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better luck next time

Summary:

it all started with an innocent question. or at least, that’s what clark thought.

smallville clois week 2026: day 1 (s4)

Notes:

hi everyone

this is part of my contribution to SVCloisWeek 2026

although short, i enjoyed writing this piece, and it helped me shake off the writer's block i’d been stuck in for months

the original language is brazilian portuguese, a way to represent my country and all the wonderful people i’ve met in the fandom over the years

good reading, and i’ll see you in the final notes <3

(See the end of the work for more notes.)

Work Text:

Tudo começou com uma pergunta inocente. Ou era isso que Clark pensava.

Smallville High estava banhada pelas luzes do entardecer quando o time se reuniu no vestiário masculino após os treinos intensos. Clark percebeu que nenhuma de suas habilidades eram necessárias para saber que metade dos jovens estava amaldiçoando mentalmente o treinador Teague.

Ele franziu o nariz com o fedor de suor misturado com desodorante barato, mas não deixou de rir enquanto balançava a cabeça ao ver um dos garotos quase passar mal ao cheirar a própria camisa.

Aqueles pequenos momentos eram tão naturais e rotineiros que, por um momento, Clark se sentia de fato como um deles: somente um jovem com dilemas clássicos do ensino médio.

A sensação, no entanto, não durava muito.

Ele ainda tinha impasses adolescentes, mas a bagagem em suas costas contava com alguns pacotes extras.

Clark prometeu a si mesmo que os momentos onde se dissociava da realidade eram reservados exclusivamente ao celeiro, um lugar familiar e seu porto seguro. Então, ele se concentrou apenas em remover a roupa do treino e entrar debaixo do chuveiro assim como os outros.

Ele respirou fundo, aproveitando os longos minutos de relaxamento enquanto a água morna limpava a sujeira em sua pele e aliviava a tensão em suas costas.

— Ei, Kent... — Clark escutou uma voz ao seu lado.

Virando a cabeça, ele encarou os três pares de olhos que o fitavam de volta em expectativa. Charlie, Nick e Chris eram seus colegas de time e eram um trio que Lois caracterizava como o clássico estereótipo atleta do ensino médio.

Ele franziu a testa com o último pensamento. Estava passando tempo demais com Lois para chegar ao nível de escutar a voz dela em sua cabeça tal como um grilo falante.

— Oi — a resposta dele saiu mais seca do que gostaria.

Nick deu um passo a frente, esfregando as mãos em sinal de nervosismo.

— Sabe, Kent… aquela garota que anda com você, a loirinha... — ele coçou a cabeça, esperando uma reação de Clark.

— O que tem a Chloe? — ele balançou a cabeça em sinal de confusão.

Os três bufaram ao mesmo tempo com a resposta, um sinal claro de impaciência.

— Não é dela que estamos falando. — Nick revirou os olhos. — A outra loirinha, de cabelo longo, a que usa regata.

Lois.

Clark inspirou e soltou o ar mais de uma vez. Não era a primeira vez que escutava comentários sobre Lois e o comportamento irreverente dela na escola, sempre soltando seus comentários sórdidos e com um charme inegável para a confusão.

Mas ele também sabia que, por mais durona que fosse, Lois continuava sendo uma jovem atraente. Ele não sabia porque isso o incomodava tanto.

— Sai fora. — Clark rebateu, desligando a água do chuveiro e pegando uma toalha.

— Ah, qual foi, Kent? — Chris disparou. — Vocês estão juntos?

Clark piscou uma. Duas vezes.

— Eu e a Lois? — ele quis esboçar uma risada, mas a única coisa que saiu foi uma pergunta frustrada.

Não era novidade que algumas pessoas presumissem um relacionamento entre ele e Lois Lane. Sim, eles passavam muito tempo juntos, mas porque ela estava morando em sua casa. Clark recordava com clareza que foi ele que ofereceu para que a prima de Chloe ficasse na fazenda.

Mas ela não tinha para onde ir e, no fundo, Clark sabia que sua índole não era má ou perversa.

