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Tópico de ideias, one-shots e desafios de escrita de Eter7615

Summary:

Aqui vou postar ideias de história, one-shots e outras coisas que eu pensar como desafios de escrita ou coisas que eu escrever por diversão.

O objetivo é descobrir se eu postar essas ideias elas param de me atormentar me distraindo das fanfics que eu estou postando e quero terminar mas fico parando para escrever essas novas ideias.

Todas as analises, comentários e opiniões são bem vindos.

Além disso futuramente vou postar uma versão em inglês desse tópico.

Chapter 1: Saga de uma NPC de Nazarick

Chapter Text

Essa é a minha primeira tentativa de escrever em terceira pessoa, peguem leve comigo e se alguém quiser dar dicas me conte.


Sinopse: Tanya renasce como uma NPC de Yggdrasil. Agora como Umbriel e irmã gêmea da Albedo e também uma Succubus. Inspirado na fanfic Tanya, O Mal Menor (Título pode mudar) (Link: Tanya, O Mal Menor (Título pode mudar) - Capítulo 1 - Kahnathara - Multifandom [Archive of Our Own])


Capítulo 1

 

Momonga se sentia perdido.

Já fazia meses desde a última vez que um membro da guilda havia entrado em YGGDRASIL. Sem contar o Herohero, que acabara de se desconectar, ele era o único que ainda aparecia regularmente.

Enquanto caminhava pelos corredores de Nazarick, decidiu realizar uma última inspeção antes do desligamento dos servidores.

“Sigam-me.”

A ordem saiu naturalmente enquanto passava por Sebas e pelas Plêiades em direção à Sala do Trono.

Como esperado por Momonga, duas figuras aguardavam diante do trono dourado.

À direita estava Albedo, Supervisora dos Guardiões. À esquerda encontrava-se Umbriel, a estrategista militar suprema de Nazarick.

Assim como a posição de Albedo, o cargo de Umbriel era, em grande parte, um elemento de roleplay criado pelos membros da guilda. Ainda assim, havia uma diferença importante.

Se a Albedo foi concebida para administrar Nazarick, Umbriel foi criada para defendê-la. As duas eram obras de Tabula Smaragdina, irmãs gêmeas ou pelo menos tão próximas de gêmeas quanto duas NPCs poderiam ser.

Elas compartilhavam os mesmos traços delicados como a beleza, proporções corporais, rosto e os traços demoníacos como os chifres e as asas saindo do quadril. Mas mesmo à primeira vista, nenhum observador poderia confundi-las.

Pois as semelhanças terminam aquí. Albedo possuía a beleza refinada de uma nobre angelical. Umbriel parecia uma tentação demoníaca materializada.

Umbriel goza de uma figura absurdamente lasciva e provocadora, que usava um vestido preto justo com uma fenda vertiginosa que subia até o quadril. 

Um decote mais que generoso que consiste em duas garras escuras estilizadas que emolduravam seus seios. Que até hoje Momonga quer saber como Tabula fez esse design passar despercebido pela censura do jogo. Provavelmente ajudou que nenhum dos membros tenha denunciado esse design.

Suas grandes asas negras de demônio, orelhas pontiagudas de elfo e imponentes chifres negros ramificados decorados com amuletos e apanhadores de sonhos que pendiam sobre seus longos cabelos loiro-platinados trançados. Ou seja, era exatamente o tipo de aparência que faria qualquer um assumir que ela era uma súcubo libertina.

O que tornava tudo ainda mais engraçado para os membros da guilda. Porque Umbriel era provavelmente a pessoa mais conservadora de toda Nazarick. Tabula havia criado as duas para funcionar como opostos tanto em aparência quanto personalidade.

No entanto, por trás daquela aparência escandalosamente sexual e pecaminosa, sua programação de personalidade descrevia uma estrategista militar fria, calculista, pragmática e rigidamente puritana por dentro. 

Ela foi feita para ser uma mulher que detesta qualquer frivolidade ou devassidão, focando-se estritamente na eficiência e na lógica.

