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Language:
Português brasileiro
Stats:
Published:
2026-03-22
Updated:
2026-04-06
Words:
8,954
Chapters:
2/?
Comments:
14
Kudos:
8
Hits:
139

Um Pássaro tem Asas, uma Aranha tem Teias

Chapter 2: Você é Homem o Suficiente para Tomar a Culpa?

Summary:

Contagem de Palavras do Capítulo: 5213

Notes:

Heyy
Aqui está mais um capítulo pra vocês!

Como é que as pessoas escrevem coisas inofensivas e completamente irrelevantes? Eu estava a isso aqui🤏 de bater a cabeça na mesa de tão entediada que estava e sem saber o que escrever 😭😭
Enfim, espero que gostem deste capítulo e boa leitura!

(See the end of the chapter for more notes.)

Chapter Text

Peter acorda num pulo, ele acabou de ter um pesadelo do qual nem sequer se lembra. ‘Não que eu quisesse lembrar, de qualquer forma’ Peter respira fundo enquanto observa o ambiente ao seu redor.

“Um hospital…?” Gotham, seu sentido aranha, seu hotel, um incêndio e– “May…!”

Ele olha para a cama e lá está ela. Inconsciente, mas viva. Peter solta um suspiro que nem sequer sabia que estava prendendo.

‘Espera um pouco’

Peter tem 100% de certeza que ele adormeceu na cadeira ao lado de May com sua cabeça na cama, agora, ele está no pequeno sofá que o quarto tem… Naquele momento a porta do quarto abre para revelar o Happy.

“Garoto. Você acordou” Diz ele. Happy estava carregando dois copos do que ele pode identificar como café e chocolate quente (O qual Peter assume que seja para ele. Aranhas e cafeína não combinam, ele descobriu isso da maneira difícil) e o que Peter chuta que seja uma sacola com comida.

“Como você está se sentindo…?”

“Eh, já estive melhor…” ele dá ao homem o que ele consegue de um sorriso tranquilizador, ele provavelmente parece mais com uma careta, mas Peter está muito cansado para ligar.

Happy suspira e entrega para Peter um dos copos e, sim, chocolate quente. Seus sentidos nunca o deixam na mão, de qualquer forma ele faz isso sozinho ignorando eles. “Tem comida na sacola também, se você quiser.” Ele coloca a sacola no sofá.

“Muito obrigado, Happy… Pela– Pela comida. E por ter vindo” Peter diz, suavemente.

Happy lhe dá um leve sorriso e acena com a cabeça “Sempre que precisar, garoto.”

Ele se senta na cadeira ao lado de May e olha para ela por um momento, uma expressão de tristeza cruzando seu rosto, antes de suspirar e olhar para o Peter. “Vou ficar por duas semanas aqui com você, depois tenho que voltar para Nova York, desculpe.” Ele aperta a ponte de seu nariz “Tony está vendo o que ele pode fazer para trazer vocês dois de volta para Nova York, mas–” “A May não está em condições para viajar. Sim, eu sei. E, se houver a menor chance de acabar piorando seu estado, eu não quero arriscar.” Peter afirma defensivamente.

“Eu sei, Peter… Nós não estávamos planejando isso.”

“Me– Me desculpe… Eu não quis ser rude…”

“Não se preocupe, garoto… Você está estressado. Sua tia está num hospital em um estado grave. Você não precisa ser forte o tempo todo, sabia…” Happy diz suavemente.

Ele sabe que está estressado, mas ele é o Homem-Aranha, pelo amor de Deus! Ele deveria ser forte e ele está em situações estressantes o tempo todo!

‘mas você não deveria estar nelas em primeiro lugar. Você deveria ser o protegido não o protetor’ Uma vozinha que soa suspeitosamente como o Matt sussurra em sua mente. ‘Tanto faz, ele tem o poder para proteger, então ele deveria fazer isso.’

“De qualquer forma, eu não deveria ser rude com você… Você está aqui, me ajudando, nos ajudando, é mais do que poderia pedir.” Happy suspira “Ok, garoto. Nós também precisamos discutir sua situação.” Peter inclina sua cabeça, questionando-o.

“Conselho Tutelar.” merda. Seus olhos se arregalaram em compreensão.

Ele não tem nenhum guardião legal que esteja em condições de cuidar dele  “Merda.” O homem nem tenta corrigir sua linguagem. “Sim… Enquanto eu esteja aqui, eu não acho que eles vão te incomodar. Mas, se May não ficar bem o suficiente para que levemos vocês de volta a Nova York…” Ele diz, com a voz sumindo.

