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Perdido em Emoções

Chapter 7: A luz do dia

Summary:

Kakyoin ama muito seus amigos.

Notes:

AEAEAE finalmente o último capítulo!!

Obrigado novamente por acompanharem até o final!

Boa leitura

(See the end of the chapter for more notes.)

Chapter Text

 

Claro -- claro -- três dias após o confronto com N’Doul, em que Kakyoin tem seus olhos quase dilacerados, porque aparentemente ele não pode ter nada de bom. Para seu constrangimento, ele perde a consciência quando seus olhos são quase estraçalhados -- tudo que ele se lembra são as garras do stand de N’Doul vindo na direção de seu rosto quase em câmera lenta, uma explosão de dor e o medo onipresente, que escondeu com sucesso até agora, subir pela garganta e o sufocar.

Quando ele recobra os sentidos, se sente zonzo e desorientado e alguém está tocando seu rosto. Kakyoin não consegue enxergar nada e seu rosto parece estar pegando fogo.

“Não abra os olhos,” a voz de Jotaro vem de algum lugar acima dele “Estou tentando enfaixá-los.” Um pouco daquele medo deixa Kakyoin: provavelmente ele não estava morto ou morrendo. Ele move as mãos sem enxergar nada, tentando alcançar algo e enroscou os dedos em algo que parece ser a jaqueta de Jotaro.

“Todos estão bem?” Kakyoin pergunta.

“Todos estão,” Polnareff responde “Jotaro encontrou o usuário e arrebentou ele. Meu único arrependimento é não ter visto, já que ele estava muito longe para ser divertido.”

“Wow Jojo, tenha um  pouco de consideração na próxima.” Kakyoin diz para esconder seu alívio.

“Ah, Kakyoin está tão engraçadinho, acho que ele já está bem”, disse Jotaro. Ele termina o curativo, dando um leve puxão para se certificar que está bem feito, e dá uns tapinhas na bochecha de Kakyoin. “Você consegue se sentar? Um helicóptero da Fundação Speedwagon está vindo para te buscar.”

Kakyoin foca no chão abaixo dele, tenta ignorar a dor em seus olhos e se levanta devagar. Ele sente uma mão larga em suas costas, firme e reconfortante. Sua mente está meio tonta, então é justificável ele se apoiar em Jotaro, silenciosamente satisfeito quando, com sucesso, ele consegue contato com Jotaro, em vez de cair de volta deitado, como temia. Jotaro solta um suspiro, mas sua mão continua o apoiando. Eles ficam sentados assim até o helicóptero chegar.

--

Ele não percebe o quão ansioso ainda está até o médico lhe dizer “Vai demorar um pouco, mas vai ficar tudo bem com sua visão.”, e então de repente ele consegue respirar. É menos do que um peso que foi removido e mais como se eles estivesse sido comido por uma jibóia. Ele sussurrou um 'obrigado’ e aguarda bravamente até escutar a porta se fechar para desabar na cama do hospital. É claro que ele percebe que existem muitas pessoas cegas completamente capazes de fazer o que gostariam fazer, mas ele nunca teria imaginado ele mesmo em uma situação como está. Ele estava tendo dificuldades em pensar como poderia ajudar na luta contra Dio se não conseguisse enxergar.

(Sim, quando ele descobre depois que N'Doul era cego, ele se sente estúpido. Se N'Doul podia lutar daquela forma mesmo sem enxergar, por que ele não poderia?)

Ele fica preso no hospital por quase duas semanas. Chegando no final da primeira semana ele está quase arrancando seus cabelos de tanto tédio, então quando ele escuta a enfermeira dizer que ele tem visitas, não pode deixar de se entusiasmar. Agora ele não precisa mais enfaixar os olhos, mas o quarto ainda precisa se manter escuro para não danificá-los mais. Ele mal consegue enxergar quando Abdul, Joseph, Polnareff e Jotaro entram no quarto, mas escutar eles dialogando é reconfortante. Parece que estavam imitando Jotaro no caminho para o hospital? Para Kakyoin, é um tanto difícil acompanhar a conversa, então ele deixa passar. Ele está feliz de estar de volta com seus amigos.

