Actions

Work Header

My Marvel Academia

Chapter 7: 01x07 Rotina e Combate

Chapter Text

“O currículo do curso de super-heróis do colégio M.A: aulas obrigatórias na parte da manhã, como literatura...”

— “To Kill a Mockinbirrrd” é uma das mais imporrrtantes obras da literatura americana, escrita por Harper Lee e publicado em 1960... – monologa o professor Piotr Rasputin, ou Colossus; um homem gigantesco, com mais de dois metros de altura e com músculos inchados, tinha um rosto quadrado, pele clara, um nariz largo e olhos castanhos escuros, além de um cabelo castanho curto em corte militar. Amante das artes e professor de literatura, o assunto só não fazia a classe dormir tanto por conta de seu sotaque russo carregadíssimo

 

“...matemática...”

 

— Os conjuntos numéricos são separados em: a) Naturais b) Inteiros c) Racionais e d) Irracionais...- diz de forma robotizada o professor e herói cibernético Visão; a inteligência artificial do Homem de Ferro J.A.R.V.I.S. transposta em um androide com diversas habilidades, quem melhor para ser professor de matemática? Seu corpo esverdeado simulava um corpo masculino adulto, tendo alguns pedaços em amarelo, já que não precisava de roupas, como a capa com gola e um cinto, e se rosto era vermelho com uma pedra amarela no centro de sua testa; sua fonte de energia

 

“...ou inglês”

 

— Muito bem macacos super evoluídos – o professor de inglês, para a surpresa de todos, Deadpool começa a falar quando termina de escrever algumas frases na lousa – qual dessas frases está incorreta? – ele pergunta para a classe e é respondido com apenas silêncio de alunos confusos pela; matéria ou por pessoas o deixarem dar aula – olha, só pra vocês saberem, eu tenho um diploma em inglês ok? E ele custou muito caro...

 

— A incorreta é a número quatro – responde o aluno na carteira de número 13; Azari – existe um pronome usado incorretamente

 

— Errado! – Deadpool diz apontando o dedo acusadoramente para o garoto, até que rapidamente pega alguns papéis em sua pochete, dá uma olhada neles e aponta novamente para o garoto – Correto! Como todos podem ver...

 

“(Não foi espanto quando descobrimos que outro professor escrevia os roteiros das aulas de inglês para Deadpool). Depois tínhamos o almoço no refeitório principal, onde se compra comida por preços razoáveis”

O restaurante principal era certamente bem grande; um espaço amplo com enormes janelas nas paredes laterais que davam a vista para a natureza presente no lado externo, utilizada bastante por alunos com individualidades conectadas a natureza ou pessoas procurando um lugar sossegado para ler um livro, diversas mesas com dez cadeiras disponíveis eram espalhadas e separadas por muretas com alguns arbustos no topo, mas o que mais impressionou os alunos foi o chefe das refeições;

— E saibam que toda a quinta-feira teremos um buffet de tacos, sendo o primeiro taco de graça – diz a suave, porém robotizada voz do ex-vilão dos Vingadores; Ultron, que, pelo visto, depois de sua última derrota, havia sido reprogramado para virar chefe de cozinha, com o corpo reduzido a partes mais magras e frágeis e a cabeça coberta por um chapéu de chef. E mesmo assim assustando Peter, Wanda e até Danny, que só queria comer sem a possibilidade do robô perder o controle e os atacar.

 

— Hmmm, muito obrigada sucatinha! – diz Gwen com a boca cheia de pedaços de pizza, é claro que ela não se assustaria...

 

 

“Aí, à tarde, finalmente, o treinamento básico de super-heróis”

 

— Saudações primeiro ano A! – uma voz modificada diz entrando na sala, ninguém mais e ninguém menos que o próprio Homem de ferro, flutuando graças aos seus propulsores enquanto se dirigia para a frente

 

— Caraca, é mesmo o Homem de Ferro! – Pietro diz extasiado juntamente de seus colegas

 

— Incrível! Ele é mesmo professor! – um dos garotos da classe diz, o mesmo era bem alto, tinha feições asiáticas, com a pele clara e os olhos mais puxados, e tinha o cabelo negro bem penteado em um topete

 

— Essa é uma de suas armaduras da Era de Prata, não é? É né? Diz que eu acertei...- comenta Gwen trocando de humor rapidamente enquanto se vira para Wanda, que se sentava a uma carteira de distância atrás da mesma, mas que dá de ombros por não ter certeza

 

— É sim, é a Mark XVII, conhecida como “Coração-Partido” – comenta Peter ao observar os detalhes prateados presentes, além do peitoral mais robusto

 

— Nerd...- comenta Flash emburrado, sem comentar que havia reconhecido a armadura também

 

— Eu sou o Groot – comenta o adolescente arvoroso olhando fascinado para o herói

 

— Muito bem criançada, já podem sossegar o facho. E sim! Eu que darei o treinamento básico de super-heróis para vocês! – ele diz ao se colocar atrás da mesa do professor – É uma matéria onde se treinam diferentes forma de aprender o básico de ser um super-herói. A maior parte dos créditos se ganha aqui. Eu sei que parece meio óbvio, mas foi o diretor que me pediu para falar isso... Mas chega de enrolação! O que faremos hoje é: Treinamento de Combate!

 

— Treinamento...- diz Flash parecendo ansioso e com uma pitada psicopata

 

—...de combate – comenta Peter apreensivo pela reação do moreno na sua frente

 

— Além disso, para nos acompanhar, temos isto! – Homem de Ferro diz apontando para a parede da sala de aula a sua direita, na qual começam a sair compartimentos horizontais, quatro no total, que continham cada uma cinco malas, todas numeradas de 1 a 20; representando o assento de cada um – Trajes baseados na individualidade de cada um e nos pedidos que fizeram antes das aulas! Um oferecimento das indústrias Stark

 

— Uoooou!!! – toda a classe parece animada no pensamento de seus próprios trajes de heróis, alguns preparados com tanta dedicação para aquele momento...

 

— Trajes...- comenta Peter ao refletir nos diversos desenhos que havia feito desde que havia ganhado sua individualidade...

