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Seis anos haviam se passado desde que os sinos tocaram em Marlas, anunciando Damianos como rei.
Damen não era de se gabar, mas tinha orgulho de dizer que, nesses poucos anos, ele e Laurent trouxeram mais mudanças para seus reinos do que seus antecessores fizeram em centenas de anos.
A abolição da escravidão em Akielos foi uma das primeiras mudanças. Muitos expressaram sua indignação e alguns mais corajosos até tentaram revoltas, mas foram facilmente controlados.
Em Vere, algo semelhante aconteceu quando foram proibidos os "ringues" e a contratação de animais de estimação menores de 16 anos.
A maior parte das reclamações vinham dos nobres, a população comum, em geral, se opusera à união por apego à uma rivalidade histórica, mas foi fácil conquistá-los.
Agora, era comum ver crianças de ambos os povos brincando juntas na rua e uma mistura cada vez maior de sua cultura — a nova moda, segundo Charls, eram quítons com cadarços.
Apesar de inegavelmente incríveis, na humilde opinião de Damen, nenhuma dessas mudanças jamais se compararia a mais maravilhosa de todas.
— Estou inchado como um sapo!
A exclamação veio de Laurent, que observava sua barriga arredondada no espelho, destacada pelas vestes transparentes que o ômega usava para dormir.
— O sapo mais lindo do mundo.
— Piegas, Damen. — Respondeu o loiro com um revirar de olhos, antes de se jogar no sofá e apoiar os pés no colo do marido, exigindo silenciosamente uma massagem. — Ainda faltam três meses pro bebê nascer e já sinto como se tivesse engolido uma melancia inteira.
— Isso é bom, quer dizer que o bebê será forte.
— Ele será enorme! O que será de mim? Vou ser rasgado ao meio.
Damen não pôde segurar o riso diante do drama do marido.
— Você consegue, meu amor. E eu estarei lá o tempo todo, segurando sua mão.
Damen se inclinou e beijou o biquinho adorável de Laurent.
— Vou quebrar seus dedos.
Damen continuou sorrindo.
— Pode quebrar, eu vou continuar te segurando.
