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Language:
Português brasileiro
Collections:
Weak hero class 1
Stats:
Published:
2025-05-17
Words:
2,017
Chapters:
1/1
Comments:
5
Kudos:
41
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1
Hits:
562

Morrer ou Amar

Summary:

juntae é filho do deputado de ulsan, e em certa noite é brutalmente sequestrado por uma das maiores gangues da cidade. ele vê a decisão da sua sobrevivência sendo colocada nas mãos de seongjae, um dos gângsters mais temido.

Notes:

Olá, espero que gostem da leitura, fiz com muito cuidado e carinho. Boa leitura!

Work Text:

Mais um chute foi desferido na barriga de Juntae. Enquanto ele agonizava no chão, os caras ao redor sorriam de sua situação, divertindo-se.

A junta era filho do deputado da cidade Ulsan, e naquela noite ele tinha sido sequestrado pelo comando do chefe de uma das maiores gangues da cidade. Tudo o que eles queriam era dinheiro, e talvez, se divertir um pouco com o filhinho do deputado.

— Seongjae você está perdendo. — Minseok comentou no meio de uma risada. Abaixou-se até Juntae, apenas para erguer sua cabeça pelos cabelos, e analisar sua expressão relações de dor. — Vamos deixar um pouquinho de você para o nosso amigo, não se preocupe.

Seongjae era o braço direito de Baekjin, líder da gangue. Quando ele estava ausente, era Seongjae quem tomava as decisões.

— Acho que vocês já se divertiram bastante.

Seongjae anunciou, andando a passos firmes até a roda formada no meio do galpão abandonado. As mãos estavam dentro do seu moletom, e um cigarro mantinha-se preso no canto dos seus lábios.

Aproximou-se o suficiente do cenário deplorável de Juntae, descendo o corpo até ele, travando a mandíbula.

— Esses caras não tiveram piedade de você.

— Vai se foder — Juntae proferiu com dificuldade.

Seongjae riu de canto, jogando o cigarro longe.

— Achei que não sabia xingar, gracinha.

Juntae junta o pouco da força que ainda tinha, erguendo o rosto para ele, apoiando as mãos no chão sujo e frio, sentando-se. Seongjae observava tudo com fascínio, aguardando.

Em alguns segundos a gosma úmida atingiu seu rosto. Os membros da gangue se movimentaram prontos para atingir Juntae novamente, mas Seongjae interveio com um gesto nas mãos.

Seongjae limpou o rosto, passando a língua nos resquícios que ainda estavam no canto de sua boca. Ele gargalhou alto, encarando-o com intensidade em seguida.

— Você é mais corajoso do que eu pensei.

Juntae tinha lágrimas nos olhos.

O som da ligação vinda do celular de Baekjin no canto do galpão chamou a atenção de todos.

— Vamos! Já está na hora. — informou Baekjin. — Seongjae cuida dele. Você sabe o que fazer.

Entreolharam-se rapidamente. Baekjin já tinha recebido a ordem de cima, era pra pegar a grana, eliminar Juntae e o deputado.

Juntae sentia o corpo tremer, e as lágrimas antes presas em seus olhos, agora deslizavam por seu rosto.

Seongjae o fitou ladino, molhando a garganta, sentindo-se ansioso de repente.

Depois de alguns minutos só restavam os dois no galpão. O choro de Juntae ecoava pelo local.

Ele observou o Seongjae andar de um lado para o outro com uma arma na mão.

Nos primeiros minutos ele pensou que deveria implorar pela sua vida, mas logo depois entendeu que aquela era uma ideia inútil.

A vida de Juntae não era a melhor, de fato. Ele era um bom aluno, mas não tinha muitos amigos. Era um bom filho, mas não tinha a atenção que desejava dos próprios pais. Vinha de uma família boa, mas não tinha sonhos ou desejos.

Talvez a morte não fosse tão ruim assim.

— Me mate de uma vez!

Seongjae o olhou, as orbes presas uma na outra.

— Você não deve fazer ideia do que é a morte, não é?

A junta ficou em silêncio.

Seongjae andou até ele vagarosamente, abaixando seu corpo mais uma vez até ele. O cano da arma veio de encontro até sua têmpora. Seongjae sentiu o corpo de Juntae tremer em sua posse. Eles estavam tão próximos.

— Não finja que é tão corajoso a esse ponto. — Seongjae disse ríspido, mas havia resquícios de algo a mais em sua voz.

— Dessa forma vai fazer menos.

Juntae parecia carregar o oceano nos olhos naquele momento.

— Eu vou ser cuidadoso, não se preocupe.

Juntae apenas sentiu um incômodo no nariz, e sua consciência foi o deixando aos poucos.