— Claro — foi a primeira vez que Charlie falou. — Vocês sempre estão cochichando por aí.

Porque ela não fica confortável com silêncios desconfortáveis.

— Isso não significa nada. — Clark não olhou para trás quando passou reto pelo trio e se dirigiu até o armário.

— Então são só amigos? — Nick questionou com uma animação clara na voz.

Clark parou por um segundo.

Eles eram amigos?

Ela era atrevida, linguaruda, respondona e, por muitas vezes, ignorante. Tudo relacionado a Lois Lane era capaz de tirar a paciência do homem mais são da face da Terra. Desde que chegou a Smallville, ela e Clark tiveram mais embates em uma semana do que muitos lutadores em longos anos de carreira.

Mas era nítido que ela também despertava um novo lado em Clark.

Ele não se considerava um piadista cínico, na verdade, nunca nem se dera ao trabalho de bancar o papel de provocador por livre e espontânea vontade. Boa parte de suas frases repentinas vinha do puro reflexo em meio a uma frase completamente idiota ou fora da curva. Ele se arrependia logo depois, mas apenas algumas vezes.

Com Lois, o arrependimento nunca foi nem mesmo uma opção.

Porque ela não se desculpava. Lois questionava, tentava contra-argumentar, se irritava e, nos dias mais pacientes, se retirava antes de soltar um palavrão. Mas ela também não o julgava — não completamente — e não ficava chateada com as respostas afiadas dele.

Em alguns casos ela parecia até orgulhosa.

— Quase isso — foi a única coisa que ele conseguiu elaborar enquanto abria seu armário.

— Então não se importa de pedirmos o número dela a você? — Charlie se atreveu a perguntar.

Clark ergueu uma das sobrancelhas em incredulidade antes de soltar uma pequena gargalhada involuntária.

Coitados.

— Da Lois? — a risada continuou mas o trio não retribuiu o gesto. Ele parou e pigarreou quando tudo que teve em troca foi um silêncio desconfortável. — Por que não falam com ela pessoalmente?

Seria um eufemismo dizer que àquela altura o trio já estava impaciente com as respostas mornas de Clark.

— Porque ela dá um medo da porra em todo mundo — Chris respondeu dessa vez, se encostando no armário ao lado do de Clark. — Pelo telefone a vergonha é menor. Então, Kent, vai colaborar ou não?

Clark reprimiu a vontade de revirar os olhos com força. Toda aquela insistência estava começando a irritá-lo e ele não entendia o porquê.

Era só a Lois.

Lois, que acabava com a água quente do chuveiro, queimava o bacon, falava demais e que passava de todas as fases no Super Mario World com uma facilidade absurda.

— Se Lois assusta tanto, por que querem o número dela? — Clark indagou de maneira genuína. — Querem levar um fora por ligação?

Até ali, Clark se esforçou para manter a conversa descontraída. Afinal, era aquilo que jovens da idade dele faziam. Eles brincavam, reclamavam de alguma aula ou exercício, falavam sobre garotas bonitas e se divertiam na maior parte do tempo.

A tentativa morreu quando Chris abriu a boca novamente.

— Tá maluco? — agora era ele que soltava uma risadinha. — Já reparou no tamanho daquele decote? Estranho seria não tentar nenhuma das opções...

Clark Kent não se considerava muito impulsivo. Na verdade, as vezes que se atreveu a ser imprudente lhe trouxeram mais dores de cabeça do que resoluções concretas.

Mas, naquele momento, nada mais passou pela sua cabeça quando fechou a porta do armário com mais força do que gostaria.

 

*

 

— Soube que teve uma confusão hoje no vestiário masculino — a voz de Lois soou despretensiosa enquanto ela batucava os dedos no volante.

Clark, que olhava distraído para a paisagem através da janela do carro, apenas bufou e afundou ainda mais no banco do carona.

— Sério? Deve ter sido tenso... — ele comentou baixo.

Ele sabia que Lois estava virando a cabeça lentamente para encará-lo, as mãos dela ainda no volante e mantendo o carro no limite da velocidade permitida.

