Work Text:
Todos se juntaram e ouviram o baixinho falar, alguns caíram até mesmo no charme do que talvez soasse como uma desculpa, mas outros também perceberam que aquilo era provavelmente algo falso, Noah foi um desses, ele balançou a cabeça em negação ao perceber a falsa intenção do loirinho.
Ray:- Me desculpei, viu? A gente já pode ir agora? (Disse animado enquanto estava bem próximo de Noah)
Noah:- (Suspira e balança a cabeça ainda em negação com a cena presenciada, mesmo com um leve rubor nas bochechas) Hah… Sério isso…?
Ray:- Que foi? (Olha curioso com um leve sorriso no rosto)
Noah:- … (Encara, suspira e desvia o olhar) Só vamo logo antes que comece a chover… (Com uma das mãos esfrega o braço um pouco)
Ray:- Oh… (Segue Noah apressadamente) huh… você não gosta de chuva…? (Pergunta curiosamente)
Noah ignorou Ray enquanto desciam pelo elevador, o baixinho franziu a testa e estalou a língua enquanto virava a cara, e em questão de segundos ajeitou sua própria postura e voltou a sorrir como se nada tivesse acontecido…
Ray:- (Saindo do elevador) Então, que tal a gente ir de patins? Assim é mais rápido e vai ter menos chance da gente pegar essa chuva que tá vindo. (Termina sorrindo)
Noah:- … (Só olha para Ray e acena com a cabeça)
Era perceptível, desconfortável e um pouco sufocante, Noah sentia, Ray sentia, mas Noah não daria a atenção que Ray queria, e muito menos o baixinho daria o braço a torcer e desistiria de se aproximar de um “Magikarp” tão grande quanto um Vonderbolt. Então irritadamente, Ray mordia seus lábios tentando manter a fachada de calmaria enquanto calçava seu patins, ele não parecia entender o porquê tudo que ele tentava com Noah não funcionava… e aquilo já o estava incomodando a alguns dias…
Esse jovem quieto, tímido, que mal conseguia se expressar direito e com autoestima zero sempre, sempre fazia algo contrário ao que Ray havia planejado… isso o incomodava, incomodava num nível onde nem ele sabia explicar, ele precisava chegar perto do Vonderbolt, mas sabia que se se aproximasse demais ele provavelmente teria que mostrar mais cartas do que ele realmente pretendia… e a ideia de se se abrir de verdade, o assustava.
Noah:- Terminei, vamo? (Se levanta e olha calmamente para Ray)
Ray:- (Desajeitadamente se levanta com o patins já no pé) Opa! Finalmente, hehehe achei que você já tava desistindo. (Sorri novamente)
Noah:- Não precisa forçar… (Vira para frente e segue para saída)
A feição irritada do baixinho aparece novamente, ele respira fundo, mantém o sorriso e na primeira passada já cai de cara… Noah parou, olhou e esperou para ver se Ray se levantaria, e ele se levantou, irritado e humilhado, mas levantou.
Ray:- Só… isso morre entre a gente… (Diz suspirando irritadamente enquanto se ajeita)
Noah:- Pft… (Se vira e dá uma leve risada sem mostrar o rosto)
Ray:- Você tá rindo né… hah… vai lá ri mesmo… tsk… (Estala a língua e cruza os braços)
Noah vira a cara e simplesmente oferece sua mão, depois de alguns segundos ele fala.
Noah:- Posso… posso te ajudar… se quiser. (Tenta sorri mesmo um pouco envergonhado com a mão ainda estendida)
Inconscientemente, Ray segurou a mão dele, ele encarou levemente surpreso, e um pouco travado, o jovem que tanto o evitava e foram patinando juntos, Noah praticamente guiava Ray pelas ruas de Lumiose, enquanto esse simplesmente mantinha o próprio equilíbrio.
Ray:- Você é estranho…
E mais uma vez para a contagem, Ray foi ignorado… já do lado de fora, Noah parou, olhou para ele e disse:
Noah:- Naquele dia… você falou que só ia ser uma chuva leve…
Ray:- (Se vira indignado, envergonhado e irritado para Noah) Hah? Você tá falando que eu menti? Olha até um climatólogo erra, beleza? Ninguém é perfeito! E a culpa não é minha se a porra da torre do Clemont atrai raio, eu sou perito no clima de Unova! Não aqui! Eu-
Noah o interrompe e tira uma folha do cabelo dele.
