânica, encontra sua salvação em Cellbit e seu amor por flores. E nesse meio tempo, ele aprende, um a um, o significado das flores favoritas de Cellbit.

Notes:

olá 👋

essa é uma versão extendida da "amor(anto)" original postada no Twitter! ambas as duas histórias são minhas! a versão do AO3 tem mais narração e alguns erros corrigidos, então se você veio do Twitter já saiba que essa história aqui é um tiquinho mais diferente da que você leu lá!

aos que estão lendo via tradutor, quero deixar claro que o trocadilho do título vem da flor amaranto + amor (do português), logo, amor(anto)!

dito isso tudo, boa leitura!

(See the end of the work for more notes.)

Chapter 1: cravos

Chapter Text

🕸️ spideroier
@iroier

PELO AMOR DE DEUS EU NEM SEI O QUE É UMA ANGIOESPERMA

11h02 · 05 de junho de 2023


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Roier está um pouco desesperado.

A aula de Biologia terminou há dez minutos, e ele ainda mal encontrou forças para sair da cadeira. A professora, quem Roier tem certeza que o odeia até o apocalipse, passou um maldito trabalho de botânica que pode valer toda a sua nota e a aprovação no último ano do ensino médio.

O problema não é com a pobre professora, honestamente. Roier só é muito ruim em Biologia. Ele se esforçou, sua melhor amiga, Jaiden, também, mas nada deu frutos — que ironia! Aqueles nomes difíceis, as terminologias científicas e a quantidade de processos que uma mesma coisa passa e sofre são simplesmente complicadas demais para entrarem em seu cérebro preguiçoso. A esse ponto, Roier crê fielmente que gastou toda a capacidade de processamento que seus neurônios tinham, e que agora sua única solução é esperar até a reprovação dura e cruel e torcer para aflorar alguma aura artística que o permita ou vender arte na praia ou ficar famoso por fazer dancinhas.

— Sai dessa deprê’, amigo!

Jaiden logo vem a seu socorro, o rosto coberto de gentileza doce, mas também escondendo um pouco de diversão. Ela é o equilíbrio perfeito entre a amiga que te abraça e a que te jogaria um balde de água fria. É por isso que Roier a adora tanto.

— Amiga, como? — Balança os ombros, a cabeça enfiada nos braços sobre a mesa como quem dorme (ou no caso dele, finge dormir) no meio da aula. — Eu estou — E ele se levanta em um baque só, dramático. — DESESPERADO!

— Roier, um trabalho de escola não vai destruir a sua vida.

— Vai sim. — refuta — Principalmente quando o trabalho em questão é de Biologia. 

— Você nem é tão ruim assim.

Isso deveria me confortar?

Ela levanta as mãos em rendição, risonha.

— Culpada! — Pisca. — Mas olha, você até gabaritou o trabalho sobre aracnídeos.

— Sim, porque eu enchi de fotos do Homem-Aranha e fiquei o seminário inteiro babando no Miles Morales. — Faz muxoxo. — Se não fosse isso, ó, zeeeeero.

— Independente.

— Não! Olha, eu nem sei sobre o que eu vou falar! Ok, tenho que estudar e falar sobre uma planta. — Honestamente, foi a única parte da explicação do trabalho que ele absorveu antes de entrar no limbo do desespero. — Sobre uma angioesperma! Amiga, eu nem sei O QUE é isso!

Em vez de assumir seu lado acolhedor e amigo, Jaiden cobriu a boca para tentar esconder a risada. Não funcionou, e agora Roier a fuzila sem ao menos ter ideia do motivo da piada.

— Primeiro — Ela respira fundo, ainda sorrindo. —, é angiosperma! Com “S” e sem o “E” porque, sabe, ficaria esquisito.

Tudo a mesma merda.

— Como se angiosperma já não fosse esquisito o suficiente.

— E segundo, para sua grande sorte eu, sua melhor amiga e fiel conselheira, tenho uma ideia genial!

Agora eu tenho interesse!

