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Your Mother For 5 Minutes

Summary:

Como durante 5 minutos, Erin foi a pessoa mais amada do mundo.

 

Ordem Paranormal | AU/Interpretação do canon | Erin centric

Notes:

Olá Olá, eu de novo.

Enfim, essa fanfic provavelmente terá alguns gatilhos, assim como a outra que eu postei, bah. Mas de toda forma, preciso dizer que aceito críticas construtivas perante minhas histórias, essa aqui eu escrevi sobre um parto difícil, nunca li sobre um parto e não tenho ideia de como possa ser, vi vídeos de relatos de partos reais, em especifico parto normal e queria saber se o jeito que eu descrevi foi coerente.

Bem, acho que é isso, boa leitura caro leitor, bjs ;)

Work Text:

A dor era equivalente a duas mãos, uma de cada lado meu apertando minha barriga para que meu bebê saísse de dentro de mim.

Eu sei e sempre soube que parto normal seria difícil, mas aquilo, estava fora do normal e eu sentia que algo iria acontecer, aquela dor não era normal.

Eu gritava e apertava a mão de meu marido, Jonathan, a cada contração e tentativa de pôr para fora meu bebê. Aquilo não era normal, não podia ser normal, eu tinha ciência que a dor era forte, mas aquilo era um pesadelo.

Essas contrações que eu sentia poderiam compensar cada pecado que eu cometi na terra, eu sentia que estava sendo rasgada de dentro para fora, com a cabeça do meu bebê sendo a causa disso. 

Mas não era culpa dele ou dela, não, claro que não, não havia culpado nisso, eu apenas tenho que ser forte, eu só tinha que ser forte…

Eu me sinto cansada, exausta, desesperada, Jonathan dizia que eu estava indo bem, tentando me encorajar a continuar, dizendo que eu estava quase conseguindo, ele tentava me dar força e um dos sentimentos misturados que eu estava sentindo era culpa, por estar apertando com força sua mão, mesmo que ela fosse quase do tamanho da minha cabeça, não sei, não lembro, só sei que minha vagina estava sendo literalmente rasgada

Eu volto a gritar em mais uma tentativa de empurrar meu bebê, em mais uma tentativa falha minha a qual eu sabia que não tinha controle, mas com tanta dor e sentimentos misturados é difícil pensar em algo. Dói, está doendo, dói muito isso e eu estou com medo.

Isso não é normal, não pode ser normal.

Eu não conseguia pensar direito, chegou a um ponto onde eu não ouvia direito, apenas sentia dor e dor, e era uma dor torturante, todos os meus músculos em movimento para poder tirar essa criança de dentro de mim.

Mas aí, chega um momento de puro silêncio ao meu redor e eu apenas escutando a voz da doutora.

— Se na próxima o bebê não vier, talvez haja a chance dele não sobreviver — e aí sim eu fico surda.

Não sei a quanto tempo estou aqui, não sei a quanto tempo estou gritando de dor e não sei por quanto tempo vou durar. Eu olhei pro teto, olhei meu marido exausto mas de pé, acho que ele ouviu o que a doutora disse.

— Jonathan… — chamo ele com minha voz fraca, o tempo parecia que havia parado — cuida… Dela … — e eu sinto mais uma contração vir, eu respiro fundo para que no mesmo segundo, eu soltar um grito que eu sei que ecoou por todo o hospital, mas isso não importa, não importa mais a dor, não importa mais o sangue, não importa mais o tempo que eu me encontro aqui, não importa mais nada.

Tirei uma força que eu não conhecia de mim e empurrei com tudo o que eu conseguia, não sentia minhas pernas e nem meus braços, mas eu sentia a dor é algo saindo de mim… Algo saindo de mim .

Soltei a mão de Jonathan ao mesmo tempo que de relance o vejo sorrir e quase chorar, mesmo deitada eu me sinto tonta e apenas quero ficar deitada, me sinto suja mas não sinto nada.

Não consigo escutar nada ao meu redor, não consigo nem ouvir o choro da minha bebê. Não sei quanto tempo se passa mas eu estou fraca, muito fraca.

Não sei quanto tempo vou durar aqui, mas eu quero ver meu bebê.

— É uma menina — eu sabia, eu sempre sei das coisas, Jonathan sabe disso.

