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Aquele do Suéter Vermelho

Summary:

Penelope descobre que está grávida e enfrenta a dúvida: contar ou não ao pai do bebê? Enquanto isso, um suéter esquecido deixa os Bridgertons curiosos sobre sua identidade.

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(Sim, me inspirei em um episódio de Friends — vulgo a segunda melhor série do mundo — para escrever esta one-shot. Ah, e sim, é minha primeira fic, então, por favor, seja gentil! :)

Notes:

(See the end of the work for notes.)

Work Text:

Todos já sabiam que Penelope estava grávida. Não era segredo para ninguém; ela havia parado de beber nas reuniões familiares, e seus enjoos nas últimas semanas não passaram despercebidos por Eloise. Mesmo assim, o que os Bridgertons e agregados não conseguiam descobrir eram duas coisas: “Quem é o pai e de quem era o suéter esquecido na poltrona do apartamento delas?”.

Naquela tarde, o sol invadia o pequeno apartamento de Penelope e Eloise, iluminando as prateleiras abarrotadas de livros e enfeites que elas acumulavam ao longo dos anos. Eloise estava parada junto à poltrona verde-oliva, segurando com dois dedos o suéter vermelho como se fosse um objeto de estudo.

— Pen, se você não quer me contar quem é o pai, tudo bem, — começou Eloise com sua típica impaciência, seu tom prático cortando o silêncio.— Mas você poderia, por favor, guardar esse suéter em outro lugar?

Penelope, encolhida no sofá com um travesseiro apertado contra o peito, suspirou profundamente. Havia algo reconfortante naquele sofá, como se ele pudesse protegê-la das pressões externas — e, principalmente, da pressão que vinha de si mesma.

— Eu vou resolver isso, juro. Vou contar pra ele essa semana ainda. — Sua voz soou hesitante, quase um sussurro, como se falar fosse tornar sua insegurança mais real. — Eu só estou com medo de como as coisas vão mudar entre a gente.

Eloise franziu a testa, o suéter ainda pendurado na mão enquanto ela cruzava os braços — Então você o conhece bem o suficiente para ter medo que as coisas mudem?

Penelope abaixou o olhar imediatamente, o rubor em suas bochechas traindo qualquer tentativa de desviar a atenção. O suéter parecia chamá-la de volta às memórias que ela preferia não revisitar. A última vez que o vira foi naquela noite, a mesma noite que, agora, pesava sobre ela com todas as responsabilidades de um segredo prestes a ser revelado. A tensão se acumulava no ambiente. Eloise estreitou os olhos, sua mente visivelmente funcionando a mil por hora.

— Penelope Featherington, você está apaixonada por ele, não está?

Penelope mordeu o lábio, as palavras ficando presas na garganta. Eloise sempre foi direta demais, mas talvez fosse disso que ela precisasse naquele momento. Admitir algo tão profundo parecia o maior obstáculo que já enfrentara. Afinal, contar para Eloise era só a primeira parte. Reunir coragem para contar ao pai do bebê… bom, isso era outra história.

🌸🌸🌸🌸🌸🌸

Alguns dias se passaram, e o aniversário de El finalmente chegou. A comemoração seria em casa, uma reunião íntima com os Bridgerton's e seus agregados, exatamente do jeito que Eloise preferia. Tudo estava impecavelmente organizado, o que só destacava o esforço silencioso de Penelope em fazer tudo perfeito. Apesar de aparentar tranquilidade, o nervosismo dela era evidente, refletido em pequenos gestos: ajustar o mesmo vaso de flores várias vezes, ajeitar as almofadas no sofá já impecáveis ou verificar compulsivamente a disposição das taças na mesa.

El, sentada à mesa da cozinha com uma xícara de chá entre as mãos, observava tudo com atenção. Seu olhar perspicaz seguia cada movimento da amiga, e, ao notar o ligeiro tremor nos dedos de Penelope enquanto ela alinhava os talheres, não pôde mais conter a curiosidade.

— Pen? Está tudo certo pra hoje? Como você está se sentindo? — perguntou, a voz mais suave que o normal, uma demonstração rara de cuidado explícito. — Se precisar, posso desmarcar tudo. Você sabe que ninguém vai se importar.

Penelope ergueu os olhos para Eloise e, como tantas outras vezes, tentou compor um sorriso tranquilizador, embora estivesse longe de parecer convincente.

— Está tudo bem, El. Hoje é o seu dia, e você merece comemorar. A festa vai ser perfeita. Prometo que não tem com o que se preocupar.

Eloise estreitou os olhos, seu olhar avaliando cada detalhe da expressão da amiga. Conhecia Penelope bem demais para não notar quando ela estava escondendo algo.

— Tem certeza? — insistiu, com um tom mais preocupado. — Você anda tão quieta ultimamente… De verdade, Pen, se precisar de um tempo, a gente pode mudar os planos. Eu só quero que você fique bem.