—🔗—

Tudo estava silencioso, calmo, tranquilo. Forçar os olhos a abrirem ainda era doloroso, remexer seu corpo também doía. Pensei se aquelas sensações eram de fato a morte. Se fosse, seria uma merda, porque ele ainda sentia muita dor.

Seus olhos se abriam calmamente, sua respiração ficava presa na garganta, cada vez que ia assimilando a sua situação atual. Seongjae o encarou mais a frente, e seu coração quase saltou do peito.

— Finalmente você concordou.

Juntae o fitou confuso, tentando erguer-se com dificuldade. Seus pulsos estavam amarrados na frente do corpo, e seus pés também.

— O que aconteceu? — Perguntei quase em uma frase. — Onde estamos?

Seongjae raspou a língua nos lábios, andando até ele.

— Prometa que não vai correr, ou me espancar. — retirou uma faca do bolso, insinuando cortar as cordas que prendiam Juntae.

— Me pedir isso é meio difícil depois de tudo. — respondeu sinceramente.

— Eu não toquei em você.

— Assistir seus amigos me espancarem é praticamente a mesma coisa. — Seongjae soprou uma risada sem humor, concordando.

Juntae não tinha noção do porque eu estava tendo aquele tipo de conversa com Seongjae, também não fazia ideia da motivação que os colocaram naquele cenário. Tudo estava confuso, pois as palavras que saíam de sua boca não eram pensadas.

Seongjae libertou apenas seus pulsos. Juntae acompanhava seus movimentos, enquanto ele pegava uma maleta e voltava à sua posição inicial.

— Porque está fazendo isso? — questionou quando notou o kit de primeiros socorros.

— Posso matar você se preferir.

— Apenas faça isso de uma vez por todas. — confrontou-o. Seongjae ponderou, encarando-o com firmeza.

Juntae foi ignorado, recebendo os cuidados do gângster logo em seguida. A forma como Seongjae o tocava não era a mais delicada de fato, mas ele parecia preocupado a cuidar de seus machucados.

Enquanto os minutos passavam, a junta ficou ainda mais confusa. Passeava com os olhos por cada expressão de Seongjae, uma vez ou outra se afastando quando notava a aproximação que estava.

— Eu deveria estar morto. — Juntae disse, tentando trazer aquele assunto novamente.

— Mas não está.

— Porquê?

Seongjae suspirou pesado, fazendo um tsc.

— Estou apenas devolvendo um favor a você — Juntae franziu o cenho, ainda mais confuso. — Provavelmente você não se lembra, mas há alguns anos atrás, você fez algo por mim. Infelizmente eu não esqueci disso.

— Eu fiz?

Seus olhos se tornaram maiores, perdidos em seus próprios pensamentos. Seongjae o observava, detestando a forma como seu coração estava reagindo. Afastou-se instintivamente.

— Acho que foi por volta dos meus quinze anos. — Seongjae começou a contar. — Eu sou órfão, e naquela época os garotos gostavam de me importar por causa disso. Um dia eu estava apanhando por um grupo de meninos e você apareceu de repente, aqueles moleques sozinhos e eu apenas fiquei paralisado de te olhar.

— Você fugiu. — Juntae completou, começando a lembrar da situação que apesar de distante de sua memória, ainda estava lá.

— Eu era um garoto medroso.

Juntae não entendeu porque aquele simples acontecimento marcou a vida de Seongjae, mas apesar da falta de entendimento, ele também teve um certo apreço por ele ter guardado aquele momento.

— Como se tornou um gangster? — disse cauteloso.

— Tudo começou porque eu queria me vingar daqueles garotos, e então, estou aqui até hoje.

— Se chama?

— Não.

Juntae assentiu. O telefone de Seongjae tocou, eles se entreolharam rapidamente. Era Baekjin, ele atendeu.

– Sim. Está feito. —Seongjae respondeu. Finalizando a ligação em seguida.

Juntae o soprador acendendo um cigarro, e ir se afastando aos poucos.

Com as mãos livres, ele se apressou em desamarrar o nó em seus pés. Um amargor evidente comprimiu sua garganta por um instante.

— Baekjin acha que você está morto. — Contorno de Seongjae.

— Mas eu não estou. — Juntae se finalmente clamou, olhando ao redor.

Eles deveriam estar em uma casa abandonada agora, o ambiente do lado de fora estava escuro e silencioso.

— O que vai fazer? — Juntae disse, seus lábios tremiam.

Seongjae permanece em silêncio, perdido em seus próprios pensamentos.

— Ele vai estar aqui em breve para confirmar sua morte. Quero que você pegue o carro lá fora e suma.

Juntae o encarou incrédulo, e com temor no coração.

— Você ficou louco? — exasperou, aproximando-se dele. — E você?

— Você está preocupado comigo? — menu a cabeça.