“Então você vai ter que voltar e eu estarei sozinho…” Peter completa.

O sistema de adoção em geral já é ruim. O sistema de adoção em Gotham, no entanto, deve ser o inferno na Terra. “Droga… Então, você está me dizendo que, ou a May melhora, ou eu vou acabar no Sistema de Adoção de Gotham?”  Happy suspira novamente (Isso está se tornando um hábito bem comum hoje, né?) e esfrega a testa.

“Se chegar a isso, Tony está tentado entrar em contato com algumas pessoas que ele conhece para garantir que você fique em uma família boa… Honestamente, se ele conseguisse fazer isso rápido o suficiente, ele tentaria conseguir guarda temporária sobre você, mas, de novo, nós teríamos que ou deixar May aqui, ou levar ela de volta para Nova York. Se isso fosse rápido o suficiente…” Ele murmurou a última parte.

“Ok então… Nós esperamos duas semanas e, se a May estiver bem o suficiente, nós vamos levá-la de volta para Nova York–" "depois de toda aquela maldita papelada…” Happy bufa. “–E, caso ela não melhore…” Peter não é um grande fã da ideia de que May não vai ficar melhor, mas ainda é uma opção. “Então o Sr. Stark vai usar alguns… contatos dele para que eu não seja mandado para uma ‘casa ruim’. Tudo isso enquanto ele tenta conseguir guarda temporária sobre mim…?”

“Essencialmente, sim. É claro que não é tão fácil, mas é basicamente isso.” Ok… Peter está oficialmente perplexo pelo que sua vida se tornou. A esse ponto o Universo deve estar dando risada dele, porque, meu Deus, o que é a vida dele?  Primeiro, o hotel que ele estava ficando, supostamente em uma das regiões mais seguras de Gotham (Aquela área não era atacada faz dois anos), foi atacado quando ele tinha acabado de sair de lá. Se fosse só isso, você poderia o chamar de sortudo (Mais ou menos, já que ele foi atacado em primeiro lugar), mas, é claro, a vida não pode ser fácil para ele, May estava dentro do hotel E ficou ferida durante o ataque, num ponto de ser arriscado voltar para NY. TUDO ISSO no primeiro dia que eles estavam em Gotham… Agora, ele precisa se preocupar em ficar no sistema de adoção de Gotham por Deus sabe quanto tempo. Toda essa merda sem considerar suas responsabilidades como Homem-Aranha– Não, nuh uh, guarde essa informação para um surto posterior, agora ele tem coisas suficientes para se preocupar.

Yep,  o Universo está morrendo de rir de sua miséria. Ele tem certeza disso. E ele está, de fato, tentado a rir com ele. Melhor do que chorar, ele acha.

Peter respira fundo para não ceder à vontade de rir (Ele prefere não parecer louco, muito obrigado) e toma um gole de seu (Agora apenas morno) chocolate quente.

“Com licença” Os dois se viram para a porta quando uma nova voz surge. “O horário de visitas termina em 5 minutos.”

“Ah! Obrigado por nos avisar! Já vamos embora.” Peter dá um pequeno sorriso para a enfermeira.

Happy se levanta de seu lugar ao lado de May e caminha até a porta. “Vamos, garoto.” Peter suspira e também se levanta, levando a sacola de comida consigo. Ele vai até May e coloca sua mão sobre a dela “Tchau, May… Melhore logo… Vou voltar amanhã, prometo.” Então ele segue Happy até a porta e para fora do hospital.

“Tony nos colocou em um hotel na mesma área onde vocês estavam.” Diz Happy enquanto caminham até o carro dele.

O resto do caminho até o hotel foi silencioso e um pouco desconfortável, mas ambos estavam muito cansados para começar uma conversa.

O novo hotel era praticamente igual ao antigo, exceto que este tem um toque mais moderno (Provavelmente uma das razões pelas quais Tony o escolheu).

Quando chegaram ao quarto do hotel, Peter foi direto ao seu quarto. Ele suspirou, colocou sua câmera e celular na mesa de cabeceira e se jogou na cama. Ele teve a consciência de pelo menos tirar os sapatos antes de adormecer.