Penelope suspirou profundamente, verificando as bebidas no bar e permitindo-se por um breve instante relaxar os ombros tensos.

— Eu prometo que estou bem, — disse com firmeza, embora houvesse uma pontada de cansaço na voz. — Quero muito que você aproveite seu aniversário. Nada de mudar os planos por minha causa, está bem?

Eloise assentiu, mas o olhar dela permanecia atento, carregado de uma preocupação difícil de esconder.

Sentindo a tensão crescer entre as duas, Penelope tentou mudar de assunto com casualidade, mas as palavras saíram um tanto apressadas.

— El, tudo bem se eu tirar um cochilo antes da festa? Parece que o cansaço está me vencendo hoje — disse, evitando o olhar penetrante de sua amiga.

Eloise inclinou a cabeça, o que sempre era um sinal de que algo a intrigava.

— Tudo bem, mas você sabe que estou aqui pra qualquer coisa, certo? Não precisa se forçar por ninguém.

— Pode deixar — respondeu Penelope, já no corredor, tentando soar relaxada enquanto se retirava rapidamente.

— Só não esqueça que a festa começa às 20h, — Eloise lembrou, lançando um último olhar preocupado para a amiga antes que ela desaparecesse no quarto.

Assim que fechou a porta atrás de si, Penelope soltou um longo suspiro, como se estivesse liberando todo o peso que carregava. Caminhou até a cama e sentou-se na beirada, apoiando os cotovelos nos joelhos e segurando as mãos inquietas.

Aquela noite não seria uma noite qualquer. Era a primeira vez que veria Colin desde que ele retornara de sua última viagem a trabalho, há algumas semanas. Ele havia partido apenas um dia depois daquela noite. A noite que mudou tudo. Desde então, mal haviam trocado mais do que algumas palavras rápidas, superficiais, como se ambos estivessem evitando tocar no que realmente importava.

Enquanto os pensamentos a consumiam, seu coração parecia bater mais rápido, um reflexo claro da mistura de ansiedade e expectativa. Como ele reagiria ao vê-la? Será que ele sabia? Ou pior: será que ele não sabia?

Perdida nesses pensamentos, Penelope deitou na cama, e os olhos pesados a traíram antes que conseguisse controlá-los. Sem perceber, caiu em um sono profundo, onde, por um breve momento, encontrou um alívio para a confusão que rodopiava em sua mente.

🌸🌸🌸🌸🌸

A festa transcorreu sem contratempos. Todos riram, conversaram e aproveitaram a oportunidade de se reconectar, especialmente com Colin, que havia retornado após semanas fora. A sala ressoava com histórias das viagens dele e as brincadeiras espirituosas típicas dos Bridgertons. No entanto, por trás do clima animado, algo parecia fora do lugar.

Penelope parecia diferente — afastada, quase como se estivesse se escondendo à plena vista. Ela participava das conversas, mas era evidente que seus pensamentos estavam em outro lugar. O sorriso que oferecia a quem lhe dirigisse a palavra era cordial, mas vazio, sem alcançar os olhos. E, antes que qualquer interação se prolongasse, ela encontrava um jeito de sair de perto. A cada passo que dava, ficava mais claro para Colin que a mulher diante dele não era a mesma de antes.

Ele percebeu isso desde o momento em que cruzara a porta. Assim que a viu, algo dentro dele se agitou. Penelope sempre teve um jeito peculiar de deixar o ambiente mais leve, mas naquela noite havia algo diferente. Era quase como se ela estivesse presente apenas fisicamente, enquanto a mente vagava por outros lugares. Colin tentou encontrar uma oportunidade para falar com ela, até mesmo para simplesmente ficar ao seu lado, mas parecia que o universo estava conspirando contra ele. Sempre que tentava se aproximar, alguém surgia para monopolizar sua atenção, querendo ouvir sobre sua última aventura.

A irritação dele crescia a cada interrupção. Seus olhos constantemente retornavam a Penelope, observando cada mínimo detalhe: o jeito como seus dedos mexiam distraidamente na borda de seu copo de suco, como ela evitava permanecer parada no mesmo lugar por muito tempo, e como mantinha um sorriso distante, mesmo enquanto ria com Kate e Sophie. Ele precisava descobrir o que estava acontecendo, mas a noite parecia nunca lhe dar uma chance.

— Ei, irmão! — Uma voz o tirou abruptamente de seus pensamentos. Ele se virou para encontrar Benedict com um sorriso provocador, como se já soubesse exatamente o que o estava atormentando.

— Oi, Ben. Não acabamos de conversar há cinco minutos? — respondeu Colin, a frustração transparecendo em sua voz.

Benedict ergueu as mãos com teatralidade exagerada, o sorriso divertido intacto.

— Calma, irmãozinho. Só achei que deveria avisar que você está olhando para a Penelope com tanta intensidade que daqui a pouco vou perguntar se ela quer um copo d'água.