Os membros da guilda adoravam a ironia. Albedo parecia uma santa e agia como uma devassa. Umbriel parecia uma devassa e agia como uma freira armada.

Em termos de combate, porém, ninguém ria. Umbriel era um NPC de nível 100 especializado em liderança, comando e invocação. Entre todos os guardiões, Umbriel talvez fosse a menos impressionante em um duelo individual. Mas uma guerra não era um duelo. 

Suas habilidades permitiam convocar legiões inteiras de demônios e monstros como tropas auxiliares, fortalecendo-os através de inúmeros buffs e passivas de comando enquanto os liderava. Em uma guerra prolongada, poucos NPCs de Nazarick seriam tão perigosos quanto ela.

Por esse motivo, Tabula e os demais membros da guilda haviam lhe confiado um papel único.

Umbriel era a comandante suprema dos protocolos defensivos de Nazarick. Caso invasores alcançassem os andares inferiores, ela assumiria o controle de todas as forças disponíveis.

Era a última muralha antes do Trono. A última chance de repelir uma invasão de chegar até aqui.

Claro, ele sabia que esse cargo era mais um elemento de roleplay do que qualquer outra coisa, mas a Umbriel tem potencial para virar o jogo em qualquer batalha se lhe fosse permitido tempo para fazer suas invocações e buffs em aliados e invocações.

 

Tanya Von Degurechaf ou Umbriel, como era chamada agora. Ela observava silenciosamente enquanto o overlord morto-vivo, conhecido como Momonga entrava na sala.

A situação continuava absurda. Ela estava presa dentro daquele corpo. Presa dentro daquela existência.

Memórias que não eram suas haviam sido despejadas em sua mente. Conhecimentos impossíveis. Sistemas mágicos desconhecidos. Estratégias militares envolvendo criaturas fantásticas.

E, acima de tudo, uma lealdade artificial. Ela conseguia senti-la. Como correntes invisíveis enroladas ao redor da alma. A antiga Tanya sentia vontade de rejeitar aquilo.

De lutar. De resistir.

Mas outra parte de si aceitava naturalmente a autoridade desses Supremos Seres que moldaram seu corpo atual. Mesmo que ela nunca o tenha visto ou se visto por completo.

Era irritante. Muito irritante. Ao menos havia um lado positivo. Desde sua chegada, não havia sinal do Ser X.

Por isso, ela ainda não havia decidido se considerava sua situação uma maldição ou uma bênção. Seus pensamentos foram interrompidos quando Momonga parou diante de Albedo.

Ela observou seu criador, ou algo próximo disso, checar a sua irmã através de uma tela flutuante. Ele então se aproximou dela e fez o mesmo. Ela não conseguia ler o que estava escrito na tela pois estava ao contrário. Uma sensação desagradável percorreu sua espinha.

Não sabia exatamente o que ele estava fazendo. Mas aquilo a lembrava demais da existência X a observando. Da sensação de que alguém planeja alterar a sua mente.

Seu rosto permaneceu impassível, por ser incapaz de o mover ou fazer expressões. Por dentro, entretanto, ela estava extremamente desconfortável.

Quando o mestre terminou rapidamente, se sentou em seu trono e permaneceu em silêncio enquanto observava as bandeiras com os brasões dos outros supremos. 

Ela analisou Sebas e as Plêiades, que entraram junto ao mestre Momonga. Estranho. Não conseguia se lembrar de uma única ocasião em que eles tivessem sido convocados para a Sala do Trono daquela forma.

Então veio a ordem. “Ajoelhem-se.”

Seu corpo se moveu para obedecer instantaneamente. Mas algo aconteceu. No instante em que se curvou, a pressão invisível desapareceu.

Os dedos se moveram. Por vontade própria. Ela piscou. Depois fechou a mão lentamente.

Uma. Duas vezes. Livre. Pela primeira vez desde que despertara naquele corpo, conseguia se mover sem receber uma ordem.

Instintivamente sua mão tocou um dos chifres negros que se projetavam de sua cabeça depois nas asas de morcego negras que saiam de seu quadril.