 

•–«🕸🕷🕸»–•

 

Peter acordou mais cansado do que antes de dormir. Ele não teve um pesadelo em si, mas o que aconteceu começou a afetá-lo. Ele está extremamente cansado mentalmente, e parece que isso afetou seu corpo, já que ele não consegue se ver levantando.

Ele consegue pegar seu celular para ver as horas. Ele faz uma careta pelo brilho da tela.

04:29

“Nem 5 horas de sono, huh” Ele coloca seu celular de volta aonde estava e suspira.

Ele sabe que não deveria ficar na cama o dia todo, além do fato de que, se estiver muito silencioso, sua mente vai querer ocupar espaço. E só Deus sabe o que ela pode inventar, seja o que for, definitivamente não vai ser bom para ele.

Olhando pela janela ele vê que o Sol ainda não nasceu. Talvez ele possa ver o nascer do sol? Ele sabe que não vai conseguir voltar a dormir, então vai ser ver o nascer do sol.

Ele pega seu celular, em caso de emergências, e sua câmera (O processe se ele estiver preocupado que algo possa acontecer com a câmera que pertencia ao Ben. Da última vez que ele saiu de um hotel, o hotel pegou fogo.), ele verifica se há pessoas que possam vê-lo e câmeras de segurança e então começa a escalar o hotel para chegar ao telhado.

Bom, você pode pensar que ele é estúpido por ir ver o nascer do sol em Gotham, o lugar que tem mais nuvens e poluição no ar do que pessoas. Mas, apesar de opiniões populares, o nascer do sol pode dar uma bela cor laranja aos céus de Gotham. Essa é provavelmente a maior quantidade de cor que a cidade vai ver no dia. É claro, isso não acontece todas as vezes, mas essa chance é uma desculpa suficiente para tirar ele da cama.

Só estar no telhado do hotel é suficiente para relaxá-lo um pouco, estar no alto lhe dá uma sensação de segurança e parece uma maneira de dar uma pausa em seus problemas. E o vento gelado serve como uma maneira de se manter com os pés no chão, caso ele esteja entrando numa espiral de pensamentos.

Ele se senta na beirada assim como da última vez enquanto observa o céu, esperando os primeiros sinais de cor aparecerem.

‘Ha… Gotham realmente se parece com Nova York…’ Claro, Nova York

Ele vai ficar em Gotham por sabe-se lá quanto tempo, quem vai proteger o Queens? Talvez ele possa pedir para o Matt cuidar do Queens por um pouco mais tempo enquanto ele estiver fora… E o Homem-Aranha precisa fazer algumas aparições. Se o Homem-Aranha não estiver em Nova York ao mesmo tempo que o Peter Parker sair de Nova York, as coisas começam a ficar um pouco suspeitas. Então, ele precisa, de alguma forma, voltar para NY alguns dias para que o Homem-Aranha não apenas ‘desapareça’.

“Meu Deus, isso é uma baita dor de cabeça…”

Pelo menos para essa semana tudo já está planejado, já que ele já sabia que ele não iria estar na cidade. Agora ele precisa estender seus planos indefinidamente e fazer aparições como o Homem-Aranha.

‘Toda essa dor de cabeça poderia ter sido evitada se você tivesse escutado seu Sentido-Aranha’ aquela vozinha sussurrou.

“Cale a boca.” Ele sibilou.

“Meu Deus, eu sou um idiota…” Peter colocou a cabeça em suas mãos.

É, talvez isso seja verdade. Se Peter tivesse dado ouvidos ao seu Sentido, talvez May estaria bem agora. Ele não estaria preso em Gotham, preocupado com sua vizinhança. Talvez eles poderiam estar em Metrópolis ao invés de Gotham. E pensar que por causa de um voto eles vieram para essa cidade– Um vento forte e frio interrompeu seu devaneio.

Peter olhou para cima e foi recebido por um lindo céu vermelho-alaranjado. “Wow…”

Ele permanece assim, apenas observando, até que os últimos vestígios de cor desapareçam, substituídos pelo cinza da cidade.

Peter suspira e olha as horas.

05:56 

‘Bem, acho que agora é uma hora mais razoável para estar acordado’ Ele se levanta e desce de volta para seu o quarto.