 

— Muito bem! Depois que se trocarem, reúnam-se no pátio beta! – Homem de Ferro diz e é respondido por um ‘Sim’ de todos os alunos

 

 

 

 

 

 

Logo na saída dos vestiários do pátio beta, um dos locais do exame prático, estava Homem de Ferro, esperando ansioso por seus alunos e por seus trajes, é claro que ele havia projetado a maioria, mas a parte final era na fábrica, não em seu laboratório, e ao ver as primeiras silhuetas se aproximando ele diz;

— Dizem que a roupa faz o herói garotada! Então fiquem atentos, porque agora vocês são super-heróis! – ele diz observando a luz os diferentes alunos com os mais variados uniformes; armaduras, roupas tácticas ou apenas com um tecido específico, mas todos as utilizando para mostrar um relance de suas personalidades e de suas individualidades – Não quero me gabar não... mas vocês estão demais! Agora, vamos começar!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“O subsídio para roupas: antes de entrar na M.A., envia-se um registro de individualidade, medidas físicas, que servem para os uniformes padrão e de ginástica, e projetos desejados, aí as Indústrias Stark recebem os pedidos, e fabricam trajes de última. Um sistema maravilhoso.”

 

 

Três semanas atrás;

 

— Preciso ir na prefeitura fazer registro de individualidade para o traje. Só que já estou registrado com “nenhum”! – Peter diz sentado no sofá da sala e encarando os documentos com as instruções para a matrícula na M.A. e se lembrando do registro que fizera no início do nono ano, época que não tinha e nem esperava ter uma individualidade – Ah, e agora? – ele obviamente faz a primeira coisa que lhe vem a mente...

 

— O registro? Só alguém tão programado faz ele no começo do nono ano... e isso não nos ajuda em nada – diz o Sr. Stark do outro lado da linha, Peter podia sentir o mais velho coçar os olhos e suspirar cansado – É só atualizar garoto.

 

— Jura!? – pergunta Peter abismado, não poderia ser tão fácil, poderia? O Sr. Stark apenas ri da surpresa do garoto e começa a lhe dizer quando as pessoas mudam seus registros, como quando a individualidade que pensavam fazer uma coisa faz outra, dando o exemplo uma pessoa pensando ter a individualidade de criação de água quando menor, mas descobrindo depois que o poder é na verdade transformar a umidade do ar em água. Mas pelo visto eles não aceitam mudanças enormes, mas como no caso de Peter ele não tinha nenhuma antes, não deveria ser um problema...

 

— Cheguei! – Peter pode ouvir tia May entrando, o fazendo se assustar e desligar sem querer o telefone

 

— Ah, desliguei por engano. Depois em me desculpo... – ele diz guardando o celular no bolso e observando sua tia entrar com uma sacola de plástico grande em mãos – oi May, estava esperando você

 

— Ah Peter, larga desses documentos chatos, eu tenho uma surpresa – ela diz segurando um sorriso ao deixar a sacola no chão e puxar lá de dentro um casaco moletom azul e vermelho, mas com uma aranha desenhada em branco na parte da frente, como um de seus desenhos de símbolos... – Tcharam! Parabéns por passar na M.A. Talvez eu tenha metido os pés pelas mãos e cobrei alguns velhos favores das senhoras da rua de baixo para me ajudarem...

 

— Um casaco? – Peter, ao levantar e se encaminhar para analisar a peça de roupe, tenta esconder sua surpresa tentando passar um pouco de animação, mas isso não parece abalar May

 

— Por enquanto não é grande coisa. Você cochilou em uma das suas últimas sessões de estudo, aí acabei vendo os desenhos do seu caderno de uniformes de herói

 

— É? – pergunta o garoto levemente envergonhado, mas não interrompendo a tia

 

— Eu me remoí durante muito tempo depois do que eu te disse – ela diz se referindo a não acreditar que ele teria chance depois de descobrirem que ele não tinha uma individualidade – naquela época eu havia desistido. Mas ainda assim, você não desistiu e seguiu em busca do seu sonho, não? Pois então saiba que eu, ou melhor, nós, vamos te apoiar com tudo que temos de agora em diante! – May diz, lhe estendendo o casaco com os olhos marejados

 

— Nós?... – Peter também a beira das lágrimas pega o casaco em mãos, reconhecendo o tecido e até mesmo tendo sido lavado, costurado e tingido, o cheiro também; mas a ficha cai quando ele observa a etiqueta imaculada, em que escrita com caneta permanente estava as iniciais “B.P.”; “Benjamin Parker” aquele era o casaco de tio Ben, o mesmo casaco que ele vestira quando dava seus últimos suspiros, quando ele vira em Peter o heróis que ninguém mais enxergava...

 

 

“Os sentimentos de May, juntamente com o legado de Ben. Que outra coisa eu poderia vestir? Mesmo que não seja o mais conveniente ou moderno, não ligo! É o meu traje de herói!”

 

 

Peter é o último a sair do vestiário, e seguir pelo túnel que a conectava com o Pátio Beta, mas logo chegando até a área que se encontravam seus colegas, vestindo o uniforme que ele e May haviam se esforçado para formar; o casaco de moletom tinha o vermelho no peito e azul nos braços, nas costas e no capuz, uma aranha branca era estampada tanto na parte da frente quanto na parte de trás, as mangas estavam arregaçadas até o cotovelo, deixando seus antebraços livres. Suas mãos estavam vestidas com luvas vermelhas táticas com as saliências pretas na conexão dos dedos com a as costas da mão, e tinha a palma fina o suficiente para o garoto poder usar suas setas. Vestia também calças cinzentas feitas com um tecido leve e resistente, e com bolsos para guardar materiais necessários. Calçava seus tênis de exercícios vermelhos, que por estarem gastos eram maleáveis e confortáveis. E por fim, mas não menos importante, sua máscara de tecido vermelha, possível de se respirar e com os olhos especiais: Peter havia ficado horas trancado para conseguir construí-los, mas havia valido a pena, as velhas lentes de câmeras agora eram usados como foco para sua visão, elas mudavam o buraco da visão, diminuindo sua visão periférica, mas graças ao seu “Sensor-Aranha”, ele percebia as coisas que aconteciam ao seu redor, então podia sacrificar tal percepção por um foco melhor no que estava em sua frente.