— Smallville, você mente muito mal — disse ela.

Clark respirou fundo mais uma vez lembrando do ocorrido.

O barulho da porta fechando foi o suficiente para Chris pular assustado antes que Clark o pressionasse contra os armários, fazendo de tudo para conter sua força bruta.

Ele enxergou a surpresa nos olhos do colega de time e também sentiu quando os outros dois tentaram afastar ele de cima do amigo, o que foi em vão.

Chris tentou se desculpar, soltando até um palavrão. Clark o pressionou com ainda mais força contra a superfície metálica. A única coisa que lembrava era que, no momento seguinte, o treinador Jason Teague já estava afastando ele do outro adolescente.

O que se seguiu a partir foi uma dispersão de alunos murmurando e saindo do vestiário. Clark permaneceu ali, assim como o treinador e Chris.

— Quem se explica primeiro? — ele alternou o olhar entre os dois alunos.

Clark, que já estava vestido e com a cara fechada, tomou a iniciativa.

— Chris fez um comentário de péssimo tom sobre uma amiga minha — ele fez uma pausa e olhou para o lado. — E eu não gostei.

— E eu já pedi desculpas — Chris rebateu de imediato.

— Não é a mim que você tem que pedir desculpas — Clark revidou sem hesitar.

Antes que uma pequena discussão se iniciasse, Jason interviu mais uma vez.

— Olha, eu não sei o que deu em vocês, mas vocês já são grandinhos o suficiente para entender como a vida funciona, não é? — ele encarou os dois. — Não é de hoje que recebo reclamações sobre seus comentários sem noção, Chris. Se não quer perder sua bolsa, sugiro que pare imediatamente, entendido?

Chris ficou pálido e se mexeu desconfortável no banco, mas assentiu, tombando a cabeça e murmurando um “entendido” baixo.

Jason então olhou para Clark.

— E você… — ele franziu a testa. — Kent, sabe que é melhor do que isso, não sabe? Pelo que me relataram, você sempre foi bastante pacífico. Entendo que estava defendendo a honra da sua amiga, mas vamos tentar ao menos manter a calma e conviver em harmonia, ok?

Ele lembrava de ter concordado com o treinador e levantado logo em seguida, se despedido e não olhando para trás em momento algum.

Tudo escalou muito rápido. Em um minuto estava tomando banho, perdido em pensamentos, no outro se encontrava soltando fumaça pelas orelhas graças a um palerma.

Ele passou o resto da tarde de cara fechada, emburrado e com uma expressão tensa.

A voz de Lois o trouxe de volta para o presente.

— Quer falar sobre o que aconteceu? — o tom que ela adotou era raro, mais calmo e pacífico.

Eles passavam tanto tempo provocando um ao outro que Clark sempre esquecia o quanto a voz dela era bonita. Irritante na maioria das vezes, mas, ainda assim, bonita. As duas coisas podiam coexistir.

Clark negou com a cabeça em resposta.

— Já foi resolvido. Nada demais. — ele aproveitou o vento em seu rosto e fechou os olhos, aproveitando os raios solares alaranjados que adornavam o céu.

Lois não perguntou mais nada, o que ele agradeceu internamente. Seus ouvidos captaram quando os dedos dela apertaram alguns botões no painel de rádio, procurando alguma estação com sinal.

Ele riu de leve quando escutou os primeiros acordes de “Hysteria” do Def Leppard e Lois soltou um barulhinho de aprovação.

— Essa música é do caralho — disparou ela.

— Olha a boca — ele murmurou, mas não havia irritação ali. Só queria provocá-la para não perder o costume.

Lois estalou a língua e aumentou a música.

— Só tem nós dois aqui, fazendeiro. — Ele não precisava abrir os olhos para saber que ela estava sorrindo e balançando a cabeça no ritmo da música.

Out of touch, out of reach, yeah…

Ele cantarolou a letra em sua cabeça, ainda apreciando o cheiro característico de grama, terra e ar limpo.