De volta ao quarto do hotel, Peter se senta na cama e começa a navegar pelas redes sociais quando se lembra da foto do horizonte de Gotham que tirou ontem. Depois de tudo que aconteceu, ele nem sequer pensou no motivo de terem vindo para cá em primeiro lugar. A fotografia sempre foi uma forma de se lembrar do tio Ben e era algo que ele adorava fazer, então ele decidiu mostrar ao mundo a bondade que seu tio Ben e sua tia May sempre o ensinaram a ver nas pessoas, que sempre existe alguém disposto a fazer algo bom. Até em lugares como Gotham. Especialmente em lugares como Gotham. Os vigilantes são provas disso. Eles são pessoas comuns que decidiram que Gotham vale a pena. Que treinaram e se fantasiaram pela cidade. Sim, três pessoas não parecem muito, mas isso não é ninguém. Há também os voluntários em abrigos, aquela médica que foi gentil com ele de sua própria maneira gothamita, os bombeiros que estavam tentando apagar o incêndio em seu hotel e muitos outros.

A questão é que a gentileza nem sempre se manifesta da mesma forma em todos os lugares. Em um lugar pode ser cuidar da própria vida ou não chamar o Conselho Tutelar para uma criança de rua, enquanto em outros pode ser ajudar alguém com as sacolas ou ajudar a consertar o carro de alguém que quebrou no trânsito.

Com sua inspiração recém-adquirida, Peter decide postar aquela foto em sua conta do Teias do Bem. Ele se pergunta quanto tempo vai demorar para alguém perceber que ele está em Gotham.

Peter escuta um barulho vindo do quarto do Happy. ‘Ele provavelmente está acordando.’ 

Ele se espreguiça um pouco e se levanta da cama, indo ao banheiro para se trocar e escovar os dentes. Peter pausa ‘Oh, bem…’ Pelo menos ele faria isso se suas coisas não tivessem pegado fogo.

“Caramba… Cara, que droga…” Pelo menos ele decidiu deixar seu traje de Homem-Aranha em casa, para que, caso algo acontecesse, ele não fosse exposto como o Aranha. Desta vez, isso o salvou de ser queimado e/ou encontrado por alguém.

Peter suspira (Uau, isso era contagioso) e vai ao banheiro para pelo menos tentar domar seu cabelo ‘ninho de pássaro’.

Com o cabelo agora menos rebelde, Peter vai para a pequena sala de estar que seu quarto de hotel tem e vê Happy lá, mexendo em seu celular.

“Um… Bom dia, Happy.” Diz ele.

Happy levanta os olhos do celular para cumprimentar Peter. “Bom dia, garoto. Não esperava que você estaria acordado tão cedo.” Peter dá de ombros.

“Acordei e não consegui voltar a dormir.” Ele explica.

“Então…” Peter começa “Minhas coisas foram moio que queimadas… Então eu preciso de um jeito de pegar algumas das minhas coisas no meu apartamento lá em Nova York–” “Não se preocupe com isso, garoto. O Tony já pensou nisso.” Os olhos de Peter se arregalaram de surpresa.

“Ele pensou…?” Ele consegue dizer.

“Sim. Nós podemos pedir que ele mande algumas de suas coisas para cá ou nós podemos só comprar elas aqui.”

“Ele– Ele não precisa fazer isso– Eu–”

“Peter. É, ele não precisa. Mas ele quer ajudar. Se ele não quisesse fazer isso, você acha que ele teria oferecido ou que eu estaria aqui?” Quando Peter continua quieto ele balança a cabeça e continua “Sim, isso mesmo. Ele não teria. E ele disse para te lembrar para não se preocupar com dinheiro, ele é um bilionário.”

“Okay… Eu… Eu preferiria pegar as coisas da minha casa…” Happy acena com a cabeça e volta para o celular.

Depois de alguns minutos ele coloca o celular no bolso e se vira para o Peter “Você quer ir pegar ou pedir o café da manhã?” Ele pergunta.

“Pedir. Não estou muito a fim de sair.” Especificamente porque ele está usando as mesmas roupas por algumas horas e potencialmente não está com uma aparência apresentável. Tudo que ele quer é tomar um banho relaxante e ver sua tia de novo. Isso é pedir muito? Aparentemente para o Universo é.

Após cerca de meia hora depois, o café da manhã deles chega. Era [Insira um café da manhã muito legal porque não sei o que estou fazendo].

O resto da manhã não teve nada de especial, eles passaram ela no quarto do hotel. Para o almoço, decidiram pedir comida novamente. Happy estava esperando que as coisas de Peter cheguem e Peter não estava com vontade de fazer mais nada, então ele não reclamou.