Ainda era estranho. Ela não sabia quanto tempo havia se passado e ela ainda não conseguia aceitar completamente que aquilo fazia parte dela.

Assim como tentou controlar sua reação ao ver pela primeira vez, as roupas que usava. Assim como o fato de elas não cobrem quase nada. Deixando seu peito quase exposto por só estar coberto por essas garras, assim como a fenda lateral enorme que mostrava até o quadril e deixava um lado de sua bunda descoberto.

Uma onda de emoções em rápida sucessão atravessaram sua mente. Alívio. Confusão. Esperança. Vergonha. Medo.

Sua atenção se voltou imediatamente para Momonga quando ele se levantou abruptamente do trono.

“O que está acontecendo aqui?!”

“O que houve, Lorde Momonga?” A voz de Albedo ecoou pela sala. Então é assim que sua voz soa… Umbriel permaneceu em silêncio. 

Pouco depois veio outra declaração.

Ele olhou para ela por alguns segundos claramente se perguntando se explica ou não seu grito anterior. “A função de chamada dos GMs não está funcionando.” 

Umbriel não fazia ideia do que era um GM. Mas a reação de Momonga indicava que aquilo era importante. Correção, muito importante pelo breve pânico dele.

Então Tanya ou Umbriel pensou ‘ainda estou realmente presa aqui?’ A pergunta surgiu imediatamente. Se ela estivesse livre para agir, talvez pudesse fugir, ir embora.

Talvez pudesse desaparecer. Mas valeria a pena?

Ela conhecia apenas duas certezas.

Primeira: Os seres supremos são seres absurdamente poderosos. Ela não quer ser perseguida por nenhum deles como uma desertora. Ela também não tem como saber se suas supostas irmãs estariam dispostas a vir junto a ela ou a ajudar.

Segunda: Nazarick era provavelmente o lugar mais seguro daquele momento. Especialmente contra entidades parecidas com o Ser X. Portanto, uma retirada precipitada seria estupidez. Algo que Tanya sempre desprezara.

“Sebas.”

“Como posso ajudar, lorde Momonga?”

“... saia da tumba e confirme os arredores de Nazarick.”

“Entendido lorde Momonga.” Sebas fez uma leve reverência, se virou e depois saiu imediatamente.

“O resto das Plêiades deve retornar aos seus postos e proteger contra possíveis intrusos.”

“Sim lorde Momonga.” Elas responderam em uníssono e saíram da sala.

Ele não disse nada em resposta, e ficou olhando para as portas da sala do trono. Acredito que esteja refletido sobre o que quer que tenha acabado de acontecer. Até ser interrompido. 

“Lorde Momonga, o que deseja que minha irmã e eu façamos?” Albedo quebrou o silêncio da sala.

‘Droga Albedo, não me inclua nos seus planos sem o meu consentimento.’ Umbriel pensou sobre a oferta de sua irmã.

“Albedo e Umbriel se aproximem.” 

Umbriel se levantou do lugar onde estava ajoelhada até agora, e andou até o trono, sem saber o que esperar.

“P-posso tocar em vocês?” 

‘Ele gaguejou? Espera, que tipo de pedido foi esse?’ pensou Umbriel sobre o pedido de seu mestre.

“Claro que pode nos tocar onde quiser, ó lorde supremo!”

Ela apenas segurou um suspiro e estendeu seu braço junto da irmã. Ele primeiro cutucou com seu dedo ossudo começando do antebraço, depois fechou a mão em torno dos antebraços delas e foi descendo até o seus pulsos.

Quando foi tocada, Umbriel sentiu como se uma onda de eletricidade passasse por seu corpo junto a um calor se acumulando em sua virilha. Ele se controlou para não mostrar nenhuma reação enquanto tentava entender como um simples toque causou isso. Ela também estava desconfiada de que Lorde Momonga usou algum tipo de magia.

Ela pôde ver que ele estava fazendo o mesmo com a Albedo, mas ela, por algum motivo decidiu não ocultar que estava tendo a mesma reação. Ela estava ofegante, com o rosto corado e claramente mal se segurando para não mexer muito o corpo enquanto bate levemente as asas e move os quadris.

