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Language:
Português brasileiro
Stats:
Published:
2026-02-10
Words:
642
Chapters:
1/1
Kudos:
5
Bookmarks:
2
Hits:
19

Inktordem 2025, dia 1 - Amor

Summary:

Ao menos uma vez, Veríssimo não está em perigo.

Notes:

Oie! Isso foi postado originalmente no meu tumblr @idontknowanametouse em outubro de 2025, e botei aqui agora que tenho conta no ao3.
Isso aqui é originalmente baseado num prompt do inktordem de @TicusLeFaune, o crédito vai pra elu! Espero que gostem :3

Work Text:

Veríssimo abre os olhos, e então pisca, tentando se acostumar com a claridade do ambiente. Seu pescoço dói, e ele está debruçado sobre algo...

Ah. Ele dormiu no escritório. De novo. Que negligente.

O homem ergue a coluna e estrala o pescoço, já sabendo que a idade, a noite mal dormida e a posição péssima vão cobrar seu preço hoje. A parte boa é que, por algum motivo, o torcicolo não parece estar tão ruim quanto geralmente fica depois de uma noite como essa. Veríssimo aperta a ponte do nariz, o olhar ainda desfocado, tentando se lembrar do que estava fazendo antes de adormecer. Ele conseguia recordar que havia decidido ficar na base para que pudesse terminar de ver os relatórios da semana e aprovar as futuras mudanças na arquitetura da base, sim, foi isso o que ele fez, de fato.

É quando ele volta seu olhar para a mesa procurando pelos papéis que percebe algo a mais. Muito a mais.

Veja bem, Veríssimo passou décadas de sua vida combatendo o paranormal. Nada lhe parece impossível mais. Não há ritual, cultista ou criatura capaz de realmente surpreendê-lo. E, ainda assim, ele arregala os olhos diante da quantidade de objetos sobre a mesa.

Entre as coisas que definitivamente não estavam ali antes, haviam: um brinquedo de cachorro babado, um cobertor caído em seu colo (que devia estar sobre seus ombros anteriormente), um pequeno pote de vidro decorado com lantejoulas e glitter do qual saía um agradável cheiro floral, uma almofada verde com costuras em roxo, uma pequena caixa de música aberta e já silenciosa, um aparelho de massagem que aparentemente havia sido colocado sobre seu pescoço antes, um pequeno cachorro de pelúcia acomodado entre suas mãos, uma garrafa térmica (que, quando ele abriu, viu cheia até a borda com chá), um tapauér com pedaços de rabanada já frios, várias cartilhas de remédios para pressão, coração e sono junto de muitas instruções para consumo anotadas com a letra de Marcela, um buquê de jasmins, uma caixa contendo uma muda de roupa no seu tamanho com um pequeno bordado de leão, um pote de gel para cabelo, uma cartela de adesivos do tipo que é geralmente usado para parabenizar crianças, uma caixa de lenços umedecidos, uma miniatura de um flamingo e uma apostila grampeada com o título “Como melhorar seu sono”.

E, claro, foi só olhar para cima que Veríssimo viu algo no teto também.

Era apenas uma coisa, no entanto: um apanhador de sonhos, mas com a mandala em padrões que claramente eram símbolos de rituais. Amarrado entre as penas vermelhas, havia um pequeno bilhete, que Veríssimo pegou e pôde reconhecer imediatamente os garranchos de Agatha.

Para de ficar fazendo isso. Todo mundo fica estressado. Umas pessoas aproveitaram pra te dar uns presentes já que eles ficaram sabendo tarde que seu aniversário foi umas semanas atrás.

Foi quando ele decidiu dar uma olhada em seu relógio.

Ah.

Eram 11:30. Quando olhou o relógio, antes de apagar, eram 18 horas. Talvez ele realmente precisasse dormir mais. E agora ele entende porque consegue escutar movimento do lado de fora do escritório.

Veríssimo se aproxima, sem abrir a porta, e presta atenção aos sons do resto da base. Talvez ele nunca tenha parado para dar foco a isso.

Jennifer mia enquanto Lupi late e Mia parece repreendê-lo, Marcela diz algo enquanto chama a atenção de alguém, Arthur toca guitarra e murmura alguma letra de uma música, Balu conversa alto com alguém (provavelmente Rubens), Samuel parece xingar, Agatha e Eduarda fazem algum tipo de cântico estranho na sala de rituais, Naomi e Chizue conversam, Ivete chama o nome de Dante enquanto provavelmente conserta alguma arma e há um som constante de papéis, passos, alguém usando a máquina de café e algumas risadinhas.

Veríssimo, então, fecha os olhos. E respira fundo.

Apesar de tudo, é bom estar aqui.