Duas horas depois, as suas coisas chegaram em algumas malas. Peter ficou um pouco chocado com a quantidade de coisas, mas então se lembrou que não tinha ideia de quanto tempo ficaria em Gotham. Além disso, dentro estavam seus sapatos, roupas, alguns produtos de higiene pessoal (Que ele tem quase certeza de que são novos, porque ele trouxe os seus para essa viagem. Então eles provavelmente queimaram) e outras coisas.

Ele pega suas coisas, coloca-as em seu quarto e começa a procurar nas bolsas por algo para ele vestir. Ele acaba escolhendo uma camiseta azul-escura simples e uma calça jeans preta larga. Ele vai pegar seu shampoo e condicionador quando ele vê um moletom temático do Homem-Aranha que Deadpool deu para ele como uma piada sobre seu traje quando ele saiu pela primeira vez como Homem-Aranha. ‘foda-se’ Ele pega o moletom e vai para o bnheiro para finalmente tomar seu longo e relaxante banho.

Agora finalmente com cabelo, corpo e roupas limpas, ele sai de seu quarto e encontra Happy novamente na mini sala de estar. “Ei, Happy, nós podemos visitar May no hospital?” Honestamente, Peter poderia ir sozinho. Mas o hotel que eles estão ficando fica meio longe do hospital. Além disso, ele não sabe por quanto tempo ele vai ficar com May. Então é melhor ir de carro e não se preocupar com a hora de voltar do que ir a pé e correr o risco de ser assaltado e ter que se preocupar em voltar à noite. E Happy provavelmente quer ver May e conversar com sua médica de qualquer forma.

“Claro. Vamos lá, garoto” Peter sorri para o homem antes de ambos saírem do quarto e do hotel.

O caminho até o hospital foi, novamente, quieto, mas dessa vez ele não foi constrangedor. Na realidade, foi um silêncio bastante confortável.

Quando chegaram ao hospital, eles foram até a ‘recepção’ e foram recebidos por um homem com aparência cansada.

“Olá. Como posso ajudá-los?” O homem diz com um sorriso cansado.

“Olá. Viemos ver Maybelle Parker.” O recepcionista acena com a cabeça e digita algo no computador. “Certo. Eu só preciso verificar seus documentos antes de deixá-los entrar.”

Happy murmura uma afirmação e pega sua identidade para mostrar ao homem. Peter faz o mesmo. “Tudo pronto.” O funcionário sorri para eles e entrega seus crachás de visitante.

“Obrigado” Peter dá um pequeno sorriso ao homem enquanto ele e Happy caminham até onde ficam os quartos dos pacientes. Eles param em frente da porta com ‘quarto 12’ escrito acima dela.

Peter abre a porta e eles dois entram no quarto.

“Hey, May” Peter se senta na cadeira ao lado de May. “Espero que você esteja se sentindo pelo menos um pouco melhor…” Ele dá a ela um pequeno e triste sorriso e olha para Happy, encontrando-o sentado no sofá que ele tinha dormido ontem olhando suavemente para ele e May.

Peter solta uma risada ao ver o homem geralmente estoico com tal expressão no rosto. Antes que ele possa dizer qualquer outra coisa, alguém bate na porta e a abre.

“Sr. Parker, Sr. Hogan.” Dra. Williams cumprimenta ao entrar para examinar a May. “Dra. Williams.” Happy cumprimenta-a com um aceno de cabeça na direção da médica.

“Oi, Dra. Williams”

Depois de examinar May, ela se direciona a eles. “A Sra. Parker está bem. Ela está se recuperando, mas ainda há chances dela piorar.”

Peter balança a cabeça e sorri para a médica, soltando um suspiro que nem sabia que havia segurado. May está se recuperando, ela está melhorando.

“Isso– Isso é ótimo!” Talvez dessa vez a Sorte de Parker não vai ferrar com tudo, ele espera.

“Você, um, tem alguma ideia se ela vai poder acordar logo…?” Peter pergunta, esperançosamente, mordendo seu lábio.

“Não… Ainda não.” Dra. Williams suspira. “É muito cedo para dizer. Como eu já mencionei, ainda existe a chance de ela piorar.” Ele se desanima um pouco, mas acena com a cabeça e dá um sorriso para ela de qualquer forma. “Ok. Muito obrigado, Dra. Williams.” Ela o dá um pequeno sorriso e começa a conversa com Happy por alguns minutos antes de sair do quarto.