Colin lançou-lhe um olhar impaciente, passando a mão pelos cabelos, um gesto típico quando tentava organizar pensamentos confusos.

— Ben, pelo amor de Deus, não tem nada demais. Só estou tentando falar com ela. — Ele olhou por sobre o ombro do irmão, o olhar imediatamente voltando a Penelope. Ela estava encostada na parede, sorrindo timidamente de algo que Francesca dizia, mas ainda parecia desconectada. — Penelope anda estranha, ultimamente.

Benedict arqueou as sobrancelhas, inclinando-se levemente como se estivesse estudando o rosto do irmão mais novo.

— Estranha, é? O que exatamente isso quer dizer? Porque, a julgar pela sua expressão, eu diria que você está mais preocupado do que gostaria de admitir.

Colin não respondeu imediatamente. Em vez disso, soltou um suspiro pesado, cruzando os braços enquanto olhava fixamente para a amiga.

— Ela rejeitou todas as minhas ligações nas últimas semanas, Ben. Todas! E as mensagens que respondeu… parecia que estava falando com um estranho. — A frustração em sua voz era clara, mas havia algo mais profundo ali — algo mais vulnerável. — Foi como se a noite que passamos juntos antes da minha viagem… não tivesse significado nada para ela.

As palavras soaram mais amargas do que ele pretendia, e isso não passou despercebido por Benedict, que piscou algumas vezes antes de suavizar seu tom.

— Você já falou com ela sobre… bom, sobre essa noite? — perguntou, hesitando apenas o suficiente para demonstrar que estava tentando medir sua interferência.

Colin balançou a cabeça, derrotado.

— Não tive chance. Desde que voltei, é como se ela sempre estivesse… fora do meu alcance. — Ele voltou a observá-la. — Mas hoje… algo está errado, Ben. Eu só quero descobrir o que é.

Benedict ficou em silêncio por um momento antes de soltar um leve suspiro, dando um tapinha no ombro de Colin.

— Bom, enquanto você decide como resolver esse enigma, que tal um uísque pra clarear as ideias?

Antes que Colin pudesse protestar, Benedict se virou e chamou Anthony, que estava em uma animada conversa com Kate sobre os custos exorbitantes de decoração de interiores.

— Anthony! Vamos ao bar pegar mais bebidas!

Benedict então lançou um último olhar para Colin, apontando um dedo para ele com um sorriso que misturava cumplicidade e provocação.

— Enquanto isso, você me conta exatamente o que aconteceu entre vocês dois.

Colin apertou os lábios, hesitando por um momento antes de finalmente assentir. Havia algo reconfortante em desabafar com Benedict, mesmo com todas as provocações inevitáveis. Talvez, naquela noite, conversar com o irmão fosse exatamente o que ele precisava para organizar a confusão que se instalava em sua mente.

Ele deu um passo para acompanhá-lo, mas algo chamou sua atenção. Sobre a poltrona favorita de Eloise, estava um suéter vermelho, desgastado pelo tempo, mas inegavelmente familiar. Colin parou no meio do caminho, os olhos fixos na peça de roupa, a surpresa estampada em seu rosto.

— Ei, meu suéter! — exclamou, pegando-o e examinando-o como se precisasse confirmar que era realmente seu. — Eu estava procurando isso há dois meses. Jurava que tinha perdido em alguma das cidades que visitei.

Ele segurou o suéter com uma mistura de incredulidade e alegria. Apesar do desgaste, o tecido ainda era macio e confortável ao toque, e ele imediatamente jogou-o sobre o ombro, como se temesse que desaparecesse novamente se não o mantivesse perto.

A sala, que antes estava repleta de risadas e conversa fiada, mergulhou em um silêncio momentâneo. Todos os olhos estavam fixos em Colin, enquanto a surpresa pairava no ar como um perfume inesperado. Era como se ninguém soubesse exatamente como reagir ao pequeno detalhe que acabava de ser desenterrado.

— Então era seu suéter! — murmurou Hyacinth, estreitando os olhos como quem acabava de desvendar um mistério.

Benedict foi o primeiro a recuperar a compostura, cruzando os braços com um sorriso astuto nos lábios.

🌸🌸🌸🌸🌸🌸

Penelope, que até aquele momento tinha mantido uma distância discreta e evitado Colin a noite toda, deu alguns passos em direção a ele. Seu olhar era determinado, mas seu corpo carregava uma tensão que denunciava a batalha interna que enfrentava.

Ela hesitou ao se aproximar, suas mãos trêmulas descansando ao lado do corpo, mas então ergueu a mão e tocou o ombro dele com delicadeza. Colin virou-se, surpreso ao vê-la ali. Seu coração errou uma batida ao sentir a familiaridade daquela presença, mas havia algo nos olhos dela que o preocupava — um peso que não deveria estar ali.

— Cols? Podemos conversar? — Ela perguntou, sua voz vacilando, quase como se as palavras fossem uma confissão.