Não consigo reagir, não agora, tudo parece começar a ficar embaçado, eu consigo virar a cabeça pro lado e… Só vejo ela…

Ela chora enrolada em panos, agora já limpa no colo de uma enfermeira que a trazia para perto de mim. Eu não enxergava muito bem, acho que era pela falta do meu óculos, mas eu, de alguma forma, apenas enxergava o rostinho pequeno e fofo dela.

Ela ainda não tinha nome, mas eu sabia que pela aposta, Jonathan escolheria um muito lindo… Ele escolheria .

Ela é linda… Quanto mais ela fica perto de mim, mais eu vejo isso, o jeito que ela é tão perfeita e fofinha, ela acabou de nascer e céus ela é a cara do pai dela, ou a minha? Não sei dizer, mas ela é linda.

Eu ganho forças para sorrir mesmo que eu me sinta fraca. Não sinto nada mas sinto tudo, por ela. A enfermeira coloca minha filha no meu peito e me esforço para poder abraçar minha bebê. Ela chorava e chorava, mas isso ia se cessando conforme ela ouvia meu coração. Eu também não sentia ele, não sinto nada, mas isso não importa, ela veio, ela veio para mim e seu pai e ela é saudável né? Ela é uma menininha linda e saudável.

Minha respiração parece enfraquecer cada vez mais e…

— Ela não pode sangrar assim!

—... Minha estrelinha… — eu fecho os olhos enquanto eu a abraço.

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Oi meu amor… Meu nome é Emilly, Emilly Parker, sei que você não vai lembrar disso porque já não estarei mais aqui para me apresentar para você e te ensinar sobre como se comunicar com as pessoas, mas estarei te observando de perto, mesmo longe.

Eu tenho cabelo castanho claro, meus olhos são verdes e olha! Você puxou minhas sardas meu amor, consigo notar! Mesmo que não tenha muito tempo desde que você nasceu, eu sei, sei de tudo. Você é linda meu amor, minha estrelinha.

Me sinto fraca, mas preciso te dizer essas coisas o mais rápido possível antes que a gente se separe. Você ainda não abriu os olhos, mas sei que tem duas jóias verdes neles, estrelinha, você é linda.

Seja forte.

O mundo não é um dos melhores lugares para se viver, suas ações serão julgadas friamente por aqueles que não vale a pena querer a admiração, essas pessoas são apenas cruéis.

Seja esperta.

Terá momentos nessa vida onde tudo o que você mais vai precisar é ser esperta, saber ler as pessoas, entender elas. Talvez você possa ser enganada por elas, até mesmo por pessoas que você mais considere, mas nem tudo está perdido filha, nada vai estar perdido, vai haver pessoas que vão valer a pena dar sua confiança, aquelas que você menos espera.

Ame, ame muito e intensamente.

Ame como eu amei seu pai, ame como seu pai me amou, não importa quem você de repente amar, seja homem, mulher, apenas ame. Vou continuar a te amar independentemente de quem você ame filha, meu desejo mais sincero é que você ame e seja amada como eu e o seu pai nos amamos, como seus avós Benjamin e Francisca de amaram. 

Não tenha medo.

Nunca tenha medo de ter medo filha, você é humana e nada é mais humano do que o medo, seja de escuro, aranhas, fantasmas ou barulhos altos. Se lembre, porque as pessoas não vão lembrar, você é um ser humano.

Você é amada filha.

Eu amo você, não importa o que faça daqui para frente sem mim, não importa as decisões péssimas que tome, não importa, nada importa, você é a minha filha, é a pessoa que eu mais amo na terra, céu, espaço e o universo inteiro.

 

Filha, nós duas não podemos existir juntas, vou me transformar em poeira cósmica lá no céu onde estarei lhe observando crescer, mas serei uma metade de você que estará sempre com você. Eu quero que você saiba, que eu amo você e mesmo que você odiar ser você por coisas que acontecem na vida de cada indivíduo, você nunca deixará de ser amada.

Cuida do seu pai assim como ele vai cuidar de você.

Daqui de cima, estarei brilhando por vocês.

Você é uma extraordinária filha.

Obrigada por me deixar ser sua mãe por 5 minutos.

 

Ass: Emilly Rose Parker.