Noah:- Não disse que você mentiu. (Disse secamente)
Ray parou, olhou para Noah e riu de nervoso.
Ray:- Haha… eu… eu devo tá parecendo um idiota né…?
Noah:- Hum hum. (Assente com a cabeça)
Ray se encolhe e fica rindo estressado com a situação… Noah só assiste atentamente, sem mover um dedo. O jovem de cabelos verdes se abaixa e pega a mão do baixinho casualmente e o arrasta com os patins.
Noah:- Já disse, você não precisa se forçar… vamo, ali na frente eu te pago um sorvete.
Assim Noah calou a boca do jovem loiro sem muito esforço… era uma simples, prática e seca atitude que não parecia nada demais para Noah que ainda não tinha entendido o sentido de “encontro”, quando Ray propôs a ideia, mas para Ray foi quase um choque…
Na cabeça de Ray, Noah parecia só brincar com o que o garoto… como um treinador brincando com um Skitty… ele balançava a corda para atrair Ray e quando o garoto tentava pegar Noah afastava a corda, repetindo esse processo até o próprio Ray desistir de suas investidas… o que acabou acontecendo.
Ray:- Tá… (Disse meio distraído e de cabeça baixa enquanto era puxado)
O início foi assim, ambos quietos sem muito o que falar, Noah pagou o sorvete para ambos, Ray um doce para seus iniciais e sempre olhando e checando Noah, ele não entendia como funcionava a cabeça do jovem de cabelos verdes e estava cansado demais para tentar entender, então só desfrutou do sorvete mesmo que não estivesse mais prestando atenção, nem no seu sabor favorito… Na saída da sorveteria Ray olhou para trás um tanto desconfortável, quando sem querer viu Mikhael na janela do laboratório do Professor Sycamore… ou como Noah chamava “Mika”... ele forçou um sorriso no rosto e acenou falsamente para evitar que qualquer um ficasse olhando…
Os dois continuaram patinando, mais a frente Ray já não conseguia esconder mais… era uma sensação quase nauseante… agonizante e desconfortável… forçar um sorriso no rosto já não parecia mais ser a resposta… e seus lábios também pareciam não querer… não tinha para quê…
Noah:- Ray? (Pergunta e se vira ao ver Ray parar distraído)
Algo doía… no peito talvez? Na cabeça? Aquilo fazia Ray engolir seco… perdido na sua própria cabeça, distraído, sem perceber que suas pernas também tinham parado de patinar… se emburrar como uma criança ou chorar pareciam as hipóteses mais plausíveis… mas ele não queria dar o braço a torcer.
Noah se agachou e acenou para ver se o garoto via… nada… nem respondia…
Noah:- Ray? Tá me ouvindo…? (Virou a cabeça para tentar ver melhor o rosto do baixinho)
Ray:- Eh? (Finalmente olha para Noah um pouco surpreso) Ah… hah…
Ambos se levantam, com Noah ainda olhando para o Ray.
Noah:- … Tá bem?
Ray:- (Esbofeta suas próprias bochechas e encarando Noah que parecia confuso) IDIOTA! É isso que você é! (Bufa) E eu também! Argh! Que ódio! Não era pra mim ficar assim! Eu tinha planejado tanto lugar pra te levar! Pra te mostrar! Isso era pra ser um encontro! E não eu com cara de cu! Eu vou me animar! E você vai aproveitar esse encontro sim! Eu não vou desistir tão cedo!
Após explodir com sua irritação, Ray puxou Noah pelo braço e foi finalmente apresentar a cidade de Lumiose a ele, à maneira Ray… curiosamente essa teimosia incabível em alguém tão baixo, tirou, despercebidamente um leve sorriso dos lábios de Noah, um sorriso de alguém que se divertia com aquela situação tão… “patética”.
Noah:- Você me chamou de quê? (Soa seco, mas na verdade segura um sorriso)
Ray:- Idiota! Escroto! Babaca! Você tá fazendo isso de propósito! (Enquanto ele puxa Noah)
Noah:- Pft! Haha! (Desiste de segurar o riso)
Ray:- (Se vira incrédulo) Hah… tá rindo né… é engraçado me ver assim é?!
Noah:- Desculpa… haha… é melhor do que te ver forçando.
