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Nosso fardo: Amar as pessoas mais teimosa de Teyvat

Summary:

Os gêmeos Viajantes, Aether e Lumine, finalmente se reúnem no Bule de relaxar para desabafar sobre o verdadeiro drama de suas vidas: o amor incondicional de seus parceiros pelo trabalho.

Aether lamenta o vício em eficiência de sua esposa, Keqing, enquanto Lumine se frustra com a obsessão acadêmica de Alhaitham.

Eles concluem que, mesmo depois de salvarem o mundo, sua missão mais difícil é convencer o Yuheng da Qixing e o Grande Erudito de Sumeru a tirarem uma folga. A solução? Amá-los e arrastá-los gentilmente para longe de seus relatórios e manuscritos.

Notes:

Um belo dia, estava eu e um amigo reclamando de como nossos personagens favoritos são viciados em trabalho. Então, eu pensei: vou escrever sobre eles só pelo prazer de reclamar (não me levem a mal, eu amo o meu Alhaitham, mas até eu preciso admitir que ele é um tanto irritante... mas fazer o que se eu também amo essa imperfeição nele 😂).

(See the end of the work for more notes.)

Work Text:

O Bule de relaxar estava em um raro estado de paz. Aether e Lumine, os gêmeos Viajantes, finalmente conseguiram sincronizar suas agendas – uma tarefa mais difícil do que derrotar Osial ou enfrentar a Shogun Raiden no auge de sua fúria. Eles estavam sentados em uma varanda tranquila, cada um com uma xícara de chá fumegante. Aether suspirou, um som profundo de cansaço.

"Você não parece nada bem, Aether," Lumine observou, tomando um gole.

"É a Keqing," ele disse, esfregando a têmpora. "De novo."

Lumine soltou um risinho forçado. "Ah, sim, a Keqing. Deixe-me adivinhar: a Yuheng da Liyue Qixing finalmente saiu para uma folga e está... trabalhando de casa?"

"Pior. Ela ficou acordada até as quatro da manhã revisando relatórios de planejamento urbano e, quando eu acordei, ela já tinha saído. Deixou um bilhete dizendo que a 'carga de trabalho de um ano fiscal não se completa sozinha' e que nos veríamos 'assim que o contrato de reconstrução da Duna do Sal estivesse assinado'." Aether revirou os olhos dourados. "É como se eu fosse casado com o Qixing inteiro, não só com ela."

Lumine suspirou, o semblante dela tornando-se solidário, mas igualmente exausto. "Bem-vindo ao clube dos 'Cônjuges Amantes-do-Emprego-Mais-do-que-de-Você'."

"E o Alhaitham? Achei que depois que ele renunciou ao posto de Grande Escriba, as coisas teriam melhorado," Aether perguntou.

"Ah, meu doce irmão, você subestima a capacidade de um acadêmico de Sumeru de ser obcecado por sua vocação," Lumine murmurou, batendo a xícara na mesa com mais força do que o necessário. "Ele não é mais o Escriba. Agora ele é um 'pesquisador independente' com tempo livre para 'se aprofundar em teorias fonológicas complexas' e traduzir 'manuscritos obscuros que ninguém mais se importa em ler'."

“Eu queria que ele viesse para o Bule," Lumine continuou, gesticulando. "Eu preparei a melhor área de lazer que Paimon já viu! Mas ele só fica na biblioteca particular dele. Eu até o flagrei dormindo com um livro aberto na cabeça – 'A Crítica do Entendimento Semântico' ou algo assim."

Aether riu, embora sem muita alegria. "Keqing faz isso. Eu juro que uma vez, durante uma viagem para Inazuma, ela passou a noite lendo um catálogo de propostas de desenvolvimento de porto. Eu me virei, e ela estava sussurrando para si mesma: 'Não, o concreto com o reforço de Jade Nocturno tem mais durabilidade...'"

"Alhaitham mal registra minha presença se eu não estiver falando sobre algo que ele considera 'intelectualmente estimulante'. Tive que ler um artigo sobre os padrões climáticos anômalos no Deserto de Hadramaveth só para ele me dar dez minutos de atenção ininterrupta. Dez minutos, Aether! E ele ainda estava fazendo anotações em um bloco ao lado!" Lumine reclamou, os olhos apertados de frustração.

"Pelo menos o seu é calmo," Aether retrucou. "A Keqing é um furacão de eficiência. Se ela não tem um relatório para escrever, ela decide que o nosso apartamento precisa de 'otimização de layout'. Já perdemos a sala de estar duas vezes porque ela a transformou em um escritório temporário com mapas e modelos em escala.

Houve um longo silêncio enquanto os gêmeos ponderavam seus respectivos sofrimentos. Eles eram viajantes que salvaram mundos, lutaram contra deuses e resolveram crises existenciais. Eram invencíveis. Exceto contra o amor incondicional que seus cônjuges sentiam... pelo trabalho.

"O que a gente faz, Lumine?" Aether perguntou, resignado.

Lumine deu de ombros, um pequeno sorriso melancólico surgindo em seus lábios.

"Nós fazemos o que sempre fazemos, meu irmão. Nós os amamos. Nós arrastamos seus traseiros produtivos para fora da mesa de trabalho quando eles estão prestes a desmaiar de exaustão. Nós colocamos a comida favorita deles na frente deles. E nós damos a eles espaço... para que possam voltar a trabalhar no dia seguinte."

Ela deu uma piscadela. "E nós nos casamos com eles sabendo perfeitamente o quão obcecados eles eram. Você casou com a Yuheng do Qixing e eu com o Grande Erudito de Sumeru. O que nós esperávamos? Uma vida de piqueniques românticos?"

Aether bufou, uma risada genuína desta vez. "Justo. Pelo menos a Keqing é previsível. O Alhaitham é tipo um gato que você só vê quando ele quer um carinho."

"Exatamente. É o nosso fardo, irmão. O fardo de ser casado com a pessoa mais dedicada – ou teimosa – de Teyvat."

Lumine se levantou, a decisão brilhando em seus olhos. "Agora, se você me der licença. Paimon me disse que viu o Alhaitham lendo 'Sobre a Ética da Pesquisa de Campo' no nosso telhado. Vou levar um prato de Biryani de Carne e fingir que estou lá para discutir a filosofia de Aram ... até que ele baixe a guarda."

"Eu vou procurar Keqing em algum canteiro de obras e forçá-la a tirar uma soneca," Aether disse, se levantando também, com um novo senso de propósito. "Boa sorte, Lumine."

"Para você também, Aether. Que os Arcontes nos ajude."

E assim, os dois heróis de Teyvat se separaram mais uma vez, não para salvar o mundo, mas para a batalha diária contra a hiperprodutividade de seus amados cônjuges.

Notes:

Foi um prazer escrever sobre esses pares, já escrevi fanfics na minha adolescência, mas nunca cheguei a publicar nenhum trabalho antes. Tenho tantas ideias para novas histórias, mas vou escrever aos poucos. Dito isso, espero nos vermos no futuro com outra história, até a próxima!