Colin, confuso com as reações de seus irmãos e completamente alheio ao que se passava na mente de Penelope, acenou com a cabeça sem entender direito o que ela queria. Sem hesitar, seguiu-a até o telhado do apartamento, com o som da festa ainda distante, mas pesado em seus ouvidos. Ele a observava com curiosidade, sem saber o que esperar.

Ela avançou alguns passos, o vestido esvoaçante ao vento, até parar ao lado do sofá ao ar livre que Eloise havia posicionado ali. Era um lugar que Penelope costumava frequentar para se isolar, longe de olhares e opiniões. Naquela noite, porém, ela queria companhia.

Virou-se para Colin, sentindo o olhar dele pesado sobre ela, mas não opressivo — nunca era. Ele esperava, sempre esperava, com uma paciência quase desarmante.

— Colin… — ela começou, olhando para o sofá e indicando com a cabeça. — Quer se deitar comigo e olhar as estrelas?

O convite pegou Colin de surpresa. Ele ergueu as sobrancelhas, mas logo um sorriso suave cruzou seu rosto. A noite tinha sido cheia de tensões, de palavras não ditas e confissões inesperadas. Ainda assim, o olhar dela agora, tão puro e convidativo, era impossível de negar.

— Como recusar? — ele respondeu, o tom leve, mas com uma ternura que a fez sorrir.

Penelope se acomodou primeiro, deixando-se envolver pelo sofá estofado, com o olhar voltado para o céu estrelado. Colin se acomodou ao lado dela, os dois ficando tão próximos que seus braços se tocavam. Ela fitava o céu, onde as estrelas brilhavam como pequenos pontos de esperança na vastidão do universo. Colin, no entanto, parecia mais interessado em observá-la do que na paisagem acima.

O silêncio entre eles não era mais constrangedor, mas confortável, preenchido apenas pelo som de suas respirações e da cidade ao longe. Então Pen falou, quase em um sussurro:

— Eu costumo vir aqui quando sinto que o mundo está pesado demais. É o meu refúgio, sabe? Um lugar onde eu posso respirar.

Colin continuou observando-a, estudando cada detalhe. Ele podia ver que o peso da noite ainda estava ali, mas também havia algo diferente agora: uma suavidade, talvez até esperança.

— E agora? — ele perguntou. — Ainda é seu refúgio?

Penelope respirou fundo, virando-se para encará-lo. Seus olhos se encontraram, e ela respondeu com um sorriso pequeno, mas genuíno:

— Acho que já não preciso de um refúgio quando estou com você.

A resposta pegou Colin de surpresa, mas ele não pôde deixar de sorrir. Ele estendeu a mão, os dedos encontrando os dela, e entrelaçou-os com uma suavidade que parecia carregar promessas não ditas.

— Colin, eu… — ela começou, mas parou, escolhendo suas palavras. 

Penelope fechou os olhos por um momento, tentando reunir coragem. Não sabia ao certo como começar ou o que dizer, mas o silêncio entre eles era ensurdecedor, exigindo uma resposta. Quando finalmente voltou a encará-lo, suas mãos estavam entrelaçadas de tal maneira que a acalmava.

— Precisamos falar sobre… sobre nós, Colin. Sobre o que aconteceu antes de você viajar.

As palavras saíram de forma fragmentada, mas elas foram suficientes para causar impacto. Colin franziu o cenho, a confusão sendo rapidamente substituída por uma expressão de vulnerabilidade.

— Penelope… eu nunca quis que você se sentisse assim, tão… tão distante. Eu… — Colin começou, mas então percebeu que precisava ouvir o que ela realmente queria dizer. — Fale comigo. Estou aqui, de verdade.

A forma como ele disse aquelas palavras fez o coração dela vacilar por um momento. Ela queria acreditar, mas o medo ainda estava ali, à espreita, tentando dominá-la.

As palavras pareciam difíceis, como se estivessem presas na garganta, sufocando-a com sua própria urgência. Penelope respirou fundo, mas nem mesmo isso aliviou o aperto em seu peito. Ela olhou para Colin, observando cada detalhe de sua expressão enquanto ele esperava, claramente confuso pela tensão no ar. Seus olhos encontraram os dele por um breve momento, e ela quase desviou o olhar. Uma onda de medo a invadiu, fria e paralisante.

O que ele diria? O que ele pensaria?

— Olha, eu sei que estamos distantes... — ela começou, sua voz falhando no início antes de encontrar alguma firmeza, embora ainda trêmula. — E eu tenho quase certeza que a culpa é minha, por não ter conseguido te dar toda a atenção depois daquela noite que passamos juntos.

As palavras pareciam pesar no ar entre eles, carregadas de memórias que ela sabia que também estavam vivas na mente de Colin. A noite que mencionava fora um turbilhão de emoções, um momento tão intenso que parecia ter alterado algo fundamental entre eles. Mas, ao mesmo tempo, aquilo os afastou. Penelope não tinha certeza de onde havia errado, mas o vazio que se seguiu foi pior do que o silêncio.