 

— Ah, Peter? – Wanda percebe o amigo saindo do túnel e se dirige até ele

 

— Wanda! – ele diz percebendo que a mesma havia lhe chamado, mas rapidamente vendo a roupa que a mesma vestia; se assustando e corando pela visão a sua frente

 

— Que maneira a sua roupa. Bem simples mesmo. Eu devia ter escrito o que eu queria, essa roupa veio bem coladinha – a mesma diz puxando um pouco para baixo sua saia vermelha. A mesma vestia o que parecia ser uma espécie de roupa de bruxinha; um vestido sem mangas, vermelha e preta, com gola alta contendo um bordado em vermelho acimas dos ombros como uma espécie de manga, e com um fio, preto e bem fino, que estava preso perto de seu pescoço, mas que, como um cadarço, era folgosamente preso em um laço borboleta. Luvas longas e pretas que se prendiam por um pedaço de tecido em seu dedo do meio e deixavam suas palmas livres. Além da saia vermelha, a legging preta e as botas de cano alto também pretas, juntamente com seu famoso laço vermelho na cabeça. A roupa era realmente bem colada, mostrando seu pequeno corpo e suas singelas curvas – eu fico meio envergonhada – ela diz coçando a nuca e corando levemente

 

— O curso de super-heróis é o melhor! – diz um garoto bem pequeno, com cabelos negros bem bagunçados e vestindo um conjunto simples de bermuda, camiseta, casaco, óculos de proteção e luvas de desenhista, para si mesmo, tendo muitas ideias de desenhos com as imagens da morena fofa em mente...

 

— Ah? – Peter se assusta ao ouvir a voz do pequeno garoto perto de si

 

— Muito bem, já babaram o suficiente nos trajes dos seus colegas, agora venham aqui – chama Homem de Ferro e logo todos os vinte alunos estavam aglomerados em frente ao professor – Agora está na hora do treino de combate

 

— Professor! – Azari levanta o braço para chamar a atenção do professor; o mesmo vestia uma roupa toda preta e justa, mostrando seus músculos definidos, a mesma era um macacão dos pés até o tronco com uma gola em V e abas circundando o pescoço , sem botas, assim como o uniforme de seu pai – Este é o centro da prova de admissão. Realizaremos batalhas urbanas de novo?

 

— Não, na verdade vamos avançar alguns níveis – responde Homem de Ferro – na maioria do tempo, lutamos com vilões do lado de fora. Se olharmos os números, os vilões mais barra pesada surgem mais em ambientes internos. Prisão, cárcere privado, negócios ilegais. Em uma sociedade cheia de super-heróis, um vilão esperto o suficiente se esconde nas sombras! Nesta aula, vocês serão divididos entre heróis e vilões e lutarão em batalhas de 2 contra 2.

 

— Mas sem nenhum treinamento básico? – pergunta Gwen, vestindo uma roupa rosa e branca muito parecida com a de Deadpool, sendo bastante colada, parecendo um maiô com mangas, juntamente com uma máscara e botas de mesma cor, deixando suas coxas amostra, também utilizava diversos equipamentos no cinto e duas espadas nas costas

 

— Eu acredito que se aprende muito mais na prática – responde o herói – Dito isso, a chave desta vez é que não tem robôs para derrotarem.

 

— Como é decidida a vitória e a derrota? – pergunta uma das garotas, que vestia um uma roupa muito parecida com a de Azari, mas sendo toda branca e a vestindo completamente, só deixando sua cabeça de fora, mas com uma máscara em suas mãos, com marcas um pouco mais escuras na lateral como se fosse listras e um talismã verde preso em sua cintura; a mesma era alta, de pele bronzeada e cabelos castanho escuros bem lisos

 

— Dá para quebrar o pau de boa? – pergunta Flash, o mesmo vestia uma armadura de placas em estilo militar que era completamente sobreposta por sua individualidade, a deixando completamente negra, suas ombreiras e cotoveleiras continham pequenos espinhos e seus braços já estavam cobertos por sua individualidade, com garras nos dedos, a gosma negra apenas parava na parte de trás de seu pescoço, cobrindo suas orelhas e fazendo uma mini máscara envolta de seus olhos

 

— Haverá alguma punição para os perdedores? – pergunta Wanda apreensiva

 

— Como vamos nos dividir? – pergunta Azari novamente

 

— Meu traje não ficou incrível? – pergunta o garoto com capacete esquisito; Sam, combinando com sua roupa, que se assemelhava a um traje espacial preto e dourado, sendo a base maleável preta, junto de botas, manoplas e cotoveleiras douradas, além de um símbolo no peito, de três círculos em formato triangular, com os dois do peito se conectando ao da barriga por linhas e a última se conectando ao cinto, tudo dourado

 

— Calma rapaziada! Calmo aí, um de cada vez! – o professor acalma a multidão de alunos com dúvidas e ativa o roteiro da aula no visor de seu capacete – No caso, os vilões esconderam uma arma nuclear em algum canto do prédio, os heróis tema a missão de apreendê-la. Eles precisam prender os vilões ou recuperar a arma nuclear no tempo designado. Os vilões precisam proteger a arma ou prender os super-heróis.

 

— Parece até coisa de filme – comenta Peter por debaixo da máscara

 

— E por fim, as equipes e oponentes serão determinados por sorteio – diz o herói lhes mostrando uma caixa amarela

 

— Serão decididos por acaso? – pergunta Azari um pouco surpreso

 

— Profissionais geralmente formam equipes temporárias com heróis de outras agências, daí a explicação, creio eu. – diz Peter ao colega

 

— Compreendo, o discernimento de olhar adiante...- ele responde ao compreender o objetivo – perdoe a falta de educação! – ele diz cruzando os braços em frente ao peito em um X’s

 

— De boa garoto. Agora, as equipes!

 

Equipe A; Peter Parker e Wanda Maximoff

 

Equipe B; Robbie Reyes e Tandy Bowen

 

Equipe C; Kei Kawade e Laura Kinney

 

Equipe D; Eugene Thompson e Azari T’Challa

 

Equipe E; Kamala Khan e Sam Alexander

 

Equipe F; Groot e Luke Cage

 

Equipe G; Pietro Maximoff e Seol Hee

 

Equipe H; Tyrone Johnson e Gwendolyn Poole

 

Equipe I; Angela del Toro e Nico Minoru

 

Equipe J; Daniel Rand e Amadeus Cho

 

— Que legal! Só pode ser o destino! Estou contando com você Peter! – diz Wanda bastante animada ao descobrir que se parceiro é um de seus amigos e não alguém desconhecido ou o Flash, enquanto Peter só sabia corar com a proximidade da garota

 

— E as primeiras equipes a luta serão...- Homem de Ferro diz ao projetar duas listas holográficas já rodando com todas as equipes, com uma escrito; “heróis” e a outra “vilões”, até que as duas param em – Equipe A como heróis e Equipe D como vilões! O restante, por favor me sigam para a sala dos monitores

 

— Sim senhor! – gritam os alunos, e logo começam a seguir o professor em direção a sala dos monitores, ficando para trás apenas Peter, Wanda, Azari e Flash.