Aliás, Jotaro pegou sua mão e ficou a segurando enquanto eles estavam sentados, tem essa também.

Eles têm de sair cedo demais, mas Joseph faz um pedido alegre para que Kakyoin não se divirta demais sem eles, Polnareff deixa um beijo molhado e barulhento em sua cabeça, Abdul faz uma leitura de cartas rápida (ele tira o 10 de espadas, que francamente não poderia ser mais animador), e Jotaro aperta sua mão mais forte e diz: “Melhore logo, é horrível não ter você pra distrair eles.” E Kakyoin está tão contente por conhecer todos eles.

Quando finalmente pode se juntar com eles uma semana depois, ele está acompanhado pelo pequeno Iggy, que está se dando surpreendentemente bem para alguém que perdeu uma pata. Polnareff se joga nos ombros de Kakyoin, como se eles não tivessem se visto por um ano, em vez de cinco dias; antes de terminar ele pega e levanta Kakyoin no ar e o entrega para Abdul, que graciosamente o coloca de volta no chão. Kakyoin diz um obrigado silencioso e Abdul dá uma piscadela como resposta.

“Kakyoin! Meu pequeno bebezinho! Você é tão pequenino, tão jovem! É ótimo lhe ver de volta na luz do dia” Polnareff tira uma com a cara dele.

Kakyoin revira os olhos e diz: “Eu estou revirando meus olhos,” porque está usando um óculos escuros e ele precisa deixar claro para Polnareff “E também vai se foder.

Kakyoin” Jotaro o chama. Kakyoin se vira para ele e não consegue segurar um pequeno sorriso.

“Jotaro” ele responde.

“Você parece mais panaca com esses óculos.” Diz Jotaro.

“Vá a merda Jojo,” diz Kakyoin puxando o maior para mais perto, até que sobremesa apenas alguns centímetros de distância entre eles. “Você provavelmente deveria me beijar”, dito e feito por Jotaro.

Polnareff comemora. Joseph entrega ¥2000 para Abdul. Iggy não tem reação porque Iggy é um cachorro. E Kakyoin não percebe nada disso acontecendo à sua volta, ele tem coisas melhores para pensar sobre. Como por exemplo, seus óculos que estão atrapalhando;  como sua testa está derrubando o cap de Jotaro de sua cabeça; e como ele não tem certeza do que fazer com seus lábios?

Eles se separam um pouco. Jotaro está fazendo aquela tentativa de sorriso com o rosto. Claramente ele quer sorrir, mas se sente estranho em dar aquele sorriso largo, então que acaba subestimado. Kakyoin gosta tanto dele “Esse beijo foi meio bosta” ele diz sorrindo.

“Yeah,” Jotaro concorda “Nós deveríamos treinar mais.”

“Pelo amor de Cristo, vocês já estão sendo desagradáveis,” Polnareff reclama “Vamos logo derrotar o Dio, assim eu não tenho que passar mais tempo com vocês babacas.”

“Honestamente, nós devíamos ir. Nós temos apenas algumas horas de sol restando.” O mais velho diz. “Não que eu não esteja feliz por você, ou qualquer coisa. Mas Kakyoin, tire suas patas de meu neto preferido.”

Kakyoin segue com uma risada. ‘Isso é bom’, ele pensa. É um ótimo jeito de partir para o começo do final disso tudo.

“Tudo certo,” Jotaro diz caminhando em direção à mansão “Vamos acabar com isso.”

 

 

Notes:

O Fim.

HAHAHAHA sim, o negócio fica bom no final, poisé :v mas não se preocupe, tem parte 2.
Mas darei uma pausa pois preciso correr com o presente do amigo secreto que é uma fic tbm :'D
escrita 100% por mim, olha o desastre kkkk

Aguardem os próximos capítulos!

Notes:

Obrigado por lerem!

Se vocês acharem que tem algo gramaticalmente estranho/errado, por favor não deixe de avisar!
Aqui estamos sempre dispostos à melhorar

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