Peter se vira novamente para May. “Você ouviu isso? Você está melhorando. Talvez nós poderemos voltar para Nova York logo, quem sabe.” Ele sorri e segura as mãos dela nas dele.

Peter conversa com May por um tempo, Happy dizendo algo de vez em quando. Quando chega a hora de irem embora, Peter suspira e aperta um pouco a mão de May.

“Tchau, May. Eu te amo! Melhore logo… Eu vou voltar amanhã de novo!!" Ele dá para ela um sorriso e um aceno antes de sair com o Happy.

 

•–«🕸🕷🕸»–•

 

Peter estava se sentindo bem melhor do que quando ele tinha acordado. Ele ainda está cansado? Sim. Ele ainda está estressado? Com certeza. MAS, ele ainda está se sentindo melhor do que antes. Talvez seja por conta da visita que fez a May. Ou o fato de que ela está melhorando. De qualquer forma, alguma coisa estava fadada a acontecer para estragar seu humor. E essa ‘coisa’ foi um lembrete da situação de seu alter ego.

E o fato de que ele não ter falado com ninguém desde que chegou em Gotham. Bem, ninguém exceto o Sr. Stark, mas ele estava estressado e a única coisa racional que seu cérebro pensou foi de ligar para alguém e esse alguém acabou sendo ele. Então isso não conta.

Enfim, onde ele estava? Ah, sim, a situação de seu alter ego. Certo. Ele decidiu que a melhor coisa a fazer era não fugir de seus problemas, não importa o quão atraente isso possa ser. Sem fugir hoje, porque ele sabe que, se ele fizer isso, isso vai voltar contra ele depois. Peter do futuro já tem problemas suficientes. Não tem necessidade de adicionar mais à essa lista, obrigado.

Depois de decidir agir com responsabilidade pela primeira vez em sua vida, ele liga para o Matt (Como qualquer pessoa responsável faria) para tentar fazer um plano de ação.

“Peter? Está tudo bem?” Peter realmente escutou muito isso nesses últimos dias, heim?

“Porque toda vez que eu ligo pra alguém essa pessoa me pergunta isso…?” Peter murmura.

“Talvez seja porque você nunca liga para ninguém ao menos que seja uma emergência, garoto…” ‘Huh, faz sentido’

“Huh… Não importa. Enfim, oi Matt, eu meio que preciso de sua ajuda com uma coisa…”

“Hm, o que aconteceu?”

“Não se preocupe, não é nada horrível”

“Peter. Vá direto ao ponto. Você está bem?”

“Ah! Na verdade não, mas, nessa economia, quem está, né?” Peter ouve um longo suspiro do outro lado do celular. “O negócio é, você lembra que eu tinha te pedido para cuidar do Queens porque eu estava indo numa viagenzinha essa semana? Certo, pergunta idiota. É claro que você se lembra. Enfim, essa viagem acabou se estendendo for sabe-se lá quanto tempo e eu preciso de um plano…”

“Explique. Por favor…”

“Uhh, então…” Peter respira fundo “Então, nós viemos para Gotham, por conta de coisas do TB, sabe?” Matt murmura um ‘continue’ “Então, à noite, eu saí do hotel que nós estamos para relaxar um pouco porque meu Sentido Aranha estava me deixando louco, agora eu sei o motivo, mas na hora eu não fazia a mínima ideia. Então–” Ele respira fundo novamente para conseguir explicar a próxima parte. “Então eu percebi que o hotel que nós estamos ficando estava pegando fogo. Eu– Eu não estava lá, mas a May… A May estava dentro dele e ficou ferida.”

“...”

“Agora ele está no hospital sem condições de voltar para NY por enquanto. A médica dela disse que ela está melhorando, mas eu não sei quando eu vou poder voltar… Happy está aqui comigo, mas ele vai voltar em duas semanas…”

“E, se não tiver ninguém com você, as chances de alguém chamar o Conselho Tutelar são grandes…”

“É, mas o Sr. Stark está cuidando dessa parte. Nós já discutimos o que fazer nesse caso… Não é a melhor opção, mas é o que nós conseguimos fazer…”

“Por mais que eu não goste muito do Stark, se você quiser eu posso trabalhar com ele para trazer vocês de volta para Nova York.”