Ela sentiu o peito apertar com a lembrança, quase como se revivesse o momento, o calor da proximidade dele e, depois, o frio da ausência que se instaurou em seguida. Não fazia ideia do que Colin estava pensando, mas seu rosto refletia algo entre surpresa e ansiedade.

Sua expressão era difícil de ler — seria culpa? Alívio? Preocupação? —, mas havia algo em seus olhos que ela reconheceu: carinho. Ele a observava com atenção, os lábios quase formando palavras que nunca vieram. Então, com um gesto pequeno, ele balançou a cabeça, deixando surgir um sorriso suave, mas genuíno, como se quisesse aliviar a tensão que parecia sufocá-los.

— Pen, você não me deve desculpas… — ele disse, a voz serena, ainda que carregada de emoção. Ele respirou fundo, olhando para ela com sinceridade. — Aquela noite foi a melhor da minha vida. O que tenha acontecido depois… se algo deu errado, foi culpa minha, não sua.

Ela sentiu as palavras dele invadirem sua mente como uma onda, trazendo algum alívio que não sabia que precisava. O coração desacelerou, mas apenas por um momento. Ainda havia o motivo pelo qual tinha ido procurá-lo, e o peso dessa revelação não poderia ser ignorado. Ela fechou os olhos brevemente, sentindo o pânico retornar enquanto reunia coragem.

Agora ou nunca.

— Colin… — sua voz saiu quase como um sussurro. Ela apertou os dedos das mãos, tentando firmá-los, antes de finalmente olhar para ele. — Eu tô grávida.

As palavras escaparam rapidamente, quase entrecortadas pela respiração acelerada. Ela achou que fosse desmaiar ao dizê-las. Havia algo de avassalador em soltar uma verdade tão grande, tão definitiva, para alguém cuja reação ela não conseguia prever. Antes que ele pudesse falar algo, ela apressou-se a continuar:

— E é seu. Eu não queria te contar por telefone, e peço desculpas por isso. Todo mundo já sabe, mas eu implorei para que não contassem nada para você — ela continuou, com a voz um pouco insegura. — Eu não queria que estragassem nosso momento, esse momento.

Colin, com a expressão tranquila e o olhar cheio de ternura, se aproximou mais de Penelope. Com delicadeza, afastou uma mecha de cabelo que caíra sobre seu rosto, prendendo-a atrás da orelha em um gesto reconfortante, tão natural quanto respirar. Ele não parecia assustado ou nervoso, mas sim completamente entregue, presente e compreensivo.

— Você não precisa se desculpar, Pen. Eu tô aqui, não importa o que tenha acontecido. — Colin disse, com uma calma surpreendente, mas seus olhos estavam mais suaves, como se procurassem aliviar qualquer preocupação que ela tivesse.

Mas… — Ela não conseguiu terminar a frase, suas palavras morrendo na garganta enquanto ela tentava processar tudo o que acabara de dizer. Ela queria falar mais, explicar tudo, mas, no instante em que abriu a boca, algo dentro dela a fez parar.

Colin, percebendo o turbilhão de emoções nos olhos dela, aproximou-se sem hesitar. Seus corpos estavam quase colados, e a tensão entre eles parecia prestes a explodir. Ele pausou por um instante, vendo o olhar de consentimento de Penelope, antes de, com um gesto rápido e decidido, colocar uma das mãos suavemente em seu rosto. Só então, com a cumplicidade daquele momento, seus lábios se encontraram.

O beijo foi inesperado, mas cheio de uma intensidade silenciosa, como se o mundo ao redor deles tivesse desaparecido por um momento. Colin tinha gosto de uísque e LAR — um gosto familiar e reconfortante, como se tudo tivesse se encaixado de repente. A sensação era quente, um pouco urgente, mas ao mesmo tempo cheia de algo mais profundo, algo que Penelope não conseguia nomear.

Ela fechou os olhos, permitindo-se ser envolvida pelo momento, como se tudo o que ela temia ou duvidava desaparecesse ali, naquele beijo. Quando ele se afastou, a respiração de ambos estava acelerada, e o olhar de Colin ainda estava firme em Penelope, como se ele estivesse esperando por algo mais, por mais respostas, ou talvez apenas por ela.

Sem saber o que dizer, Penélope apenas olhou para Colin, sentindo a mistura de emoções que a invadiam. Era como se, pela primeira vez em anos, ela estivesse sendo verdadeiramente compreendida. O medo, a insegurança, tudo parecia desaparecer com o olhar dele, que estava fixo em seus olhos com uma intensidade que ela nunca tivera coragem de esperar.

