Work Text:
Uma garotinha brincava com sua pelúcia de bulbasauro, na brincadeira, ela e sua pokémon passeavam juntas, numa jornada, enfrentavam treinadores bravos e perigosos, passavam por desafios, frio, fome, chuva, neve, tempestades, tudo para enfim alcançar ele, o grande campeão, o irmão da garota…
Sempre brincavam disso, o irmão mais velho dela sempre a encorajava, a incentivava, sempre com um sorriso gentil e caloroso. Os dois se mantinham unidos, somente os dois, sem que mais nada atrapalhasse seu momento fraternal. Angela não conheceu a mãe, nem o pai, só tinha seu irmão e durante pouco tempo seu avô, o aposentado Professor W.
Seu dia a dia era simples, acordava abraçava Karina, levantava e abraçava seu irmão, tomava café e finalmente seu avô, uma rotina constante que a pequena seguia, repetia e ainda reprisava. Seu irmão a deixava na escola com seu Corviknight e ia trabalhar, qual o sonho de Angela? Se aventurar pelo mundo com seu irmão e todos os dias comer a comida maravilhosa que ele fazia, era simples, às vezes um feijão com arroz e hambúrguer, outras um macarrão com algum molho estranho que só ele sabia fazer e um ovo cozido, para mais ainda aquele bolo de cenoura com calda de chocolate que só ele fazia… ela não gostava de doces, mas aquele fazia seus olhos brilharem.
A garotinha era genial, sempre com as melhores notas, melhor desempenho, mas ainda assim nenhum amigo, não que isso atrapalhasse ela, isso só tirava um pouco de seu foco… e preocupava seu irmão, foi aí que ela decidiu, queria fazer uma jornada cedo, para quanto mais rápido ela terminasse mais ela poderia viajar com seu irmão… o que foi em vão…
Noah:- Wis… Vem jantar.
Wis:- Depois, vou terminar isso primeiro.
Noah:- (Acena sem olhar para o computador dela) Okay.
No inverno do décimo ano da garotinha pela primeira vez seu ídolo e irmão, não voltou para casa… ela estava eufórica, mas sentiu que tudo foi em vão quando o bombeiro simples a disse “Ele foi um grande homem…”, ela sabia que ele era um grande homem… mas o porquê daquele homem falar “foi”? Ela não sabia, sua cabeça não entendia a situação, ela não havia compreendido que perdeu o herói dela… e logo em seguida foi seu avô, ele a mandou para outra região após completar sua jornada e depois de um mês nunca mais respondeu ela… como fica a cabeça de uma criança assim?
“Ele esqueceu de mim?”
“Ele não tá preocupado comigo?”
“Por que ele não me liga nem manda cartas?”
Até ela chegar na resposta “Será que ele tá bem?”... e foi assim que ela ficou sozinha de vez…
Ela desistiu de sua carreira…
De seu sonho…
Até… uma pequena luz se acender e ela encontrar algo para fazer… algo tão inimaginável que ela nunca pensaria que a permitiria, finalmente, comer o feijão que ela tanto amava... de novo.