Peter logo percebe que estava sendo observado por alguém, e se vira para se deparar com Flash com uma cara de poucos amigos, ele provavelmente estava louco para trucidar o pobre moreno. Peter corta o contato visual rapidamente, com calafrios, mas então para e pensa, agora eles eram iguais, ambos na mesma escola, na mesma turma e ambos com individualidades, Peter não deixaria mais Flash usá-lo como capacho. Ele então readquire a postura e encara Flash de volta, o que surpreendeu o valentão, que ficou mais nervoso que nunca.

— Equipe dos vilões, entrem na frente e se preparem! Em cinco minutos a equipe de super-heróis invade e a batalha começa – diz Homem de Ferro, que observa Azari e Flash adentrando o prédio – Jovem T’Challa e Thompson, aprendam a pensar da perspectiva dos vilões. Isto é bem próximo da realidade. Vão com tudo, sem medo de se machucarem, mas se forem longe demais, eu interrompo

 

— Está bem! – responde Azari, enquanto Flash tinha sua mente em outras coisas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Agora dentro do prédio, em um dos andares, Azari e Flash encontram a bomba de mentirinha em um andar que também continha várias caixas e locais de armazenamento; certamente coisas comumente encontradas em esconderijos de vilões

— Mesmo que seja só treinamento, me dói ser um vilão – diz Azari ao seu parceiro ao se encaminhar para a bomba – Então o nosso trabalho é proteger isto aqui? É de papel-machê – ele diz ao encostar no objeto

 

— Aí! – o garoto se vira ao ser chamado por seu parceiro, encontrando o mesmo de costas – o Escala-Paredes tem uma individualidade, não tem?

 

— Não viu o que ele fez? Claro, não foi nada muito chamativo, mas foi inteligente o modo que utilizou para lançar a bola, mesmo que aparente ser um pouco arriscado, dado o ferimento em seu braço – responde Azari ao se lembrar dos testes – Agora, você parece mordido sempre que o assunto é o Parker

 

“Ele ousa me enganar...” pensa Flash não prestando atenção, ou simplesmente não ligando, para as palavras do parceiro “Aquele nerd de merda!”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Do lado de fora do prédio, Wanda e Peter analisavam a planta do prédio enquanto tentavam formular algum tipo de estratégia

 

— É trabalho demais memorizar a planta do prédio...- diz Wanda para o parceiro – Se bem que o Homem de Ferro é igualzinho a como ele é na TV, e pelo visto não teremos punições então podemos ficar mais tranquilos e...Você está tremendo todo! – a menina se assusta com o parceiro que tremia que nem vara verde; estava com a máscara levantada até o nariz, deixando sua boca livre para falar melhor

 

— Não, é que...estamos contra o Flash, além do Azari, então sinto que preciso ficar alerta – o menino responde sem tirar os olhos da planta

 

— Entendo, o Flash é o tal Thompson que zomba de você, certo?

 

—...- Peter demora um pouco para finalmente falar, até que solta um suspiro, abaixando a folha com a planta – Ele é incrível. Mesmo sendo uma pessoa complicada, a sua confiança, sua força física e a sua individualidade são muito mais incríveis que os meus. Só que é por isso mesmo que agora – ele diz abaixando o resto da máscara e se colocando em pé – Não quero perder

 

— Uma luta do destino entre rivais então? – a morena pergunta com os olhos brilhantes por conta da determinação do parceiro

 

— Ah, me desculpe, isso tudo não é problema seu Wanda! Não precisa se preocupar! – o garoto diz não querendo arrastar a amiga para o meio de seus conflitos pessoais

 

— É sim! Somos uma dupla! Vamos nessa! – ela diz dando um pulinho com o punho fechado e erguido, demonstrando sua animação e tirando um sorriso singelo de Peter, mesmo que ela não conseguisse ver por conta da máscara

 

“Muito bem, vamos começar o treino de combate interno corpo a corpo entre as equipes A e D!” A voz do Homem de Ferro pode ser ouvida por meio dos autofalantes presentes na área de simulação, iniciando o treino de combate

 

 

 

Dentro da sala dos monitores, Homem de Ferro se dirige ao resto da turma, que se espalhava pela sala escura e ficavam atentos nas telas de vídeo presentes, cada uma mostrando um local diferente do prédio que as equipes utilizariam

— Certo galera, fiquem pensando juntos...- ele diz para seus alunos e então adentra em seus próprios pensamentos; “Parker, aqui você não é mais um estudante comum. Serei rigoroso, sem mostrar preferências” ele diz ativando o rádio para poder se comunicar com os fones de ouvido dos quatro participantes individualmente, caso precise passar alguma instrução

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pulando para dentro do prédio por uma janela aberta, Peter adentra o local ao ter escalado a parede usando suas setas e tendo Wanda em suas costas; já que os impulsos da mesma não eram fortes o suficiente para a altura necessária, e ela era leve o suficiente para ser facilmente carregada, mesmo que Peter tenha suado baldes de constrangimento por sentir as curvas da garota em suas costas...mas não era hora de pensar nisso, não que existisse uma boa hora para se pensar naquilo, mas precisava se concentrar

— Infiltração bem sucedida...- diz Wanda baixinho enquanto descia das costas de Peter e observava a esquina de corredores que haviam encontrado

 

— Tem muitos pontos cegos, tenha cuidado – diz Peter escolhendo um dos corredores e seguindo ele, sendo rapidamente seguido por Wanda

Os dois andam por alguns segundos no corredor escuro e silencioso, atentos para qualquer movimento ou barulho. Wanda utilizava um pouco de sua individualidade para criar uma esfera vermelha para servir de luz extra, já que naquele andar não tinham muitas janelas, enquanto Peter pensava em algum tipo de estratégia.