A noite estava quieta, o céu acima deles claro e pontilhado de estrelas. O vento suave soprava, fazendo as folhas das árvores ao redor do telhado balançarem lentamente. Era como se o mundo tivesse se suspendido ali, só para os dois, enquanto a cidade abaixo continuava a pulsar, alheia ao momento íntimo que compartilhavam.

— Eu não sei o que você tem em mente, mas vamos fazer dar certo. Eu te amo, Pen. Eu quero algo mais pra gente. Eu sei que já disse isso, mas aquela noite que passamos juntos foi a melhor da minha vida. Eu senti tanto sua falta durante a viagem e só não vim embora antes porque tinha um maldito contrato que me impedia. — Colin disse, a voz cheia de sinceridade, como se fosse impossível não se abrir com ela agora. 

Penélope ficou sem palavras, seu coração disparando dentro do peito. Ela só conseguia assentir, ainda absorvendo tudo o que estava acontecendo. Ela sempre soube que amava Colin desde a adolescência, mas ouvir aquelas palavras — ouvir o amor dele, tão claro e sem hesitação — a deixou sem chão. Eles teriam um filho juntos, e ele acabara de confessar seu amor por ela. Era tudo o que ela sempre quisera, mas não esperava que fosse assim, tão intenso e real.

Quando seus olhos começaram a se encher de lágrimas, ela não conseguia entender de onde vinham. Não era medo, nem insegurança, mas algo mais profundo. Ela não tinha dúvidas de que Colin nunca a rejeitaria, mas ela sempre o amou em segredo, com um amor silencioso e escondido. E, no fundo, ela pensava que aquela noite que passaram juntos, para ele, não passava de um momento passageiro, algo que ele esqueceria com o tempo.

— Cols, eu te amo há anos, sempre te quis, e eu sei que isso soa clichê, mas eu nunca achei que você me notaria. — Penélope disse, um riso amargo escapando de seus lábios enquanto ela olhava para ele, ainda com as lágrimas brilhando nos olhos.

Colin sorriu suavemente, o olhar dele cheio de carinho e cumplicidade.

— Como não? Eu sempre notei, Pen. Aquela noite eu finalmente tive coragem de fazer algo porque não aguentava mais ficar longe de você — ele respondeu, beijando o rosto de Penelope e enxugando as lágrimas que ela nem percebera cair, enquanto seus olhos brilhavam com uma intensidade que fazia Penélope sentir que tudo ao redor deles havia desaparecido.

Ela riu, um pouco sem fôlego, tocando a bochecha dele com a ponta dos dedos.

— Você é um bobo, sabia? — ela disse, com uma expressão divertida, tentando disfarçar a emoção ainda presente em sua voz.

Colin riu junto com ela, puxando-a para seu abraço, onde seus corpos se encaixavam perfeitamente, como se quisesse deixar claro que tudo o que estava acontecendo era definitivo.

— Tá, mas eu sou seu bobo, pra sempre. — Ele respondeu, a voz cheia de afeto, e Penélope sentiu uma onda de felicidade invadir seu peito, como se todas as peças finalmente se encaixassem.

— Pra sempre é? — ela perguntou, com um tom de brincadeira, a insegurança dando lugar a uma provocação divertida, como se quisesse ouvir Colin repetir aquilo, apenas para reafirmar o que acabara de dizer.

Colin segurou suas mãos, puxando-a levemente para mais perto, e a intensidade de seu olhar fez o mundo ao redor desaparecer. Ele tocou sua testa suavemente na dela, como se estivesse selando uma promessa entre os dois.

— Mulher, agora que te tenho, nunca mais vou deixar você fugir. — ele disse com uma convicção que fez Penélope sorrir, seus olhos brilhando com a certeza de que ele estava falando a verdade.

E assim, numa sexta-feira que teria sido como qualquer outra, sob a luz das estrelas, Colin Bridgerton confessou seu amor por Penelope Featherington (ainda Featherington), e foi glorioso.

🌸🌸🌸🌸🌸🌸

Alguns minutos atrás, no andar debaixo…

O que parecia ser um simples momento de descontração foi o suficiente para lançar Benedict em um turbilhão de pensamentos. Ele piscou, incrédulo, a cabeça girando com as implicações do que acabara de presenciar. Enquanto isso, Colin e Penelope começaram a se afastar com passos calculados, a mão dele repousando nas costas dela como um gesto de conforto. Eles estavam claramente tentando escapar do caos que haviam deixado para trás, dirigindo-se ao telhado em busca de um momento de privacidade. O movimento, apesar de discreto, foi o suficiente para acender o caos.

— Alguém mais viu isso? — Ben perguntou, gesticulando exageradamente, como se precisasse externar o que estava sentindo. Ele apontava na direção onde o casal estava momentos antes, o rosto um misto de incredulidade e empolgação. — Não acredito nisso! Ant, você tá vendo isso?

Ele se virou para Anthony, procurando uma reação do irmão mais velho. Anthony, claramente se divertindo com o drama, estava prestes a soltar uma gargalhada estrondosa, mas foi rapidamente silenciado pelo olhar firme de Kate, que cruzou os braços e levantou uma sobrancelha, como se já esperasse por aquela cena absurda.