Ray parou de novo, olhou para Noah, ele ia falar algo, mas não falou, ele segurou por conta do sorriso… Noah era difícil de sorrir, e ele gostava de ver o sorriso do Noah. Com as bochechas levemente vermelhas ele bufou e só continuou o caminho.
Ray:- Agora eu que decido pra onde a gente vai! (Diz emburrado) E… não vai ter tanta gente… não tô afim de ficar vendo gente hoje…
Segurando o pulso de Noah, Ray seguiu adiante, apresentou o café mais próximo para o Noah, com fofos Pokémon de atendentes; o salão de beleza, o restaurante mais próximo com batalhas, com seus cogumelos também e finalmente pararam para se sentar no praça local… não tinha quase ninguém ao redor graças ao péssimo clima do dia, mas infelizmente não tinham tantos Pokémon também para observarem.
Ray:- Hah… tá um clima lixo pra sair né?
Noah:- … (Olha para baixo e nega com a cabeça, quando olha novamente para Ray)
Ray:- Não… achou ruim? Eu não tenho tanto dinheiro assim pra poder curtir a cidade… se a gente tivesse em Unova não seria tão caro… (Comenta ainda emburrado) não que isso mudasse muito a situação também… meus pais não me dariam dinheiro mesmo…
Noah:- Tá sendo legal… (Esconde o rosto com o boné enquanto fala baixo) nunca passeei assim antes…
Ray:- Seus pais não saiam com você não?
Noah:- (Nega com a cabeça) Não.
Ray:- (Olha curioso para ele enquanto se escora no banco onde ambos estão sentados) Nossa… achava que a vida de gente rica era melhor que a minha…
Noah:- Todo mundo tem problemas…
Ray:- Os seus são de saúde? (Noah olha rápido para Ray e depois desvia o olhar) Ah… desculpa… eu sem querer vi os exames que a Wisteria te passou… (Diz meio desajeitado)
Noah:- (Esconde o rosto com o boné) Num breve resumo, sou cardíaco e esquizofrênico, então é… grande parte da minha infância eu passei de cama doente ou exausto… por isso meus pais tendiam a não me deixar sair…
Ray:- Ah… (Parece surpreso enquanto olha para Noah) hoy… é tão sério assim?
Noah:- … (Acena com a cabeça sem dizer uma só palavra)
Ray:- (Se vira no banco, inteiramente para Noah) Mas… tem cura né? Tipo, pelo menos pra você melhorar né?
Noah só acena enquanto confirma, sem dizer uma palavra e com talvez uma feição que lembrasse um sorriso, ele puxou novamente a atenção de Ray, que agora olhava, com as bochechas levemente vermelhas, aquele quase sorriso do Noah sem dizer um pio. Até que após alguns longos segundos Ray se manifestou:
Ray:- Você… fica bem sorrindo… (Admite enquanto desvia o olhar com as bochechas levemente vermelhas)
Noah:- … (Olha para Ray silenciosamente) e você parece um Psyduck com esse cabelo bagunçado. (Sorri, mas desta vez olhando diretamente para Ray, enquanto ajeita o cabelo do baixinho)
Ray fecha os olhos e deixa o outro mexer em seu cabelo… por que ele não foi sincero antes? Será que se tivesse, Noah se sentiria mais confortável antes? Ele não sabia.
Ele abre os olhos, quando Noah para, e olha dividido entre contar e não contar Ray abria a boca, mas nada saía… o medo era maior do que a vontade de ser genuíno.
Noah:- (Olha para ele, neutro como sempre) Você ainda tem algum lugar pra me mostrar ou já posso voltar pro laboratório do Sycamore?
Ray:- (Se levanta apressado) Eh? Ah! Calma aí! Ainda tem sim! É o último lugar!
Noah:- E… se a chuva vier? (Pergunta olhando para o céu)
Ray:- (Puxa Noah pela mão) Espera! Por favor… eu… é o último lugar!
Noah assente e ambos se dirigem a um local fechado, semelhante a um estádio, porém fechado, climatizado e estranhamente frio… mas era um frio que Noah já estava estranhamente acostumado.
Noah:- Um ginásio?
Ray:- Hehe, bem melhor!