“Você não precisa fazer isso, Matt! Eu já estou pedindo por ajuda com o Homem-Aranha e–”

“Peter, eu tenho certeza que alguém já te falou isso antes, mas, por mais que eu não precise, eu quero te ajudar. É claro, se você não quiser que eu o faça, eu não vou. Mas a oferta continua.” Peter fica quieto por um momento. Alguém já, de fato, disse isso para ele. Hoje, mesmo. Mas o Matt não precisa saber disso.

“Obrigado, Matt… Eu– Eu gostaria disso…” Não é que ele não confie no Sr. Stark, ele confia! Sério! É só que ele confia mais no Matt e ele sabe que o Matt não vai fazer nada sem o informar e ele consentir com isso.

“Não é nada, Pete. Vou dizer ao Stark que eu sou um amigo da família e que você pediu que eu ajudasse. Tudo bem por você?” Ele pergunta.

“Sim, tudo bem. Muito obrigado pela ajuda Matt…” Matt dá uma risadinha.

“Como eu já disse antes, sem problemas. Agora, para o nosso problema de aranhas…”

“Certo. Tá, pra essa semana tudo já está planejado, o problema é depois disso. O Homem-Aranha não pode só desaparecer, isso levantaria algumas perguntas e meus vilões podem querer causar problemas extras se eles perceberem isso.”

“Hm, Você está pensando em fazer aparições como o Aranha. Como você faria isso?”

“É com isso que preciso da sua ajuda. Eu estava pensando que você poderia, talvez, continuar a ficar de olho no Queens enquanto estou fora… Você está ok com isso…? Você não precisa, óbvio, eu posso pedir para outra pessoa se você não pode ou não quer fazer isso!”

“Eu posso, sim, não se preocupe. Agora, sobre suas aparições, você não pode só desaparecer daí por dias, isso pode nos causar problemas. Mas, o que você pode fazer é vir por períodos de tempo, e então voltar para Gotham. Isso vai ser cansativo, mas é uma solução.”

“Eu pensei nisso também. Ah, eu não deveria manter um padrão… Só pra ter certeza que ninguém tem 100% de certeza de quando estou patrulhando ou não. Ah, inclusive, se você achar que algo grande vai ou está acontecendo, algo que precise ou pode usar o Homem-Aranha, você pode me avisar?”

“É claro. É o seu território. Eu não vou fazer nada grande sem te informar antes.” Ele bufa.

“Obrigado… Ahh, mais uma coisa…” Peter diz, timidamente “O meu traje. Ele ainda está na minha casa. Eu o escondi bem, eu acho. Mas eu tenho medo que alguém possa encontrar ele enquanto estou fora… Você poderia–” “Pegar ele e mantê-lo comigo? Sim, eu posso.”

“Obrigado novamente, Matt! Sério”

“Não se preocupe com isso. Desculpe, garoto, eu preciso ir agora. Ah, e se vale de algo, sinto muito pela sua tia… Inclusive, eu sei que você está encontrando um jeito de se culpar. Então, contanto que você não foi quem colocou fogo no hotel, não foi culpa sua, e eu tenho certeza que sua tia pensa da mesma maneira. Cuide-se, Peter. Falo com você depois.”

“Tchau, Matt. Se cuide também…” Ele diz quietamente enquanto a ligação acaba.

‘Não é culpa dele’ Como que não foi culpa dele quando ele foi avisado do perigo mas decidiu fazê-lo mesmo assim? Peter hufa e se deita em sua cama, colocando seu braço em seu rosto.

Ele fez seu trabalho como uma pessoa responsável e resolveu seus problemas. Agora ele merece uma soneca, né? Ah… Como ele queria poder dormir para lidar com seus problemas…

Peter suspira. Talvez ele possa tirar uma soneca curta, daí depois sair para tentar encontrar os vigilantes dessa cidade, Batman e Robin, o motivo de ele estar aqui em primeiro lugar. Se ele acordar a tempo, depois ele pode os encontrar para tirar suas fotos. É, uma soneca soa bem…

————

Ele acorda até que pacificamente, sem pesadelos essa noite. Peter se senta na cama e se espreguiça um pouco antes de pegar seu celular para ver às horas.

23:20

Bem na hora! Peter dá um sorriso satisfeito e um aceno com a cabeça para si mesmo, então ele coloca seu celular de volta em seu lugar, se levanta, coloca roupas mais quentes (Que incluem seu moletom do Homem-Aranha. O processe, é confortável) e pega sua câmera e celular antes de sair pela janela para chegar nos telhados.