“Já conheço a individualidade do Flash, e é algo bastante físico e corpo a corpo, posso tentar restringi-lo...mas e Azari? Vi algo relacionado a eletricidade no exame de admissão, mas não sei o quanto ele controla seu poder e...” Peter de repente sente seu Sentido Aranha disparar e logo ele vê Flash saltando de fora de uma das esquinas de corredores, com o braço estendido e mirando nos adversários. Se utilizando de sua agilidade superior, Peter se joga na direção de Wanda, fazendo-os se afastar do local de impacto do punho de Flash, que faz um belo buraco na parede, no local que a poucos segundos se encontravam

— Wanda, tá tudo bem? – Peter pergunta para a parceira enquanto se levantava do chão rapidamente, ele não tinha tempo para corpo mole

 

— Eu tô bem, valeu – ela diz também se levantando e encarando o companheiro, vendo sua máscara rasgada no meio – Ah Peter! – ela diz preocupada que o amigo podia já ter se machucado

 

— Eu tô bem, não foi nada...- ele diz e rapidamente arranca o resto da máscara e joga no chão, não faria sentido usar apenas um olho funcionando

 

— Vamos lá Escala-Paredes – Flash diz ao se recompor do ataque e se colocar de pé – Não desvie.

 

— Imaginei que viria atrás de mim primeiro. – diz o moreno não se abalando

 

 

 

 

 

— Um ataque surpresa já de cara? – pergunta um dos alunos na sala de monitores

 

— Um ataque surpresa certamente não se parece a ação mais nobre – comenta Danny, o mesmo utilizando uma roupa colada verde escuro que ia dos pés ao pescoço e com mangas longas mas que deixavam seus punhos descobertos, com um peitoral de couro verde musgo com uma espécie de dragão negro desenhado, além de um cinto de fita amarela e uma máscara de mesma cor, que no momento estava levantada e apenas cobrindo sua testa

 

— Um ataque surpresa também é estratégia – diz Homem de Ferro ao computar as ações de seus alunos – o Sr. Thompson está personificando bem um vilão em uma batalha de verdade

 

— E pelo visto ele não parece estar precisando se esforçar muito pra bancar o vilão...- diz Gwen também sem sua máscara

 

— Pelo menos o Peter desviou! – dis animada uma outra garota em meio aos alunos; a mesma era dona de cabelos castanhos que iam até a altura de seus ombros bastante bagunçados, tinha uma pele morena e olhos castanhos, vestia uma camiseta vermelha com as mangas arregaçadas até seus cotovelos, por cima, uma espécie de casaco saia azul de zíper com um emblema de raio amarelo bem grande, e pra complementar, um cachecol vermelho, botas azuis, uma máscara que lhe rodeava os olhos azul e um bracelete dourado no punho esquerdo

 

— E lá vai o Flash novamente! – alerta Pietro ao observar as telas com a luta, o mesmo preocupado com sua irmã

 

 

 

 

 

 

 

 

— Fica tranquilo Parker, não vou te machucar tanto a ponto de interromper a luta, mas vou chegar quase lá! – o garoto diz com o braço direito flexionado, pronto para dar outro golpe e fazendo crescer protuberâncias nas articulações entre os dedos e a palma para conseguir maior estrago, enquanto corria na direção da dupla, mas quando ele se preparava para o soco...

 

 

 

 

...Peter desviou no momento exato, saindo de sua trajetória e agarrando o punho de Flash com sua mão esquerda. Ele então agarra a gola do traje de seu atacante com o outro braço e utiliza o momentum do movimento de Flash para arremessá-lo por cima de seu ombro, o jogando diretamente com as costas no chão. Fazendo Flash se impressionar e perder o ar com o impacto. Mas, mesmo assim, ele se levanta depois de pouco tempo, estando abismado e muito mais irritado

 

— Flash, você sempre inicia com uma grande investida com o braço direito – diz Peter se colocando em posição de luta, tanto para se proteger quando para proteger Wanda que estava atrás de si – o que acha que eu fazia ao ficar te observando? Eu aprendi suas estratégias... Você ficava me chamando de Escala-Paredes porque você achava engraçado o como eu tentava alcançar o topo sem uma individualidade. Você ria de como eu tentava me tornar um herói...uma parede alta demais que você pensava que eu não conseguiria subir!

 

Se Flash já estava irritado, esse discurso só fez com que ele ficasse ainda mais nervoso, mas de qualquer modo Peter não parou;

— Uma amiga me disse, que Escala-Paredes é como uma aranha, pequena e insignificante na visão de muitos, mas que atinge grandes alturas e faz coisa incríveis! Eu não vou ser seu saco de pancada pra sempre Flash! – o garoto termina nervoso, pondo pra fora tudo o que guardara desde que conhecera Flash – Eu sou um tipo incrível de escala-paredes! Eu sou o Homem-Aranha!!!

 

Nesse momento Flash começa a se erguer, sua individualidade pulsando freneticamente, copiando as emoções do dono, a gosma se espalha por seu pescoço e quase cobre seus olhos ao se espalhar pelo rosto, acompanhados de um olhar matador

 

— Wanda, vai e encontra a arma – ele diz se virando para a amiga

 

— A-ah? Mas e você? – ela pergunta preocupada e com um pouco de medo do que Flash poderia fazer

 

— Eu vou bolar um plano! Por agora eu seguro ele! – ele responde e vê sua companheira confirmar com a cabeça, mesmo que tremendo e saindo correndo para longe da dupla, que se preparava para o combate de suas vidas

 

“Flash, me informa sua posição! O que aconteceu?” O moreno ouve o companheiro de equipe lhe gritar pelo fone de ouvido, mas ele tinha coisas mais importantes para fazer do que responder Azari

 

— Não enche e segue na defesa... – responde o moreno sem um pingo de paciência e logo desligando para não ser mais incomodado

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

— O que Flash está falando? – pergunta um garoto do grupo; um dos que se impressionara em voz alta na entrada do Homem de Ferro na classe naquela manhã, o mesmo era alto, musculoso, pele clara, feições asiáticas e um cabelo preto com gel posto em uma espécie de topete. Não vestia nada além de um shorts cinza com detalhes em roxos e amarelos e uma pulseira eletrônica no pulso esquerdo, estava sem camisa e descalço – Não dá pra saber vendo câmeras sem som

 

— Ele está se comunicando com o parceiro pelo transmissor sem fio que recebeu – responde o professor – é a única coisa que se pode levar mais a planta do prédio

 

— O tempo limite é de 15 minutos – comenta a garota morena com o traje colorido ao observar que o marcador estava agora em 13 minutos – e os super-heróis não sabem onde está a arma certo?