Conforme se aproximam a música aumenta a um tom confortável, as luzes caem e, pela primeira vez em um longo tempo, Noah se surpreende com o que estava a frente…
Era belo, lindo, suave, gracioso… a bailarina dançava no gelo como um Swanna em voo, seu parceiro sempre mantendo a delicadeza e elegância a cada passo, um, dois, três giros e Noah já se sentia dentro do ringue, então era assim que sua mãe se sentia quando patinava… ele não conseguia desviar o olhar encantado com a majestosa dança do casal e os minúsculos cristais de gelo que subiam para compor o delicado momento… “Dance de petits cygnes”… de Pyotr Ilyich Tchaikovsky… a música favorita da mãe de Noah…
Era como se sentir em casa novamente… a valsa dos cisnes com a majestosa bailarina ao centro, tudo só o fazia lembrar da sua própria mãe… das diversas vezes em que ele a pedia para mostrar um dos shows a ele, quando era mais novo, lembrar de quando ele pediu a ela que o ensinasse a patinar… ou de todas as vezes que praticou essa música para tocar… e nunca conseguiu… ela nunca saia, tão perfeita quanto o sorriso de sua própria mãe… o sorriso que sempre o tranquilizava quando se sentia inseguro… estressado… triste… o sorriso que sempre o levantava…
Noah sorriu triste, cobriu seu rosto com o boné e depois de alguns minutos voltou a prestar atenção em Ray.
Ray:- Bem, esse é o ringue de patinação do time amarelo, (Mostra envergonhado) sei que você já tinha me dito que não queria participar, mas… mas pensei que talvez conseguiria te convencer com isso… haha se meu irmão não estivesse parando a música de 1 em 1 minuto pra dar esporro nos bailarinos… (Desvia o olhar meio triste por não poder mostrar a “visão correta” para Noah)
Noah:- (Ainda escondendo o rosto com o boné) Você… queria me comprar com isso?
Ray:- Ah… bem… o termo não é bem comprar sabe? (Admite sem graça) Mas é… acho que é mais fácil te convencer se eu abrir o jogo… por isso… (Respira fundo se vira para Noah e pede com toda sinceridade que ele conseguia) Você aceita ser meu parceiro de Contest? A gente não precisa ir longe! Eu… eu só preciso mostrar pra minha família que eu também consigo se eu quiser!
Noah:- (Olha para o ringue uma última vez ignorando as pessoas falando abaixo dos dois e se vira para Ray, vira o boné e mostra um largo sorriso no rosto) Bem, você adivinhou o único jeito de me comprar. (Oferece a mão para Ray) Parabéns baixinho.
Pasmo e surpreso, Ray fica sem reação imediata, mas logo percebe e balança vividamente a mão de Noah.
Ray:- Eu prometo que vou tentar ser sincero mais vezes! E eu não sou baixinho! Você que é um Girafarig ambulante! (Exclama desajeitadamente com as bochechas levemente vermelhas)
Noah:- Hehe. (Cobre a boca com uma das mãos para esconder o sorriso)
A chuva corria lá fora agora, voltar não era mais uma opinião, Ray então levou Noah até os camarins e dormitórios do time Amarelo para apresentar Noah a sua irmã gêmea e inscrevê-lo como seu parceiro.
Ray:- Hoy… valeu mesmo… eu… não tô muito acostumado a ficar pedindo e correndo atrás, mas tô feliz que você aceitou hehehe!
Noah:- …(Assente sem falar nada)
Ray:- Ah! Já te digo minha irmã é um tico… “exagerada” sabe? Então cuidado, ela é tipo… um canhão de confetes? Nhe, não sei explicar, mas boa sorte. (Dá de ombros, mas sorrir ao abrir a porta)
Ao abrir uma jovenzinha loira trabalhava cortando tecidos com seus Pokémon, ela era muito parecida com Ray dos pés a cabeça, Noah consertou a postura e entrou com Ray, os dois estavam um pouco molhado por conta do chuvisco que pegou eles enquanto chegavam no camarim, Noah estava só um pouco ansioso, mas ainda não era algo a se preocupar.
Ray:- Laya~ (Sorri para ela enquanto a chama)
Laya:- … (A jovem demora alguns segundos até responder) hm? Sim? Alguém me chamou? (Diz levantando a cabeça) Oh! Ray! (Aponta para o irmão animadamente) Quem é esse? Namorado novo?
