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O Dia dos Heróis chegou esse ano, e Paris nunca teve tanta aura de positividade. Pobre alma amargurada nesse dia que poderá ser vítima de um akuma.
Haveria um desfile para homenagear os protetores de Paris, Ladybug e Chat Noir e sua equipe de heróis. E de noite, teria outra homenagem aos heróis feita pela Prefeita Bustier. Que muitos tinham esperança da equipe de heróis aparecer pessoalmente.
Falando da equipe de heróis, Ladybug chamou todos em um ponto de encontro e estava repassando tarefas para todos.
Nesse Dia dos Heróis, os protetores de Paris se disponibilizaram para ajudar integralmente em diversos lugares pela cidade.
— Certo, obrigado por terem vindo. Vamos dessa hora até o término do desfile para conseguirmos ir à homenagem da Prefeita Bustier. — Ladybug parou de falar e esperou todo mundo concordar. — Vamos começar a passar as tarefas. —
— Carapace e Rena Rouge, vocês vão ajudar os guardas de trânsito. —
— Pegasus e Miss Hound ajudam nos parques e os transeuntes que precisar no meio do desfile. —
— Ryuko e Minotaurox podem ajudar no corpo de bombeiros. —
— Pigella e Purple Tigress vão ajudar em algumas escolas. A localização eu vou mandar. —
— Vesperia e King Monkey, tem uma aula de campo de uma escola do fundamental perto do Louvre, podem ir ajudar as professoras. —
— Caprikid, Polymouse e Rooster Bold vão a um hospital infantil. —
— Eu e Chat Noir vamos ajudar alguns trabalhadores que não folgaram hoje. —
Toda a equipe deu um aceno com a cabeça, sinalizando que entenderam suas funções.
— Muito bem, nos encontramos na Torre Eiffel para a homenagem da Prefeita Bustier no horário! — Chat Noir exclamou.
Que resultou em sons de comemoração da equipe de heróis.
Eles bateram os punhos – a saudação que fazem no final de cada missão – e todos foram pra um lado para realizar a tarefa que lhes foi atribuída.
Caprikid, Polymouse e Rooster Bold partiram para um lado. Chegando perto do hospital, viram andando pela rua, alguém conhecido e que as vezes faz um trabalho naquele hospital.
— Senhor Haprèle! — O homem olhou para trás confuso, olhou pra cima vendo os heróis acenando e no instante seguinte, os três pousaram na frente do homem.
— Caprikid, Rooster Bold, Polymouse, olá! Precisam de algo? — Ele deu um aceno para os heróis, que foi retribuído.
— Não, estamos indo ao hospital infantil para ajudar. Pensamos em acompanhá-lo, se o senhor estiver indo para lá. — Rooster Bold falou.
— Ah sim, estou indo sim. Vamos! — Os quatro caminharam lado a lado pela calçada.
Pela calçada ser pequena, eles andaram em dupla, Senhor Haprèle e Polymouse na frente, enquanto Caprikid e Rooster Bold seguiam atrás.
— Hoje vai ser o melhor dia pras crianças. Elas adoram os heróis. — O Senhor Haprèle falou.
— Que bom, espero que possamos ajudar. Hoje toda a equipe se disponibilizou para ajudar em diversos lugares. — Polymouse disse.
— Que atitude nobre. Tenho certeza que as crianças vão amar vocês lá. — Ele se virou também aos heróis que estavam atrás, sinalizando que estava falando de todos. — Por mais que adoro divertir aquelas crianças, gostaria de ter passado o dia com minha filha. —
— A gente pode ficar no seu lugar, assim você poderá ficar com sua filha. — Caprikid sugeriu solidariamente. Polymouse deu um olhar nervoso para seu Haprèle.
— Não precisa, Myléne disse que poderia arrumar alguma coisa para fazer mais tarde para sair de casa. Para eu não me preocupar. —
Polymouse suspirou internamente aliviada.
Logo eles chegaram ao hospital, Senhor Haprèle e os heróis explicando a situação às enfermeiras e cuidadores responsáveis pelas crianças.
Foi decidido Polymouse ir ajudar com as crianças acamadas, enquanto Caprikid e Rooster Bold ajudavam com as crianças que iriam ao pátio. Os heróis se despediram e foram para os lugares que precisavam deles.
Senhor Haprèle estava fazendo sua apresentação de mímica para as crianças, os heróis esperando escondidos. Resolveram fazer uma surpresa para as crianças, após a apresentação do Senhor Haprèle, os heróis iam aparecer.
— Então, você é bom com crianças? — Os dois heróis estavam em um canto escuro, atrás de onde as crianças estavam sentadas. Caprikid quebrou o silêncio entre eles.
