Work Text:
“If the world was ending,
I'd wanna be next to you
If the party was over,
and our time on Earth was through
I'd wanna hold you, just for a while
And die with a smile.”
Die with a Smile — Bruno Mars & Lady Gaga.
Olhares trocados, e Gong-Ja se viu perdido em carmesim. Talvez até demais. Ele sequer ligava se era um sonho ou se o Imperador da Espada estava reclamando sobre o quão brega o Rei da Morte estava sendo. Tudo o que importava era Raviel. A mulher que permanecia radiante mesmo com o fim do mundo acontecendo ao redor deles.
— Você confia em mim? — Ele perguntou enquanto segurava as mãos dela, se perdendo na maciez daquele toque morno e suave da amada. Talvez fosse, sim, ser possível morrer de amor, porque o coração do homem estava acelerado ao ponto de quase explodir no peito, e nada tinha haver com o apocalipse que estavam enfrentando.
— Eu não vou te perdoar se me fizer sofrer de novo, marido. — Ela murmurou, o beijando no exato momento em que tudo se encerrou e a morte os abraçou. Era algo tão comum e mesmo assim tão surreal. Morrer. Mas talvez ela não se importasse, justamente, porque Gong-Ja estaria lá quando ela abrisse os olhos.
O coração que outrora foi coberto em prata se imobilizou, tudo silencioso no limbo da eternidade. Nunca era um lugar que marcava significativamente a alma de quem ficava lá. E quando a mulher abriu os olhos novamente e sentiu o ar a encher de vida, o corpo de seu amado já estava a envolvendo, acariciando o rosto dela gentilmente.
— Bem vinda de volta, querida. — O Rei da Morte murmurou, dando-a um beijo gentil no lado da bochecha. Para ele, Raviel era como o paraíso encarnado. Um sonho transformado em realidade. E ele morreria mais de mil vezes antes de deixar algo acontecer com ela. — Pronta para vencer mais um fim do mundo?
— Qual é o plano? — A duquesa de Ivansia perguntou, se permitindo relaxar por um instante e ser apenas uma mulher que por um acaso deu muita sorte no amor. Era incrível a capacidade daquele homem de fazê-la confiar nele de olhos fechados, o deixando ficar com a vida dela nas mãos.
— Elaboramos isso depois do café da manhã. — O retornador se moveu e ficou em cima da esposa, a enchendo de beijos gentis, no rosto, pescoço, colo dos seios, testa. Ele sempre ficava mais sensível após voltarem no tempo, como resultado de ver o trauma dela se repetindo toda vez. — Agora, eu quero ficar com você, querida.
— Você é tão ganancioso, querido. Já não basta me ter em todos os meus momentos finais? — Ela perguntou preguiçosamente, acariciando os cabelos do companheiro, suspirando em satisfação. Tinha algo de especial em ter um homem tão adequado quanto Gong-Ja inteiramente para ela. — Você faz até os apocalipses parecerem uma aventura romântica.
— Isso é porque estar com você me faz querer ser romântico. — Ele respondeu, beijando o meio da testa da mulher. Ao se afastar levemente, ele a olhou nos olhos novamente, completa adoração estampada na face dele. — Você sabe que eu faço de tudo por você, não sabe?
— Eu sei. É o mínimo que meu marido deveria fazer, se quiser ficar comigo. — Raviel murmurou de volta, um sorriso provocante no rosto enquanto gentilmente tocava a ponta do nariz do marido com o dedo indicador. — Mas aprecio muito o seu esforço, meu amor. Significa muito para mim, ter alguém como você ao meu lado.
— Eu morreria com um sorriso no rosto, se fosse por você. — O Rei da Morte murmurou, se abaixando para beijá-la intensamente, se perdendo no momento.
Pelo amor de Deus, pelo menos me deixe cobrir os olhos! Não quero ver vocês agindo como coelhos no cio na minha frente! O Imperador da Espada exclamou, quase arrancando a pele do rosto por ser obrigado a aguentar o casal de pombinhos todo santo dia, toda santa hora.