— E?

— Sabe a floricultura na frente da escola?

Roier pisca por alguns segundos. O silêncio que sucedeu a troca de olhares fulminante foi tenso. Jaiden suspirou, massageando as têmporas.

— Você nunca percebeu que tinha uma, né?

— Jai, você me conhece tão bem!

— Ai, juro… — Jaiden suspira — Eu conheço o dono, ele é da Sala A e… Não faz essa cara, vai. — Ri com a expressão falsamente desgostosa de Roier, que leva a rivalidade de Turma A x Turma B muito a sério. — Ele é muito simpático! 

— Duvido que vá querer me ajudar.

— Ah, eu tenho certeza que vai. Ele gosta de ajudar os outros. Envolvendo flores, então, ele vai se divertir! — Assegurou, tapeando carinhosamente seus ombros caídos. — A loja abre logo 30 minutos depois da aula. Tente se achegar, pedir um favor, ser gentil! O “não” você já tem!

Não me incentivou muito…

Mas como Roier bem disse, ele estava desesperado, então toda opção deveria ser considerada.

— Vou tentar.

Quando a aula terminou, ele andou meio desconfiado até o rumo da floricultura. Era uma loja bonita e bem cuidada, embora parecesse extremamente pequena, seja pelo espaço limitado ou pela quantidade exorbitante de plantas de todos os tipos, tamanhos, cores, cheiros e gostos espalhadas por cada canto que desse. Roier se sentiu meio deslocado e intimidado imediatamente. Ele tinha certeza de que passaria alguma vergonha.

E na verdade, ele estava passando vergonha.

ESQUECI DE PERGUNTAR O NOME DELE!

 

. . .  ✿  . . . 

 

Por que tem um cara parado na porta me olhando com cara de cu?

Com o cenho franzido, Cellbit largou o pequeno ramo de gerânios que cuidava para limpar as mãos cheias de terra e andar até a porta como um gato desconfiado se aproximando de um estranho. 

Ele vem caminhando por cima dos vasos e desviando das plantas, já decorando o caminho até a porta de tanto que o repete todos os dias. Sua floricultura era pequena. Não menos confortável, no entanto. Modéstia parte, era o estabelecimento mais bonito do quarteirão. A fachada era coberta por tijolos avermelhados, jardineiras floridas e plantas suspensas. Simples, arejado e aconchegante. As mães dos alunos adoravam e ele sempre tirava umas boas centenas de reais no dia dos namorados. 

Ele se orgulhava de conhecer bem o perfil dos clientes da TrevoFlor. Mães, tias, até irmãzinhas pequenas com gosto aflorado por coisas bonitas, coloridas e fofas; casais e interesses românticos; alunos que gostavam de dar subornos na forma de presentes a professoras e diretoras exigentes. Esse tipo de perfil.

Mas garotos com pose de galã vestidos de cabeça aos pés com o Homem-Aranha — o moletom é aceitável, mas uma bandana, mochila e meias? Cristo, até os tênis tinham desenhos de teia! —  era uma novidade.

Bom, ele já atendeu um cara vestido de pijama de tubarão em plena segunda-feira, então julgou que essas coisas eram normais, principalmente quando se está no ensino médio.

Colocando sua máscara de atendente animado para o trabalho, ele abriu a porta com um sorriso enorme no rosto.

— Boa tarde!

O fã número um do Homem-Aranha piscou, tão avoado que mal havia notado que estava há minutos parado na frente da porta sem ao menos pedir para entrar. Claro, ainda faltavam dez minutos para a floricultura abrir, mas Cellbit não está no luxo de deixar um possível cliente plantado esperando.

— Ah, boa tarde? — O cara pareceu tentar conferir a hora no relógio de pulso. Funcionaria, se ele tivesse algum relógio. — Ah, olha… Uma amiga minha me recomendou o lugar… — Mordeu o interior das bochechas. — Me recomendou você, na verdade. É…, eu preciso de ajuda.

— Amiga? — Ergueu uma das sobrancelhas.