 

— Certo! – responde o herói profissional

 

— Então os super-heróis estão claramente em desvantagem

 

— E é assim na vida real – responde Homem de Ferro – Super-heróis tem que virar o jogo sob qualquer situação. Além disso, o prof. Murdock não ensinou uma coisinha para vocês? Aquele lema lá! Vamos lá, todos comigo, um, dois três e...!

 

— Excelsior!!! – o professor grita junto de seus alunos, alguns estando obviamente mais animados que outros

 

— Ae professor, o Flash! – Sam comenta ao observar a tela

 

 

 

 

 

 

Flash então faz tentáculos negros se estenderem de suas costas e com eles se impulsiona para frente, voando como um míssil na direção de Peter e tentando desferir um poderoso chute com a perna esquerda; mas o Sentido Aranha do menino era mais veloz. Tendo Wanda fora de alcance, Peter poderia se focar 100% em Flash, felizmente havia reagido a tempo e barrado o chute de Flash com o braço direito e reforçando com o esquerdo.

— Tá espertinho agora é Parker? – Flash se irrita ainda no ar, mas percebe o garoto disparando rapidamente a substância branca na perna de Flash próxima da parede, ele queria restringi-lo.

 

“ ‘Análise de super-heróis para o futuro n° 10’ página 18; alguns heróis como Demolidor, por terem individualidades menos ofensivas, se utilizam da restrição dos movimentos dos adversários ao prendê-los com cordas e correntes, que bom que vi os movimentos do mesmo no último treino” Peter pensa ao ver o mundo em câmera lenta enquanto pensava cautelosamente em sua estratégia “Mas e agora? Sendo ele, vai ficar impaciente e... de novo com o braço direito!” o menino se joga para a sua direita, escapando novamente por pouco do soco devastador de Flash, que abre outro buraco na parede do prédio, deixando o agressor ainda mais extasiado e nervoso

 

“Ele chutou primeiro desta vez na tentativa de evitar que eu previsse os movimentos. Está sendo cauteloso” Peter pensa ao observar Flash se pondo em pé depois do soco brutal e sua individualidade “engolindo” as teias, que estavam líquidas demais e não haviam prendido seu pé na parede. O moreno vê Flash se preparando para outra investida com seus tentáculos, mas ele é mais rápido; jogando teia na cara de Flash, o cegando por um certo tempo, o que lhe deu a brecha necessária para pular nas paredes e sair dali escalando por elas. O moreno nervoso logo se livra daquela substância grudenta, mas Peter já havia sumido de vista.

 

— Parker! Você pode correr, mas não pode se esconder para sempre! – grita Flash ao adentrar no corredor mais próximo, mas vendo que o rival não se encontrava mais lá, ele grunhe e segue virando corredores e mais corredores a procura de seu rival

 

 

 

 

 

 

 

Cansado de escalar pelas paredes e correr, Peter se agacha e encosta em uma das paredes para retomar o fôlego e pensar em uma estratégia; chegando a conclusão que ele teria de ajudar a Wanda contra Azari sem que Flash interferisse, já que os dois garotos eram certamente bem mais poderosos; o que levava a um resultado inevitável, ele teria que derrotar Flash ou ajudar Wanda a distância, o que lhe parecia impossível. Mas ele precisava agir logo; se seu relógio interno estava correto, já deviam ter se passado quase dez minutos dos quinze totais, então ele precisava agir agora. Então ele ouve Wanda lhe chamando pelo rádio;

“—Peter está na escuta?”

 

— Wanda!? Estou sim! Você está bem? – o moreno pergunta sem notar o quão preocupado pareceu

 

“—Eu estou bem. Encontrei Azari e a arma, na parte leste do quarto andar”

 

— É logo acima do meu... – Peter responde ao lembrar da planta do prédio e dos caminhos que tinha tomado

 

“— Mas eu vou precisar de ajuda se... Agh!”

 

— Wanda!? – pergunta Peter preocupado

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“—Wanda!?”

A garota houve a voz de preocupação do parceiro em seu rádio; provavelmente pelo fato de ter sido acertada por uma corrente elétrica vinda de Azari que havia a descoberto. Mas mesmo assim ela se coloca de pé, não era um desconforto que faria uma futura heroína cair

 

— Você pode ser até bastante poderosa Maximoff – diz Azari se colocando em posição de luta, e Wanda pode perceber alguns detalhes no rapaz quando ativava seus poderes; seu traje ficava com a parte do peitoral com um brilho azul claro, assim como sua cabeça. Seus ombros também continham tatuagens tribais e seu cinto se destacava da roupa preta – mas eu tirei todos os objetos daqui, não tem nada para você levitar e jogar em mim

“Azari T’Challa, Individualidade: Electro Panther. Juntamente com sua capacidade física aumentada, ele também é capaz gerar e controlar cargas elétricas elevadíssimas por seu corpo”

 

— Então ainda bem que andei treinando uma coisinha nova – a morena diz concentrando a energia vermelha em seus mãos, formando esferas de energia e fazendo seus olhos brilharem da mesma cor, até que em um movimento rápido, lança as duas rajadas de energia vermelha na direção de Azari, que atingem o garoto em seu peito o afastando da garota

A menina tenta correr em direção a arma; se conseguisse encostar nela eles ganhariam...mas Azari conseguiu se recuperar, e com isso puxou seu cinto que se transformou em um bastão coberto de eletricidade, e com ele dando um golpe lateral na adversária. Wanda tenta criar um escudo para se defender, mas ainda não é muito avançada nessa habilidade e com isso leva o golpe que a atinge juntamente com a carga elétrica, fazendo-a bater em uma das colunas e se afastar da arma.