Ele provavelmente já disse isso antes e vai dizer novamente que correr e pular pelos telhados é estranhamente  relaxante para ele. Talvez seja a aranha dentro dele que gosta de estar no alto. Ou talvez seja o vigilante nele que tem os instintos de autopreservação de uma sacola de papel molhada. Ou é uma estranha mistura dos dois. Sim, provavelmente é uma estranha mistura dos dois. Ou isso é apenas o Peter sendo o Peter, mas eh, quem liga? Certamente não ele.

Enquanto ele tenta escutar por algo que pode sinalizar que os vigilantes podem estar ou estão perto, ele faz alguns truques enquanto corre e pula de telhado para telhado. Depois de alguns minutos correndo, ele escuta algo. Mais especificamente alguém. Dois corações batendo alguns telhados a sua frente. Peter para e, dessa vez mais sorrateiramente, pula para o próximo telhado para ter uma visão melhor de quem ele consegue, agora, identificar como Batman e Robin. Mas, antes que ele consiga chegar mais perto, ele percebe que ele não havia escutado outro coração batendo que estava num telhado próximo a onde eles estavam.

Peter olha na direção do som mencionado e vê uma criança que não poderia ter mais de 10 anos no telhado que ele teria pulado para, se não tivesse percebido a batida do coração, aparentemente também tirando fotos dos dois vigilantes.

‘Foda-se’ Ele pensa antes de silenciosamente pular para o telhado que a criança estava. Ele chegou um pouco mais perto que antes. Agora mais perto, ele consegue ver que a criança realmente estava tirando fotos dos vigilantes. Ele tinha um cabelo preto curto e estava vestindo um moletom azul-escuro e uma calça preta. Uma roupa bem similar com o que ele estava usando, inclusive. ‘Por acaso eu acidentalmente encontrei um mini eu ou algo do tipo?’ Ele mentalmente ri da ideia.

“Ei, garoto. Meio tarde para observar pássaros, né?” Peter diz, quietamente.

O garoto dá um pulo e se vira em surpresa. Parecendo com uma criança pega fazendo arte antes de semicerrar seus olhos.

“Como se você tivesse lugar de fala, ‘estranho pulando de telhados à meia-noite’. Quem é você?” Peter solta uma risada antes que consiga se parar.

“Touché…” Então ele dá à criança um sorriso.

“Peter. Também um observador de pássaros. Você?” Se o garoto der para ele o seu nome, Peter vai ficar preocupado com seus instintos de autopreservação como o hipócrita que ele é.

O garoto o olha com suspeita antes de colocar no rosto uma expressão cuidadosamente neutra.

“Tim.”

Notes:

E eles se conhecem!!

Isso é o que eu imaginei para o moletom do Peter, porém com cores mais escuras.

Adoro como o Peter consegue ir de um pirralho sarcástico a um adolescente deprimido em minutos. Basta tocar num assunto difícil (leia: qualquer coisa relacionada a sentimentos) e ele se transforma num adolescente emocionalmente reprimido kkkkkk

Aliás, sobre a visita ao hospital, eu perguntei aos meus pais sobre, porque nunca visitei ninguém no hospital e não faço a mínima ideia de como ele/isso funciona... Além disso, não moro nos EUA (onde essa história acontece), então pode haver imprecisões. E mais, como assim qualquer pessoa com um documento de identidade e o seu nome pode te visitar no hospital???

FUN FACT!!

Peter usa seu traje de spandex normal, que ele adaptou a tecnologia do Tony em (como a Karen e outras coisas), e carrega o traje de nanotecnologia apenas para casos de emergência.

[O motivo dele não usar apenas a tecnologia do Tony pode ser explicado mais tarde ou em um trabalho separado, se vocês estiverem interessados ​​(o mesmo vale para qualquer outra coisa que vocês queiram saber! Sinceramente, se me perguntarem sobre isso, eu vou escrever pelos cotovelos {Haha, entenderam?}, porque eu adoro falar sobre coisas que gosto :D). Provavelmente eu vou escrever mais algumas coisas sobre a história dessa AU de qualquer jeito, mas enfim ;3]

Aqui está um desenho que fiz do design que imaginei para este Homem-Aranha! Inclusive, provavelmente vou redesenhar o Peter, mas desta vez com o cabelo mais curto, então ignorem ele.

Notes:

Obrigada por ler! <3