— Sim, sim. Jaiden da B.

Imediatamente, Cellbit abriu um largo sorriso, bem mais genuíno que o anterior. É claro que conhecia Jaiden. Era uma de suas clientes assíduas. Diferente da maioria que vinha quando precisava de um presente ou um pedido clichê de desculpas, Jaiden realmente gostava de plantas tanto quanto ele. Flores e pequenos arbustos, principalmente. Isso o fez lembrar dos gerânios que estava terminando de podar. Ela viria buscá-los no final de semana.

Ela era um doce e uma grande amiga. Cellbit faria qualquer coisa por ela, até ajudar seus amigos esquisitos.

— Diga a Jai que aprecio a recomendação. — Cellbit deu um passo para trás. — Entra aí.

 

. . .  ✿  . . . 

 

Roier gostava de plantas. Quer dizer, ele as acha bonitas. 

Ele sabia que existiam rosas — as vermelhas, que é até onde seu conhecimento florístico limitado vai. Sabia também dos girassóis, porque sua abuella contava alguma história esquisita de girassóis sempre estarem de cara para o Sol e como eles dançavam ao raiar dia. E margaridas; por nenhum motivo específico, apenas as achava interessantes — e porque eram as mais fáceis de desenhar nas atividades do prézinho.

Entrar em uma floricultura pela primeira vez o deu um choque de realidade enorme. Para onde olhava, descobria uma flor diferente. Cellbit tinha até uma rosa azul. Como assim rosas azuis existem? Jaiden saberia disso? Ele precisava enchê-la de mensagens depois! 

Isso nem faz sentido! Ele estava inconformado, tanto que realmente parecia inconformado. Atrás dele, Cellbit se divertia silenciosamente com suas expressões de choque honestas. Por que o nome da planta é rosa se existem várias rosas de várias cores? Por que não é “rosa” apenas a rosa cor de rosa? E por que a rosa mais conhecida é a vermelha se ela é vermelha, e não rosa?

Ter esses questionamentos deixou sua ansiedade a mil. Saber que existiam tantas espécies diferentes de plantas — coloridas, grandes, pequenas, altas, espinhentas, rasteiras e até pontudas — o deixou em um misto de admiração e pavor, pois como diabos ele decidiria o que fazer em seu trabalho?

Roier não é bom em fazer escolhas. Ele é do tipo que criaria a brigaxinha por não conseguir decidir entre ou brigadeiro ou cozinha, entende?

— Você diz que precisa de ajuda. — o florista, o qual Roier ainda não sabia o nome, despertou-o de sua breve crise floral. — Alguma planta em específico? Um arranjo? Muda? Sementes? Talvez um buquê?

— ¡No, no, no! — A ideia de precisar de um buquê de flores em primeiro lugar o deixou meio nervoso. — Não quero planta nenhuma, só preciso fazer um trabalho. Você sabe, coisa da escola.

— Ah, sim. — Cellbit botou a mão no queixo, pensativo. — Biologia?

Roier não se contém em revirar os olhos.

— Não, estudamos plantas em matemática. 

— Engraçadinho.

Cellbit arrastou um par de banquinhos de madeira, oferecendo um para que ele sentasse. Eram bancos bonitos e coloridos, com algumas marcas de arranhões na base. Ele deveria ter gatos.

— Que tipo de planta precisa?

— É… — E lá vai ele repetir aquele nome estranho de novo. — Angioes… Angiospermas?

— Clássico! Você teve sorte, o meu foi sobre briófitas. E eu gosto de briófitas, sabe, mas as angio são realmente mais interessantes.

Roier não queria cortar o barato do cara, mas ele não fazia ideia do que eram malditas briófitas. Nem angiospermas.

— Realmente muito, muito difícil de lidar…

— O que precisa?