 

— Você não é a única com truques...- diz o garoto agora encarando mais seriamente sua adversária, ao se colocar em posição de luta com o bastão em suas costas

 

— Ainda bem, acho que isso ficaria sem graça se eu fosse a única – ela diz se levantando e cobrindo seus punhos novamente com a energia vermelha

 

 

 

 

 

 

Peter tenta ouvir mais do que acontecia com Wanda, mas um sinal do Sentido Aranha o tirou de seus devaneios e ele pode perceber Flash se aproximando a passadas pesadas; o mesmo portava uma expressão de zombaria e com um sorriso maldoso, como se achasse graça em algo que iria logo fazer

 

— Espero que esteja pronto para a surra da sua vida Escala-Paredes... – ele diz se colocando em posição ereta e compartimentos de seus ombros serem revelados

 

— Eu não tenho mais medo de você Flash! – o garoto diz se colocando em posição de combate com os punhos levantados

 

— Sabe, no fim das contas eu não sei se quem faz os trajes é ótimo ou é um idiota – diz Flash parecendo não se importar com as palavras do rival – mas eu sei que eu ganhei o que pedi; mísseis teleguiados – ele diz maniacamente e dos compartimentos de seus ombros aparecem as pontas de seis mísseis negros, três em cada ombro, e ignorando as ordens do professor que recebia pelo rádio, ele dispara dois dos mísseis.

 

Durante a trajetória dos projéteis, eles mudaram de direção para não acertarem Peter; provavelmente pelo fato de que eram controlados de alguma maneira por Flash e se ele fosse acertado, o moreno seria definitivamente expulso. Os mísseis viraram e colidiram um no outro, causando uma explosão com o duplo de força. Peter tentou aguentar, mas a explosão fora forte demais e ele foi jogado para trás para o fim do corredor enquanto todo o prédio tremia pela explosão.

Se levantando com um pouco mais de dificuldade, Peter então observa Flash se aproximando calmamente, provavelmente por querer acabar com o rival com as próprias mãos. O moreno então sente em menor grau a sensação do Sentido Aranha sendo disparado constantemente, mas nada estava vindo em sua direção, se não, já teria sido atingido. Então ele percebe; ele deve estar percebendo os usos de individualidade de Azari e Wanda; a explosão deve ter aumentado sua sensibilidade e agora ele estava exatamente embaixo do confronto dos outros participantes. Era sua chance de ajudar Wanda, mas como? Porém, antes que pudesse fazer ou pensar em algo, ele observa o punho negro de Flash vindo em sua direção.

Disparando uma teia institivamente para a parede a sua esquerda, ele consegue desviar a tempo; mas agora Flash parecia mais nervoso que nunca, ele rapidamente se recupera e parte para mais uma investida, mas dessa vez Peter já estava preparado. Ele se gruda na parede com as mãos e flexiona suas pernas para então desferir um chute com os dois pés no torso de Flash, o afastando. Ele precisava pensar em alguma coisa, e rápido.

— Agora vai lutar pra valer Parker? – Flash diz se posicionando para correr novamente e é o que ele faz

Ambos correm na direção um do outro, punhos prontos para desferir um ataque cada um. Mas quando Flash chega perto, os tentáculos negros de suas costas o fazem pular por cima de Peter, e tendo o garoto com as costas vulneráveis, ele estende seu braço com as garras afiadas e ataca o garoto pelas costas, rasgando seu uniforme e machucando suas costas no formato das garras.

Peter cai no chão por conta da dor que sentia; o calor do sangue lentamente escorrendo por suas costas e o frio do ar entrando em suas feridas. Mas de qualquer jeito ele se levanta, e juntando sua coragem, ou burrice alguns diriam, desfia Flash:

— E esse é o melhor que consegue fazer? – ele diz fraco, mas com um sorriso presunçoso

 

Cego pela raiva, Flash ativa novamente os compartimentos com os mísseis, disparando outros dois enquanto corria novamente na direção de Peter. E direto na sua armadilha;

Sem que Flash percebesse, Peter dispara algumas teias em um bloco de concreto, pequeno o suficiente para ser lançado, mas grande o suficiente para seu objetivo. Ele se levanta com o bloco atrás de si, e quando o rival lança seus mísseis, ele se prepara para seu plano. Se guiando por seu Sentido Aranha e sua audição, ele chega até a distância certa e dispara uma teia em um dos mísseis, o prendendo a seu comando, impedindo de bater e explodir no outro, que desvia demais e abre um buraco na parede oposta. Peter estão gira o tronco e pula, se mantendo em posição horizontal, com um míssil preso na teia do braço direito e o do bloco no esquerdo. Ele então lança o míssil no teto, sendo logo seguido pelo bloco. Ele torce para que sua parceira cuide do resto, pois por conta da aproximação com Flash, ele estava completamente vulnerável, e um soco direto em seu estômago que o lança em direção a parede, foi suficiente para lhe apagar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No andar acima Wanda respirava com dificuldade, enquanto que seu adversário não parecia tão afetado, e o pior, estava longe de conseguir chegar perto da arma. Estava cansada e Azari provavelmente havia treinado duro com instrutores profissionais enquanto ela movia brinquedos de um lado pro outro e praticava com Pietro, a esperança da vitória estava cada vez menor; até que ela ouve uma voz bem baixa e fraca em seu rádio transmissor;

“—Wanda, se prepare...”

Peter não havia dito mais nada, por isso ela esperava pacientemente pelo que iria acontecer, o que felizmente era mais fácil para ela naquela situação: se o tempo acabasse Azari ganhava, por isso ele não estava exagerando para derrota-la de vez, ele estava sendo cauteloso e inteligente, ao estocar energia; pena que isso seria sua ruína.

E então, quando ninguém esperava, o chão treme e uma enorme cratera é formada entre os dois heróis em treinamento, parecido como uma outra explosão a pouco tempo. Azari e Wanda caem para trás, mas Wanda presta atenção no que vem a seguir, um bloco de concreto aparece pelo buraco e ela enxerga a oportunidade.

Utilizando sua individualidade, ela para o bloco no ar e o lança na direção de Azari que ainda se levantava depois da explosão. Tal ação fez com que o bloco voasse na direção do abdômem do garoto, o empurrando de volta ao chão, e isso fora suficiente para a garota utilizar suas últimas energias para se propulsionar para cima, passando pelo buraco e caindo diretamente em cima da arma, a capturando...