— Um pouco, as vezes fui arrastado para ajudar Marinette à cuidar da menininha que ela toma conta, a Manon. — Rooster Bold deu uma pequena risada, lembrando o quão enérgica aquela garotinha podia ser. Ele se virou para olhar o outro herói, vendo Caprikid com os olhos fixos no chão.
— Nervoso para lidar com crianças? —
Os olhos de Caprikid se voltaram para Rooster Bold, que tinha se aproximado dele.
— Ah.. um pouco. Não interagi muito com crianças. —
— Relaxa, vai dar certo. — A mão de Rooster Bold segurou o lado direito do rosto de Caprikid, seu polegar fazendo carícias suaves na bochecha.
Nathaniel apreciou o gesto e sua mão se levantou para segurar a que estava no seu rosto e dando um leve aperto. Os dois com um pequeno sorriso no rosto.
A interação não durou muito, os dois logo se afastaram e voltaram a prestar atenção na apresentação do Senhor Haprèle que estava perto de acabar. Eles não precisavam de ninguém notando dois dos heróis de Paris ficando muito carinhosos um com o outro.
O Senhor Haprèle fez o sinal que combinaram, o sinal para os heróis se prepararem pra surpresa.
Eles saíram do local o mais silenciosamente possível, se aproximando de onde as crianças estavam sentadas. Era um banco grande e algumas crianças estavam sentadas no chão em frente ao banco.
Rooster Bold se aproximou do banco, com Caprikid atrás dele, e parou bem do lado mas um pouco para trás para nenhuma criança notar.
Mas nem sempre tudo funciona como deveria, uma das crianças – uma garotinha – que estava sentada bem na ponta notou alguma coisa por perto e virou a cabeça para olhar, dando de cara com o herói do Miraculous do Galo.
Os olhos da garotinha se arregalaram e suas mãos cobriram a boca, seu rosto em completo choque.
Rooster Bold olhou pra garotinha e ergueu um dedo na frente dos lábios e deu uma piscadela, fazendo sinal para ela ficar em silêncio e depois apontou para frente.
A menininha assentiu, suas mãos saindo da boca e mostrando um grande sorriso. Ela se virou de novo para frente, mas em poucos momentos ficava se virando levemente para trás.
A apresentação do Senhor Haprèle terminou, várias palmas sendo ouvidas e após isso a voz de um dos cuidadores foi ouvida.
— O senhor mímico terá que ir embora agora. —
Várias vozes decepcionadas das crianças foram ouvidas, todas expectantes que iriam passar mais tempo nas atividades ao ar livre.
— Essa não! O que faremos? Ainda não está na hora do repouso! —
— O senhor mímico não pode mais ficar! Quem pode nos ajudar a salvar o dia! —
Dois cuidadores estavam fazendo uma atuação bem exagerada, para todos era claramente falso mas parecia a verdade absoluta para as crianças.
Essa foi a deixa para os heróis entrarem em cena.
— Soubemos de algumas crianças tristes no dia de hoje. — Os dois saíram do pequeno esconderijo, Caprikid logo atrás de Rooster Bold.
— Precisamos salvar o dia! — Os dois substituíram o lugar do Senhor Haprèle, que já tinha saído e deu um aceno para os heróis.
Olhando as crianças, todas estavam com rostos chocados, tirando a menininha que já tinha visto os heróis, ela estava com um sorriso animado no rosto. As reações variavam de rostos com olhos arregalados e a boca aberta, outras com as mãos cobrindo a boca e alguns saíram do choque inicial e estavam com sorrisos no rosto.
— Eu e Caprikid vamos passar essa tarde com vocês. — O choque das crianças finalmente foi quebrado e várias vozes comemorando foram ouvidas. — Então, o que querem fazer primeiro? —
A maioria gritou sobre contar uma história, e Rooster Bold perguntou qual história queriam ouvir. Várias vozes falaram ao mesmo tempo mas ele conseguiu escutar o nome de um livro e pediu o livro pra Caprikid. Usando o Gênesis, surgiu um livro no ar que Rooster Bold pegou e várias exclamações surpresas puderam ser ouvida das crianças.
Rooster Bold se sentou começando a contar a história do livro, Caprikid se sentou um pouco para o lado, o foco das crianças totalmente no portador do Miraculous do Galo.
Nathaniel sempre gostou de como Marc lia e contava histórias, ele sempre estava totalmente imerso na história, mudando o tom da voz dependendo do personagem. Isso cativava Nathaniel sempre.