Ela segurou um pequeno grito quando o lorde Momonga segurou o pulso dela. Eu apenas observei tudo em silêncio, estranhando a reação dela.

“Você está bem, Albedo?”

“Eu não poderia estar melhor meu Lorde.” Ela falou isso com um sorriso enorme ainda corada.

Umbriel e Momonga olharam desconfortáveis para Albedo enquanto ela se acalma, os dois surpresos com a reação da última.

“Umbriel…” A dona do nome olhou para seu líder quando foi chamada.

“Sim, milorde?”

“Posso… tocar o seu peito?”

Umbiel não esperava por esse pedido, por isso exitou em responder. 

“Sim Lorde Momonga.” Ela respondeu assim, mas por dentro ela rejeitava a ideia, mas não iria arriscar atrair para si a fúria de seu chefe sem estar preparada para lidar com ela e por desconhecer as motivações do soberano morto vivo. Ela realmente queria acreditar que esse ato tem uma motivação lógica não causado apenas por luxúria.

Quando o lorde estendeu a mão e tocou o seio direito de Umbriel. Ela sentiu novamente aquela eletricidade passando por seu corpo, dessa vez começando pelo peito e indo até a virilha e numa intensidade muito maior do que antes. Umbriel podia sentir o calor se acumulando e uma certa umidade em sua calcinha.

“Irmã, eu estou com tanta inveja de você.” Umbriel ignorou sua irmã não dignando sua fala com uma resposta.

Umbriel se esforçou ao máximo para não demonstrar o que sentia, embora sua respiração tenha se tornado um tanto mais pesada. Mas ela conseguiu se impedir de gemer e mover seu quadril e asas diferente de sua irmã.

“L-lorde Momonga.” Ela chamou seu chefe na esperança que isso o parasse antes dela atingir seu limite.

“Ah, desculpe Umbriel.” Felizmente ele parou antes que ela fizesse algo do qual poderia se arrepender.

“Lorde Momonga, eu sei que isso pode ser vergonhoso, mas posso pedir que me toque da mesma forma que tocou minha irmã?”

Então Momonga voltou sua atenção para ela. 

“...”

“...”

“...”

“Umbriel e Albedo, eu quero que vocês duas organizem uma reunião com todos os guardiões de andar, exceto pelos guardiões do quarto e oitavo andar de Nazarick. na arena do quinto andar em… uma hora.”

Elas responderam imediatamente. “Entendido, Lorde Momonga.”

Umbriel decidiu que, pelo menos por enquanto, observar era a melhor opção. Reunir informações. Avaliar riscos. E somente então decidir seus próximos passos. Como qualquer pessoa lógica e racional faria.

Enquanto saia da sala seguindo sua irmã, ela não pôde deixar de pensar. O vestido continuava tão absurdo quanto na primeira vez que o viu agora a pouco.

Ainda lhe parecia ridículo que aquela peça de roupa fornecesse mais proteção que uma armadura completa.



“Ah…” Momonga soltou um longo suspiro.

‘Não acredito que eu praticamente apalpei a Umbriel…’ Ele levou as mãos ao rosto esquelético.

E bem na frente da irmã dela. A imagem de Albedo observando toda a cena voltou imediatamente à sua mente. Assim como suas palavras e seu pedido.

De todas as pessoas em Nazarick…

A puritana fanática criada por Tabula provavelmente era a pior escolha possível. Pelo menos ela não comentou nada… Se tivesse comentado, ele tinha certeza de que morreria de vergonha.

Ou morreria de verdade se ela começasse um sermão sobre decoro, assédio e disciplina. Afinal, isso parece ser exatamente o tipo de coisa que Umbriel faria.



Notas finais: 

A aparência da Tanya nessa fanfic foi inspirada na imagem acima. Para aqueles que não puderem ver a imagem por qualquer motivo eu estou me baseando numa imgem da personagem Owari do jogo Azur Lane em sua skin de Halloween em que ela usa o vestido descrito.