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Another Parable / Hot Tourist Destination

Summary:

Stanley está sumido. V1 também. Narrador recebe uma visita estranha ao seu escritório. Parece que o submundo conseguiu criar uma tecnologia de teleporte tão avançada que nem eles mesmos sabem seus efeitos. O que pode acontecer?

Notes:

Mesmo que a fic seja inteiramente em português, Gabriel pode se referir ao V1 como "Machine", mas isso é só porque eu acho o Gabriel falando "MÁQUINA" muito feio então vai ficar a versão em inglês mesmo.

Ah, e se você estiver lendo essa fanfic do português pro inglês (e mesmo se não estiver), ele e dele são usados pro V1 porque o português não tem pronomes neutros (a não ser q eu chamasse ele de "coisa" a fic inteira, lol)

(See the end of the work for more notes.)

Chapter 1: PROLOGUE // FIRST: A LIFE OF POSSIBILITIES

Chapter Text

Na manhã clara de um dia qualquer, o Narrador se dirige a seu escritório, pronto para narrar a mais nova aventura de Stanley: Uma Vida De Possibilidades. Desde o desaparecimento de todos os colegas de trabalho de Stanley – e depois dos esforços do homem para demitir The Stanley Parable: Adventure Line™ – Narrador ficava cada dia mais feliz de poder experienciar novas aventuras com seu "amigo" que não diz uma única palavra. Ele amava escrever roteiros, imaginar, executar cenários e momentos em que os dois poderiam passar juntos, tanto que prendeu Stanley à sua vida miserável dentro de um escritório para seu próprio entretenimento e felicidade.

 

 

  Bem, isso soou um pouco obsessivo. Apesar disso, Stanley não se importava, ou, caso se importasse, nunca soltou uma palavra sobre o que gostava ou não. Com isso, o Narrador assumiu que ele gostava de ficar ali, todos os dias, acompanhado de uma voz escondida em algum lugar, uma voz que nunca revelou-se ter um corpo, apenas a manifestação da mudança das ondas sonoras. Narrador sentou-se à mesa e ligou seu computador.

 

 

  Espere, o sistema operacional está atualizando. Narrador encarava a tela do computador, frustrado.

 

  – Oh, meu Deus! Desde quando se tornou obrigatório atualizar essa máquina?! Eu comprei ela faz 10 anos! Como esse negócio ainda tem compatibilidade? - reclamou.

 

  Depois de alguns minutos, a máquina finalmente iniciou, Narrador não demorou para abrir seu programa para câmeras de monitoramento e ligar seu microfone. Hoje é dia de uma nova aventura, o homem pensou. Ele estava tão animado.

 

  – Stanley! Está me ouvindo? Eu não consigo te ver! Tem como você andar um pouco mais para a frente? Acho que minha câmera não consegue captar onde você está. - o Narrador sugeriu. Nada de Stanley. – Stanley, está me ouvindo? Alô? Eu disse para você se mexer! Por favor! 

 

  Nada de Stanley. Narrador começou a se questionar se seu microfone estava funcionando, abriu o programa de áudio que usava para configurar o aparelho. Tudo parece estar ok por aqui, pensou ele. Tentou verificar se conseguia mudar o ângulo de sua câmera, mas nada aconteceu. 

 

 

 

 

 

  Gabriel estava parado em frente a porta da mais nova construção de Minos: um elevador que conecta todas as camadas do submundo. Mesmo sabendo da existência dos elevadores próximos aos terminais, Minos decidiu criar um para que todos pudessem se transportar pelas camadas do Palácio, não apenas robôs. Todos os habitantes ficaram animados com a ideia de um elevador universal, a discriminação sofrida pelos husks por parte dos robôs e anjos por seu poder de teletransporte não era mais um problema. Minos até fez uma reforma na Lust Layer para que todos possam viver em paz.

 

  Com todas essas novidades, Arcanjo Gabriel, ex-membro do Conselho dos Anjos Celestiais, foi o primeiro a inaugurar o novo elevador de Minos, apelidado de “Hellevator” pelos moradores próximos.

 

  Quase ninguém apareceu na inauguração. A maioria dos habitantes não estavam muito felizes com a escolha de Minos sobre quem iria usar o elevador pela primeira vez - exceto Ferryman, ele estava tão animado.

 

  Em sua inauguração, Gabriel decidiu ir para uma das camadas mais difíceis de se ter acesso: os Prime Sanctums. O anjo entrou no elevador e apertou um botão com apenas a letra ‘P’ escrita em um fundo amarelo.

 

  Nada acontece.

 

  Gabriel aperta novamente. Nada.

 

  – Por que nada nesse inferno funciona? - Gabriel diz, irritado. – Como pode uma construção tão importante simplesmente não funcionar?

 

  Sem paciência, começa a apertar o botão amarelo freneticamente, até um estrondo assustar Gabriel, que ficou paralisado enquanto o elevador vibrava e as engrenagens rangiam. Ele conseguia sentir seu corpo descendo juntamente ao elevador, suas mãos se seguraram nas paredes do equipamento, tremendo em susto. Uma escuridão cobriu a vista de Gabriel. Ferryman, que estava lá em cima, não via mais o elevador. Ele se foi.