Após a finalização da história, os heróis meio que se separaram e cada um ficou rodeado de um grupo de crianças.
Um pequeno grupo ficava desafiando Caprikid para ele criar um objeto, o objetivo das crianças era falar um objeto que ele não conseguia criar. Ficou com isso um bom tempo, as crianças eram determinadas, na metade, Nathaniel começou a achar que elas só estavam pedindo o que queriam.
O outro grupo, estava Rooster Bold com um grupo de crianças para movimenta-las, até chegou outras crianças em consulta com um fisioterapeuta para atividades que movimentasse bastante o corpo. No meio de tudo, ele até pediu uma bola de futebol pra Caprikid para brincar com as crianças.
Perto da hora dos heróis irem embora – faltava alguns minutos para o término do desfile – Rooster Bold teve ideia de uma última atividade para todas as crianças.
Ele se deu o poder de levitar coisas, aos poucos, as crianças começaram a flutuar pelo pátio – Rooster Bold conseguindo controlar a altura, algumas crianças queriam mais alto e outras mais baixo – e várias risadas podiam ser ouvidas.
Caprikid estava mais distante, para ter mais espaço para Marc trabalhar, e ele olhava divertido pras crianças e um olhar afetuoso pro namorado. Marc realmente era muito bom com crianças.
Com sua atenção em outro canto, ele se surpreendeu quando sentiu uma mãozinha segurando sua mão. Ele olhou pra baixo, vendo um garotinho segurando de leve sua mão – especificadamente um de seus dedos – e olhando nervosamente e expectante para as outras crianças flutuando.
— Não quer ir brincar também? — Ele falou suavemente, chamando a atenção da criança.
— Não.. eu.. eu não gosto de alturas. — Sua fala estava hesitante e quase indecifrável, mas Nathaniel entendeu.
— Nem mesmo baixinho? — Caprikid se agachou, ficando na altura do menino.
O menino olhou hesitante, dessa vez pro outro herói, o olhar de Nathaniel seguiu o do menino e voltou para ele de novo.
— Pode confiar, ele não vai levar você tão alto se não quiser. —
O menino voltou seu olhar pro herói e desviou o olhar para o chão, ainda hesitante.
— Só se quiser também, não precisa ir se realmente não quiser. Não tem problema. — Caprikid deu um sorriso tranquilizador ao menino.
O garotinho olhou de volta pro herói, e depois olhou novamente pras outras crianças. Nathaniel notou ele dando um pequeno suspiro e olhando para ele determinado.
— Eu.. quero tentar! — A voz do menino estava bem baixa mas estava decidido. Nathaniel assentiu pra ele e antes de ir em direção a Rooster Bold, o menino falou de novo. — Você.. você pode me segurar? Quando ele fazer isso? —
Em nenhum momento a mão do garotinho soltou o dedo de Caprikid. E ia continuar assim.
— Mas é claro. — Um sorriso animado surgiu no rosto do menino e os dois se dirigiram pra perto do outro herói. — Bold, consegue levantar esse aqui também? —
Rooster Bold desviou o olhar das crianças e rapidamente se fixou no menino ao lado de Caprikid.
— Claro. — Ele se agachou perto do menino, com um sorriso suave, tentando transmitir confiança. — Pode pedir pra parar quando quiser que eu desço você. Ok? —
O garotinho assentiu. O herói estendeu sua mão e o garoto olhou meio hesitante, o menino olhou de Rooster Bold para Caprikid, recebendo um aceno encorajador do herói, o menino deu um pequeno sorriso e voltou seu olhar pra Rooster Bold, colocando sua mão em cima da estendida do herói.
Rooster Bold estendeu a outra mão e tocou suavemente o nariz no menino, fazendo-o soltar uma pequena risada. Logo, os pés dele saíram devagar do chão, sua mão apertando o dedo de Caprikid.
Ele chegou um pouco mais acima da altura dos heróis, o rosto do garoto levemente aflito. Caprikid segurou a outra mão dele e arrumou o aperto do menino da outra mão.
Aos poucos ganhando confiança, a expressão aflita se tornou de divertimento. E com Caprikid ajudando-o a fazer algumas pequenas manobras, que resultou em risadas no garotinho.
O horário deles chegou, os dois se despedindo das crianças e dos cuidadores e enfermeiras. Os dois se juntando à Polymouse, para os três irem em direção a Torre Eiffel.
O dia foi bem divertido, e eles tem certeza que a semana toda, aquelas crianças estarão contando o que aconteceu para todos que eles conhecem.
E é desconhecido de Caprikid, alguns olhares afetuosos direcionado a ele enquanto ajudava aquele garotinho.
