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Summary
Num arquejo, o rosto adornado por riscos fraqueja e solta o ar, a inspiração profunda e quente. Quente demais. Sangue, pessoas, café, madeira, eucalipto, plástico, isopor, sangue, sangue, sangue. Sangue e banquete. Um vinco no formato de seus dedos surge na mesa onde a mão de Labirinto repousa, a fachada humana caindo pela rédea solta de sua natureza profana. Sangue.
Precisa sair e rápido, o aroma pulsante das veias de Aguiar quase propositalmente embargando qualquer outro cheiro com o passar dos segundos. “Parece um cachorro marcando território”, xinga ao perceber os tiques surgindo com força total. O espasmo chega em seu braço, o movimento fazendo os traços e caminhos ficarem sobressaltados. [...] É quando o cheiro do asfalto e poluição lhe abraça que olha pra trás, pouco antes de seguir seu rumo, a vitrine suja da cafeteria deixando passar a imagem de um Aguiar de braços cruzados, um sorriso curto em seus lábios.
—— Vampiro!Labirinto e Lobisomem!Aguiar. Ninguém pediu Labiar sobrenatural, mas aqui temos a ideia que não saiu da minha cabeça nos últimos dias.
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