Seongjae nunca recebeu afeto de ninguém em toda a sua vida. Sempre foi rejeitado, pelos pais biológicos, pela família adotiva que nunca veio, e pelos colegas de sala de aula. A gangue era sua única opção, o único lugar que ele parecia pertencer.

Mas naquele dia, há anos atrás, Juntae fez algo por ele que ninguém nunca cogitou fazer.

— O que vai acontecer com você? — perguntei novamente, andando até ele, fitando seus olhos.

Juntae estava sendo movida pela adrenalina e tensão em seu corpo, e os sentimentos confusos que apareceram depois das revelações feitas por Seongjae.

— As vezes morrer não deve ser tão ruim.

Juntae o retirar pela gola da camisa, ficando na ponta dos pés por conta da diferença de altura.

— Você enlouqueceu? O que você está falando?

Seongjae nunca imaginou que estaria tão próximo daquele jeito.

Juntae bateu os escolhidos notando o espaço quase inexistente entre eles, quando ousou se afastar, foi seguro pela mão firme de Seongjae em sua cintura. O ar escapou de seus lábios.

— Posso beijar você? — Seongjae pediu uma sugestão.

Juntae não sabia como reagir, nunca tinha feito nada, mas seu coração estava correspondendo a todas aquelas sensações. Seus olhos fecharam delicadamente, e sua boca foi tomada por um beijo calmo e ardente.

Era um colar de lábios tímido, Seongjae se demorou minimamente dele, olhando-o. Tirou os óculos e depois os de Juntae, voltando a beijá-lo com mais vigor.

A cintura de Juntae foi enlaçada pelas mãos firmes de Seongjae, com posse e cuidado. Os estes molhados ecoavam pelo ambiente, deixando seus corpos quentes e íntimos cada vez mais.

Seongjae apertava sua cintura e com a outra mão acariciava seu rosto, como se ele fosse a flor mais preciosa de um jardim. Como se fosse despedaçar a qualquer um em seus braços.

— Porra — Seongjae chiou entre os beijos.

Andou com Juntae em seus braços, erguendo-o pelas coxas para colocá-lo em cima da mesa que havia ali. Olhei, receposo.

— Tudo bem?

— Sim — Juntae respondeu ofegante, as bochechas coradas e os lábios inchados.

Seus olhos estavam inertes um no outro, Seongjae raspou o nariz no dele, criando uma bolha ao redor dos dois. Juntae abraçou seu ombro, trazendo seu corpo para mais perto, deixando-o entre suas pernas.

Seongjae o devorou ​​em um beijo necessário.

Quando se salvaram novamente, a ausência de ar estava deixando seus corpos mais quentes. As testas coladas uma na outra.

Seongjae beijou a bochecha de Juntae, e depois seus olhos, a ponta de seu nariz, sua testa, e então, desceu para trabalhar em beijos lentos no seu pescoço.

Juntae abrindo seus ombros, soltando sôfregos baixinhos, descontando as sensações que ele enviava para seu corpo.

No celular tocou novamente, Seongjae visualizou o nome de “Baekjin” no visor. Juntae o encarou, com um medo arrependido.

— Fuja comigo. — Juntae pediu, tocando sua mão.

— Tem certeza disso?

Juntae apenas o beijou, sorrindo timidamente entre sua boca.

Baekjin já estava no caminho, mas eles foram rápidos o bastante para entrar no carro e sair daquele local.

— Pra onde vamos?

Seongjae ficou pensativo. Sabia que pra onde quer que eles fossem, Baekjin iria vir atrás deles, mas por hora, preferia fingir que ele poderia ter um futuro ao lado de Juntae.

— Tem algum lugar que você sempre quis conhecer?

— Jeju, talvez. — Juntamente confessou de forma adorável, mesmo na situação em que ele poderia ser naturalmente fofo.

Seongjae o olhou de soslaio, pescando aquele sorrisinho tímido, seu coração se aqueceu no peito.

— Vamos para Jeju, então.

O celular vibrava em seus bolsos de bolso, ele sabia que era Baekjin. Apanhou o aparelho, tocando-o pela janela. Mesmo que aqueles momentos com Juntae pudessem ter um prazo de validade, ele queria aproveitar cada um da maneira correta.

Pela primeira vez ele recebeu afeto, e poderia dar isso em troca também. Mesmo que não fosse tão bom com as palavras e ações, desejava aprender com Juntae.

— É meio loucura estarmos juntos agora. — Seongjae comentou, Juntae riu baixinho.

— Na verdade é, mas pela primeira vez eu me sinto vivo de verdade. Obrigada por isso.

Seongjae pegou em sua mão, entrelaçando-a. Juntae observou que duas juntas uma na outra, era quente, confortável e segura.

Entre amar ou morrer, amar parecia uma escolha certa para eles.