— Preciso estudar diferentes tipos de plantas e montar um relatório ou coisa assim. — Deu de ombros. — O problema é que a professora exigiu que fossem plantas que nós tivemos contato e eu ainda preciso de provas fotográficas para montar um “ensaio”, seja lá qual é o termo correto. Eu não tenho planta nenhuma em casa e — Deu uma boa olhada ao redor. Ele finalmente reconheceu algo: cactos. — você parece ter algumas de sobra aqui.

— Quer minhas plantas emprestado? — Cruzou os braços, abismado. — Meus pequenos bebês?

Não são bebês. É mato. Mas ele não disse isso por medo de acabar tomando uma rasteira do cara ou coisa parecida. Roier não sabe dizer se floristas têm tendências agressivas ou se naturalmente sabem artes marciais, mas se estes são capazes de desvendar algo tão assustador quanto a biologia botânica, então devem saber fazer qualquer tipo de coisa.

— Talvez uma ou duas, eu poderia até pagar por elas. — frisou em completo desespero — Olha, que tal aquela dali? — Apontou.

Cellbit piscou.

— Uma samambaia. É pteridófita.

Por que existe uma planta com nome de pterodáctilo?

— E… aquilo? Os matinhos?

— São antóceros. — Ele parecia estar se divertindo. — Briófita.

— Por que diabos você cultiva mato?

— Arranjos e outras coisas, você não entenderia.

Definitivamente não.

O florista respirou fundo e passou a mão entre os cabelos. Apenas naquele momento que Roier se permitiu dar uma olhada nele. Era um cara bonito, alto, quase da sua altura, talvez um ou dois centímetros a menos. Tinha cabelos castanhos longos presos em um pequeno coque no topo da cabeça, com uma mecha descolorida no lugar da franja. 

E ele fedia a terra. E algo molhado. Um gato molhado, talvez.

— Escuta, eu posso te ajudar. — Roier imediatamente sorriu. — Mas não vou te dar as coisas de mão beijada. — E o sorriso morreu junto com toda sua alegria e vontade de viver.

— Mas…

— Não, é sério, você nem ao menos entendeu o que eu falei! Ou entendeu? — O silêncio foi sua resposta. — Certo, vamos fazer assim. A cada dia da semana, eu vou te dar uma planta qualquer. Uma angiosperma, assim já te dá ideias. Você vai levá-la E trazê-la de volta para mim. — Aquilo pareceu uma ameaça. — Quando voltar, quero um resumo sobre a planta, tudo o que você puder descobrir. Se você for bem, eu posso até te recompensar com outras informações em troca.

— Informações tipo?

Cellbit massageou as têmporas, internamente dando uma risadinha. Os engraçadinhos eram mesmo os piores.

— É óbvio que você só prestou atenção na parte de recompensa.

— Não pode me culpar, pode?

— Não, não… E sobre recompensa…

Cellbit deu uma boa olhada em todos os itens da floricultura antes de escolher qual pegar. Decidiu por um conjunto de flores coloridas. Pegou uma de cada uma das cores que tinha.

— Com histórias, na verdade. — Estendeu as flores. — Conhece essas?

Como esperado, ele negou.

— Essa é a Flor de Júpiter. Mas meros mortais a reconhecem como cravo.

— Como aquele que dá no nariz?

Imediatamente, Cellbit revirou os olhos. Ai, senhor…

— Talvez, mas um bem mais cheiroso e bonito. — Bufou. — Existem vários tipos de cravos. E assim como todas as flores, eles possuem diferentes significados.

— Flores têm significado?

— É claro! Tudo no mundo pode ter uma simbologia, se você se permitir enxergar. — Sorriu. — Vamos, pegue um cravo. Qualquer um deles.

Desconfiado, ele pegou a primeira flor que viu. O cravo vermelho.

— Boa escolha. Tem alguma ideia do que significa?

— Ahn… paixão? — Franziu o cenho. — Vermelho é a cor do amor, né. Deve ter algo a ver.

— Na verdade, tem sim. Cravos vermelhos simbolizam amor, paixão e respeito. São ótimas opções para presente. Meus clientes costumam encomendar junto com os brancos. — Entregou a flor branca. — Esses são amor puro e inocência. Os pombinhos adoram e eu sempre vendo todos no dia dos namorados.