Ray:- Laya! (Reclama envergonhado)
Noah:- … (Se vira para ir embora)
Ray:- (Puxa Noah de volta pelo braço) O nome dele é N-
Noah:- (Puxa Ray contra seu peito e tampa a boca do baixinho) Volt, aqui tá minha carteirinha, vim me inscrever pro time amarelo.
Laya:- Uh~ hehe que nome diferente! Quem é sua dupla? (Sorri curiosa)
Ray:- (Se solta com as bochechas avermelhadas) Não é óbvio?! Sou eu ué!
Ray finaliza a inscrição de Noah como seu parceiro e puxa Noah para o dormitório…
Ray:- Ei… o quê que foi aquilo? (Pergunta confuso enquanto caminham para o quarto de Ray)
Noah não responde, mas o segue até o quarto de Ray… era grande, grande o suficiente para duas camas, um banheiro e uma sala de estar apertada com uma cozinha, o time amarelo foi o mais sortudo pois seria patrocinado pelos hotéis locais, logo acomodações não seria o que iria faltar para os participantes.
Noah:- Nossa… quanto tempo não vejo uma cozinha…
Ray:- Há quanto tempo você tá viajando? Você virou um bicho do mato é? E para de mudar o assunto! (Bufa irritado) Por que você não deixou eu falar seu nome pra minha irmã?
Ele ignora Ray de novo e vai até o banheiro, abre o chuveiro e vê que a água está quente.
Noah:- Acho que vou tomar um banho… (Entrando no banheiro)
Ray:- Noah! Hey! Me ouve! Para de me ignorar! Eu sei que você tá me ouvindo!
Ignorado novamente… Ray bufou, esperneou, e se sentou irritado no pequeno sofá de 2 lugares, cruzou os braços e esperou com cara de criança emburrada que ficou sem doce… Noah saiu e ele encarou mortalmente.
Noah:- Pft! (Tenta segurar o riso e ficando sério novamente diz) Toma seu banho… depois a gente conversa. Não sou muito de… de falar… você sabe.
Ray se surpreende, mas aceita a condição, ele entra no banheiro com a intenção de um banho rápido, mas se distrai e demora mais do que pensava…
Ray:- Hah… que delícia um banho quentinho… (Diz feliz ao sair)
Noah:- Achei que você fosse morar no banheiro… (Fala com a cara mais lisa possível)
Ray:- Ha. Ha. Fala logo engraçadinho, por que você me barrou de falar seu nome? (Pergunta tentando parecer sério enquanto se senta ao lado de Noah)
Noah olhou para Ray, respirou fundo e falou enquanto enxugava o cabelo.
Noah:- Eu… eu fugi de casa… meus pais tão me procurando já vai fazer um ano… (Diz pensativo)
Ray:- Puts… (Dá um tapinha no ombro esquerdo de Noah de leve) eh…então… você não quer que eles te achem…?
Noah:- Ainda não… depois… por isso mantém isso no off.
Ray:- Ah… (Engole seco e assente como se fosse uma missão só dele) tá… vou tentar manter isso em mente…
Os dois permaneceram quietos, juntos por mais um tempo, até Ray puxar o assunto sobre Pokémon, ele começou a tagarelar sobre os Pokémon que ele pretende ter, tudo para distrair Noah de seus pensamentos, era calmante ver alguém tão desajeitado tentar ajudar… conversaram mais sobre as suas jornadas, cidades que já viram… uma conversa simples, tranquila, onde Ray falava pelos dois na maioria das vezes, mas ainda tirava um riso ou outro de Noah.
Noah também contou do incidente com seu celular para o baixinho, Ray aproveitou a situação e deixou Noah usar o chip em seu telefone. Noah não queria, mas ele insistiu até o jovem de cabelos verdes ceder… e por fim Noah emprestou uma camisa também, o baixinho parecia uma criança feliz, conseguiu o que queria e ainda estava usando aquela camisa grande que parecia mais um vestido nele do que tudo, conversaram juntos na mesma cama até Noah dormir primeiro…
Claro, a emoção falou mais alto e Ray abruptamente tirou fotos dos dois juntos no celular e não segurou seus dedinhos para mandar para os amigos de Noah, era divertido fazer essas traqui nagens sem se preocupar com o que falariam depois, então em poucos minutos o loirinho dormiu com o rosto em cima do ombro de Noah e ambos, tiveram uma estranha e calma noite de sono.