— You could try to get closer to me — ao contrário dele, Lois cantava a plenos pulmões, balançando a cabeça e agarrando o antebraço dele com uma das mãos.

Clark abriu os olhos e bufou uma risada, mas não recuou sob o toque dela. Lois era atrevida, linguaruda, respondona e, por muitas vezes, ignorante, mas também tinha um gosto musical excelente e isso ninguém podia negar.

Ela ergueu uma das sobrancelhas e acenou a cabeça para ele em incentivo quando a parte do refrão se aproximava, largando o braço dele e fingindo que a própria mão era um microfone, o que o fez gargalhar no meio da letra.

Durante aqueles minutos envolvidos pela música, Clark esqueceu o incidente de mais cedo e se permitiu cantar Def Leppard ao lado de Lois Lane. Ele nunca admitiria em voz alta, mas aquilo foi mais legal do que ele esperava.

Ou não.

Na verdade, ele nunca sabia o que esperar dela. Como alguém que morava em Smallville desde a infância e com seu histórico de bizarrices, Clark ainda ficava surpreso com muitas coisas, e Lois fazia parte daquele conjunto.

Quando terminaram de cantar, ambos se encontravam em um silêncio raro e confortável que durou o resto da viagem para casa.

Clark sentiu seu coração aquecer quando reconheceu a característica casa de fazenda amarela, o cheiro das flores e do feno. Mesmo vivendo ali desde criança, uma parte dele nunca se acostumaria totalmente com a beleza daquele lugar.

Ele já sentia o aroma do tradicional frango com batatas da mãe e removeu o cinto quando o carro parou em frente a casa. Seu corpo não conseguiu conter a animação quando colocou a mochila no ombro e pousou a mão na trava da porta do SUV.

O sorriso, que nem sabia estar em seus lábios, morreu quando notou que a porta não abriu. Ele forçou uma, duas vezes e ergueu uma das sobrancelhas quando sentiu um olhar característico em sua nuca.

Virando o rosto devagar, ele encontrou o olhar de Lois e a expressão de desafio no rosto dela.

É claro.

— Chris Miller falou comigo hoje — disse ela. — Ele veio com um papo esquisito sobre pedir desculpas, não saber que nós dois éramos tão próximos e blá, blá, blá. — Lois gesticulou em um claro sinal de impaciência.

Estava bom demais para ser verdade.

Clark queria esquecer aquela tarde. Queria esquecer que não podia controlar os pensamentos dos outros e, por consequência, o que pensavam sobre Lois. Claro, ela era linda e foi mais do que comprovado que chamava a atenção, mas era inevitável para Clark não ficar chateado.

Lois era mais do que apenas um rosto bonito. Muito mais.

Ele se preparou para ouvir o típico discurso que já fazia parte de seu cotidiano, não só em relação a ela, mas a todos ao seu redor. Clark conseguia repetir tudo de cor antes mesmo dela abrir a boca.

Por que fez isso? Não preciso da sua ajuda! Eu poderia resolver sozinha (o)! Por que não pode confiar nas pessoas? Está pegando muito pesado! Além disso, com que direito você acha que pode…

— Obrigada — a voz de Lois o trouxe de volta para a realidade.

O que?

— Que? — ele piscou surpreso.

Lois revirou os olhos, mas o semblante dela não apresentava irritação. Ela se encostou no banco do motorista e voltou a gesticular.

— Sabe o Mark, aquele que fuma atrás da arquibancada? — ela esperou exatamente três segundos para que Clark acenasse com a cabeça confirmando. — Então, eu descobri o que “trio padrão do ensino médio” fez com você mas notei que ele tava me escondendo algo, aí eu joguei o cigarro dele na lama e foi assim que eu soube o que Chris disse pra você.

Ela não tinha superpoderes, porém Clark ficou surpreso quando ela disparou todas aquelas palavras sem uma única pausa para respirar.

— Olha, Lois, eu sinto muito por isso… — ele começou, tentando consolá-la, mas foi interrompido.