Eloise, que até então havia ficado em silêncio absoluto, parecia congelada no lugar. Seus olhos iam da janela por onde o casal havia saído para os outros irmãos, como se buscasse alguma explicação racional. Sua boca abria e fechava repetidamente, mas nenhuma palavra parecia sair. Então, finalmente, algo dentro dela estourou.

— MINHA MELHOR AMIGA E MEU IRMÃO… MINHA MELHOR AMIGA E MEU IRMÃO!!! — ela praticamente gritou, o tom de voz misturando descrença e indignação. — Puta que pariu, DESDE QUANDO ISSO TÁ ACONTECENDO?

Ela esfregava a testa freneticamente, como se aquilo pudesse ajudá-la a organizar seus pensamentos. Quando olhou para Kate, a expressão de sua cunhada parecia ter um traço de divertimento escondido, o que só a deixou ainda mais irritada.

— Como ninguém me contou isso? — Eloise continuou, gesticulando agora tanto quanto Benedict, os cabelos esvoaçando enquanto ela andava de um lado para o outro na sala. — Eu sou literalmente a melhor amiga dela! Como eu fui cega o suficiente para não perceber?

A sala estava viva, preenchida por risos e exclamações, todos acomodados de maneira despreocupada, mas claramente investidos na conversa. Kate, apoiada casualmente no sofá ao lado de Anthony, levantou uma sobrancelha, o tom maternal de sua voz combinado com um brilho de diversão nos olhos.

— Ah, El, vai me dizer que você não sabia que a Pen sempre teve uma queda pelo Colin?

— E o Colin por ela! — Sophie acrescentou com naturalidade, inclinando-se para frente como quem estava apenas compartilhando um fato evidente. — Ele só não tirava a cabeça da bunda.

Uma risada ecoou na sala, e Eloise arregalou os olhos como se tivesse levado um choque.

— Não, lógico que não! Eu só pensei…

— O quê? — Anthony a cortou, rindo enquanto se recostava ainda mais no sofá, claramente à vontade. — Eles sempre se olharam diferente, e parando para pensar... foi a mamãe que deu aquele suéter para ele no Natal do ano retrasado.

Eloise parou, franzindo o cenho, os olhos piscando rapidamente enquanto tentava conectar os pontos. Era quase visível o momento em que tudo se encaixou em sua mente.

— Poha, é verdade... — Hyacinth começou, ignorando o olhar de reprovação de Anthony, mas sua empolgação a atropelou antes que pudesse se conter. — Espera! Se Pen está grávida de Colin, isso significa que teremos um sobrinho!!!

— Ou uma sobrinha! — Kate corrigiu, rindo enquanto tentava conter o entusiasmo crescente de Hyacinth.

— CARALHO, EU VOU SER TIA! — Eloise explodiu, os braços erguidos no ar como se tivesse acabado de ganhar uma maratona, a alegria transbordando dela.

Antes que pudesse celebrar mais, Benedict aproveitou a deixa, abraçando-a de surpresa e levantando-a do chão com facilidade. — Nós vamos ser tios, sua egoísta! — Ele provocou, girando Eloise no ar como se ela fosse leve como uma pena.

— Me solta, seu ogro! — Eloise reclamou, mas a risada inevitável escapou de seus lábios, aliviando qualquer resistência.

Anthony observava a cena com um sorriso sincero nos lábios, um olhar que misturava diversão e carinho enquanto puxava Kate ainda mais para o seu lado.— Eles nem anunciaram oficialmente e já estamos aqui, causando um escândalo. Se Colin estivesse aqui, provavelmente estaria nos expulsando da sala.

— Ou nos gravando para usar como chantagem quando precisarem de uma babá — brincou Francesca, provocando mais uma onda de risadas.

— Ei, mas já pensaram? Esse bebê vai ter todo mundo aqui para estragá-lo com mimos. — Benedict comentou com um sorriso maroto, colocando os braços ao redor dos ombros de Eloise e Francesca.

— E um Colin superprotetor para equilibrar a bagunça — Sophie completou, inclinando-se para sussurrar com diversão.

— Ah, eu mal posso esperar para ensinar tudo o que sei sobre ser o Bridgerton mais engraçado! — Gregory declarou, piscando para Hyacinth como quem já antecipava a reação.

— Uma pena que você não tenha nada para ensinar, então — Hyacinth retrucou rapidamente, o sorriso irônico brilhando enquanto empurrava o ombro do irmão de leve.

O som de risadas preencheu o ambiente mais uma vez, tão caloroso que parecia fazer o ar vibrar. Era o típico momento caótico que só os Bridgertons poderiam criar: barulhento, cheio de provocações que beiravam o absurdo, mas profundamente enraizado no amor e na cumplicidade que só eles conheciam.