— Então é só lembrar do significado das cores? — Animado, ele pegou o cravo amarelo. — Amarelo é cor da alegria, não é? Esse deve ser a mesma coisa.

Cellbit riu. Tão ingênuo.

— Cravos amarelos significam desprezo.

O cara pareceu verdadeiramente indignado, encarando a flor como se esta fosse responsável por guerras, terremotos, tsunamis, furacões e infestações de insetos. Ele ainda pegou o celular, provavelmente duvidando das palavras de Cellbit.

— Cravo amarelo, a flor da rejeição…

— E como pode ver, eu sou uma fonte confiável quando se trata de plantas.

🕸️ spideroier
@iroier

eu te cravo amarelo @elmariana

12h05 · 05 de junho de 2023


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mari maria @elmariana · 45s Replying to @iroier

PQ O GOOGLE DIZ QUE VOCÊ ME DESPREZA ROIER PENDEJO O QUE ISSO SIGNIFICA???????

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Roier soltou uma risadinha, dando mais uns toques antes de guardar o celular e encará-lo com novo interesse desperto.

— Como pode uma flor tão pequeninha indicar algo tão ruim?

— Nem sempre! Com a combinação certa, cravos amarelos podem ser o maior símbolo de felicidade na vida de qualquer amante de flores. — disse tudo com animação e brilho no olhar.

Roier não queria saber mais sobre as tais flores, mesmo que a coisa dos cravos amarelos realmente tenha sido útil por 5 segundos. Mas ele gostava de histórias. E gostava mais ainda de ver pessoas animadas falando sobre as coisas que gostavam, naquela paixão bonita que tornava tudo ainda mais doce e belo.

E se aquele florista com cheiro de terra e gato molhado tinha algo, era paixão.

— Bem, acho que posso concordar com o seu acordo. — Sorriu ao ver que o outro havia ficado animado com a ideia. — Uma planta por uma historinha fofinha. Ok, entendido, wey.

Wey ?

— Como "cara", sabe? Wey.

Wey… — disse em um portunhol engraçado. — Ótimo, vamos fazer assim! Você começa com esta.

E o entregou uma rosa. Uma rosa que não era vermelha ou cor de rosa. Era amarela.

— Essa não é uma de suas formas sucintas de dizer que me odeia, é?

— Talvez. — Riu — Pesquise e volte aqui amanhã com o que descobriu.

— Pesquisar… Ok, eu posso fazer isso.

Mas antes de ir embora, Roier se lembrou de um fato muito importante.

— Ei.

— Sim?

— Eu não sei seu nome.

O florista o encarou de um jeito engraçado, como quem se força a não rir. Roier reparou agora no seu uniforme. Um macacão verde simples sobre um avental marrom com estampas de gatinhos. 

Gatinhos. Combinavam com ele.

— Cellbit.

— Ahn?

— Meu nome. — Deu de ombros. — Cellbit.

— Ah — Balançou a cabeça. — Bem, sou Roier.

— Eu sei. — Apontou para sua mochila. — Tem uma etiqueta com seu nome. — Sorriu. — E é do Homem-Aranha.

Sim. E ela era linda, colorida e muito bem adesivada para não estragar com a chuva, muito obrigado.

— Bem, eu volto amanhã. — E abriu a porta, saindo. — Até mais, gatinho !

— Até mais…

Cellbit levou alguns segundos para notar. Exatamente cinco.

— … QUE?

E precisou de boas cinco horas para superar.

 

. . .  ✿  . . . 

 

No caminho para casa, Roier ainda segurava a flor com gentileza incomum. Ele catou o celular para procurar pelo significado, mal notando o sorrisinho que surgiu nele no meio do ônibus lotado das doze horas.

Rosas Amarelas representam riqueza, o ouro, os raios do Sol, a energia e a prosperidade. Também simbolizam respeito, alegria e amizade.