— Clark, eu cresci em bases militares — ela disparou como se fosse o óbvio. — Desde que atingi a puberdade eu escuto comentários sobre a minha aparência e o meu corpo, isso não é novo. Eu já conheci idiotas como Chris antes e superei, eu acho. — Lois fez uma pausa. — É uma merda, eu sei, mas uma parte de mim aprendeu a ignorar. Não é o certo, mas acho que é um consolo saber que babacas assim não duram muito tempo quando não passam no antidoping.

O relato dela era tão real que o estômago dele quase despencou, mas Clark quase riu involuntariamente com a última fala.

Lois tinha esse talento em seu arsenal. Ela não costumava se abrir daquela forma e ele aproveitava os raros momentos em que ela se permitia desabafar, mas sempre havia um toque de humor nas falas dela que, no fundo, Clark sabia que eram feitas para aliviar a tensão.

— Você disse que ele foi te pedir desculpas — comentou ele.

Lois concordou com um aceno.

— Eu estava saindo do clube de xadrez quando escutei aquela voz irritante — ela revirou os olhos. — Não é preciso dizer que eu já sabia de tudo e meu ânimo não era dos melhores.

Clark conseguia imaginar a cena. Lois, sempre andando apressada para nada em particular e parando de supetão ao ouvir alguém chamá-la. Ele visualizou a expressão de impaciência e cansaço no rosto dela e Chris desconfortável com a postura dela.

Bem feito.

— Ele gaguejou o tempo todo. Coçou a cabeça, disse que não sabia como começar e eu mandei ele desembuchar logo porque estava com pressa — ela franziu o cenho em sinal de deboche para Clark. — Logo em seguida ele me contou o que fez com você e o que disse sobre mim, acho que o idiota estava prestes a desmaiar.

Clark apoiou o queixo em uma das mãos e esperou a resolução.

— Bom, ele se desculpou e disse que nunca mais falaria essas coisas sobre ninguém e que não ia mais te encher. Por fim, acabei aceitando — Lois fez uma pausa e Clark jurou que ela tinha finalizado a história. — Mas aí ele pediu meu número. Que tipo de imbecil faz uma coisa dessas? — ela balançou a cabeça em sinal de descrença.

— E… — Clark a incentivou a continuar, sentindo-se como uma velhinha fofoqueira.

— Acho que seus ouvidos de bom moço não estão preparados pra o dicionário de palavrões que eu criei — Lois deu de ombros. — Mas acredito que foi o suficiente para me deixarem em paz por um bom tempo. — Ela apertou os lábios em uma careta, evidenciando as bochechas rosadas. — O ponto que eu quero chegar é: obrigada. Sei que temos nossas diferenças mas muitos caras não costumam reagir dessa forma quando falam de outras mulheres, seus pais te criaram muito bem.

Ele quis responder, quis explicar que aquilo era o mínimo e que ele respeitava todas as suas amigas porque era o certo, que ela merecia ser reconhecida por quem era e não por uma imagem. Porém, Lois cortou a linha de raciocínio dele mais uma vez.

— Tô com fome, o que será que sua mãe fez pra jantar? — ela balançou a cabeça e destravou as portas do carro, pegando a própria bolsa e descendo do veículo.

Ela não deu a oportunidade de Clark responder, mas ele já estava acostumado. Ele riu sozinho ao acompanhá-la até a casa e fechou a porta que ela deixou aberta.

Lois era mais do que um rosto bonito.

Ela era um enigma. E se algum otário não conseguia compreender algo tão magnético, então não merecia o tempo dela.

Clark pensou nisso durante o jantar e depois, quando ambos estavam lavando a louça e Lois cantarolava mais uma faixa do Def Leppard.

Ele se deixou levar por ela e a acompanhou na cantoria. Só mais uma vez.

Notes:

well, it’s been a while since i last wrote, so i’ll start by apologizing if i’m a bit rusty

it’s been a tough times in terms of creativity, however, i saw this week as an opportunity to exercise my writing and show my affection for this duo i appreciate so much

thank you to everyone who read this far, and have a great week <3