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Depois da comemoração, o ambiente estava tomado por risadas e conversas animadas. Os Bridgerton's e seus agregados, descontraídos e à vontade, estavam espalhados pela sala, alguns com taças de vinho nas mãos, outros acomodados de forma quase relaxada, mas com olhos brilhando de entusiasmo. A energia vibrante ecoava nas paredes, enquanto todos tentavam, entre risos e brincadeiras, se destacar na discussão para definir quem seria o tio ou tia favorito do futuro bebê.

Francesca, com uma expressão teatral, ergue as mãos em um gesto dramático, interrompendo o caos alegre.
— Ok, ok, quem ganhou? — Ela perguntou pausadamente, o sorriso travesso iluminando seu rosto. Era óbvio que estava se divertindo com a confusão.

Por um momento, o silêncio pairou na sala. Era como se, coletivamente, todos tentassem conectar os pontos do que Francesca estava falando, o que apenas intensificava a expectativa.

— Meu Deus, a aposta! — Sophie exclamou de repente, quebrando o silêncio, os olhos arregalados enquanto a realização a atingia. — Eu tinha me esquecido completamente disso!

As gargalhadas irromperam novamente enquanto Anthony ajeitava-se com dignidade em sua cadeira, a mão pousada no queixo em sua clássica pose de “grande estrategista.”
— Bem, eu ganhei, é claro. Apostei que eles ficariam juntos antes da festa de Ano Novo e, querendo ou não, ficaram juntos. — Ele deu de ombros, como se a questão estivesse encerrada, apesar do calor que ainda pairava na conversa.

— Não, não, NÃO! — Kate disparou, levantando uma mão e inclinando-se para frente como quem estava prestes a apresentar provas incriminadoras. — Isso não vale! A festa já tinha passado e, convenhamos, uma única noite não conta!

Risos eclodiram enquanto Eloise, com o brilho típico de determinação, levantava a voz para se fazer ouvir.
— Então quem deveria ganhar sou eu! Afinal, é o meu aniversário. O mínimo que vocês poderiam fazer era me dar o prêmio como presente!

— Ah, claro, super justo — Benedict interrompeu com sarcasmo, rolando os olhos de forma tão exagerada que arrancou mais gargalhadas. — Se for assim, eu também deveria ganhar só porque sou o irmão mais observador.

— HA! — Kate gargalhou alto, apontando para ele. — Observador? Você passou semanas dizendo que “eles são só amigos”!

O sorriso de Benedict hesitou. Ele ergueu o dedo, claramente tentando formular uma resposta. Após uma pausa dramática, apenas admitiu, com um ar resignado:

— Ok, ponto para você. Mas mudei de ideia quando vi o jeito que Colin olhava para ela no jantar de Ano Novo. Desde então, eu sabia que eles ficariam juntos. Então, tecnicamente, eu ganhei!

Ele se inclinou para frente, o sorriso cheio de presunção. Antes que alguém pudesse responder, Francesca revirou os olhos com exagero teatral.
— Oh, poupem-me. O que importa é que nenhum de vocês acertou o prazo direito.

Sophie, com uma pontinha de esperança na voz, sugeriu:

— Então... a aposta é nula?

— Não tão rápido — Anthony cortou, um olhar travesso no rosto. — E se fizermos uma nova aposta? Quem vai acertar o sexo do bebê?

Por um momento, a sala ficou em um silêncio surpreso, como se ninguém tivesse visto essa provocação chegar. Então, como se um estopim tivesse sido acionado, todos explodiram em novas sugestões e palpites.

— Eu aposto que vai ser um menino! — Anthony gritou, cruzando os braços como se isso selasse sua vitória.

— Ah, por favor, vai ser uma menina e, detalhe, a minha afilhada! — Eloise retrucou, com o queixo levantado em desafio.

Enquanto a discussão continuava, um som veio da escada - passos suaves e decididos. Todos olharam na direção da porta, prontos para enfrentar Colin e Penelope, mas quem apareceu foi Hyacinth, segurando uma bandeja com xícaras de chá.

- Vocês são impossíveis, sabiam? - ela disse com uma mistura de exasperação e diversão. - Agora, calem a boca e bebam. Penelope nos mataria se descobrisse que quebraram a regra de silêncio no apartamento dela.

Francesca começou a rir, seguida por Eloise, e, um por um, os outros também. O caos que minutos antes dominava a sala foi substituído por risadas calorosas e goles de chá, como apenas uma família Bridgerton poderia transformar. Naquele instante, todos sabiam que o bebê seria apenas mais um motivo para aumentar o vínculo caótico, barulhento e, acima de tudo, amoroso que compartilhavam.

 

Notes:

Obrigada por ler até aqui! Talvez eu escreva sobre como foi a primeira noite deles juntos. Se você quiser, me conta aqui nos comentários :)

Você pode me encontrar no twitter/X: @jujudorneles
um beijoooo, fui!