— Arma apreendida! – ela grita com suas últimas forças enquanto ouve o professor gritar a vitória dos heróis no rádio dos quatro competidores

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Enquanto Peter e Wanda haviam sido mandados para a enfermaria, para serem tratados pela Night Nurse; Azari e Flash haviam se unido aos outros alunos para assistir os outros combates. E enquanto discutiam sobre cada um na partida que havia sio realizada; Flash só pensava em uma coisa;

“Como ele conseguiu prever o que eu ia fazer?” se perguntava incrédulo pela habilidade e pensamento rápido de Parker, estava em choque de ter sido derrotado

 

— Muito bem pessoal, vamos trocar de lugar e começar a segunda partida – diz Homem de Ferro pronto para sortear os próximos competidores – e para a segunda partida...

 

 

 

 

“A Equipe B serão os super-heróis e a Equipe I, os vilões”

Dentro do segundo prédio, em frente a arma se encontrava a Equipe I, formulando uma estratégia, e era formado por Angela Del Toro e Nico Minoru.

Angela era uma garota de pele levemente morena, cabelos castanhos lisos, lábios carnudos e olhos esverdeados. Seu traje era um macacão branco com garras nas pontas dos dedos das mãos, um amuleto verde no cinto e algumas partes mais escuras como listras; ela era a herdeira da família de heróis Del Toro.

— E qual é a sua individualidade? – Angela pergunta para sua parceira, Nico, enquanto arrumava o cabelo em um rabo de cavalo para passar pelo furo na nuca de sua máscara

“Angela Del Toro, Individualidade: White Tiger. Poder passado para o filho mais velho por geração, dá ao usuário força, agilidade, reflexos e sentidos apurados”

 

—Bem, eu tenho isso...- responde Nico puxando, literalmente, um cajado de seu peito, uma runa arroxeada apareceu e o mesmo pareceu se solidificar do ar, ele era bem simplista, o cabo a maior parte negra, e na ponta um círculo de ferro com várias runas e hieróglifos entalhados, Angela não sabia dizer se aquilo era metal ou rocha, e, sinceramente, nem Nico – eu consigo manipular energia cósmica com ele e fazer alguns feitiços

“Nico Minoru, Individualidade: Staff of The One. Ela tem a capacidade de conjurar um cajado que manipula energia cósmica e a molda em diferentes feitiços, mas ela não pode repetir o mesmo feitiço duas vezes”

Se as garotas se conhecessem, veriam o quão diferentes eram; Angela a aluna perfeita e atlética, e Nico, a gótica sem saco para esportes. A mesma era levemente bronzeada, mas a maquiagem que usava a deixava muito mais branca, contrastando com o batom e a sombra negros. Era mais baixa que Angela, e tinha um corpo menos esbelto, sendo um pouco mais curveada, mas não tanto. Tinha cabelos negros bagunçados que chegavam até altura de seu queixo e olhos amendoados. Seu traje era parecido com o vestido de Wanda, mas enquanto Wanda era mais fofa, Nico era mais gótica. Tinha uma faixa negra em seu pescoço, a parte de renda preta e roxa do vestido na arte do busto e de seus ombros, o collant era mais justo, a saia era igualmente negra e ia até o meio de suas coxas; e combinava com suas botas de cano alto e sua meia calça com faixas roxas e pretas.

 

— Ah...ok – Angela já havia visto muita maluquice na vida, mas aquilo certamente era algo a mais – beleza, consegue fazer alguma forma de escudo em volta da arma? – ela pergunta então coloca a máscara, que era também toda branca e só se destacavam os olhos amarelos, deixando o rabo de cavalo para fora

 

— Isso eu consigo – a mesma responde e fecha os olhos se concentrando por um momento, até que ela e a arma são cobertos por uma energia transparente em forma de cúpula – que tal?

 

— Me parece bom o suficiente – mesmo com a máscara, a voz dela não abafa para que Nico não consiga entender – vou vigiar o corredor, se conseguir manter o escudo, ganhamos pelo tempo – ela diz e sai da sala em direção ao corredor, deixando Nico imaginar coisas ao ver as partes baixas da morena que eram tão privilegiadas pelo uniforme

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Do lado de fora, os dois outros adolescentes; Tandy Bowen e Robbie Reyes, a Equipe B, esperavam pelo sinal enquanto esperavam enquanto se alongavam para entrar no prédio, bem, pelo menos um deles se alongava;

— E aí? Alguma estratégia em mente? – a loira Tandy pergunta para o parceiro enquanto se alongava, como a rotina de bailarina lhe exigia, havia pego o hábito, a mesma era uma garota que chamava atenção pela aparência, os cabelos loiros e ondulados combinavam com a pele clara e aveludada e os olhos azuis celestes, juntamente com o corpo malhado e curvilíneo, mesmo com os anos no ballet. A mesma vestia uma roupa bem simples, um macacão branco de mangas longas e parava em uma gola em seu pescoço, o mesmo tinha a imagem de uma espécie de espada na parte da frente em um tom mais escuro de branco, com o cabo em seu busto, a guarda-mão por cima de seus seios e a lâmina descendo por seu tronco. O seu rosto também tinha um desenho de uma lua crescente branca em volta de seu olho direito – eu vi uma movimentação no quarto andar, provavelmente estão lá – ela diz e usa sua individualidade para conjurar uma espécie de fragmente brilhante do puro ar na mão esquerda

“Tandy Bowen, Individualidade: Light. Ela é capaz de conjurar luz em sua mão e moldá-la no formato de fragmentos sólidos que funcionam como facas de lançamento”

 

— Na verdade eu tenho...- seu companheiro de equipe; Robbie lhe diz ao ouvir no rádio que Homem de Ferro havia os liberado para entrarem. O mesmo era um garoto de estatura média, tinha pele bronzeada, um corpo esbelto, seu cabelo era negro com um pedaço completamente branco na parte da frente, ele tinha expressões suaves e um rosto fino, mas algo sobre ele era intimidador. O mesmo não vestia nada demais; botas, calças pretas e uma jaqueta de couro com faixas brancas que as vezes se conectavam, além de luvas de couro também – você fica aqui, eu vou resolver isso rapidamente – ele diz começando a se encaminhar para o prédio, completamente ignorando sua parceira

 

— Ei, e eu por acaso não posso dizer nada? – sua parceira pergunta abismada, mas ao encostar no ombro do garoto, ele se vira rapidamente e seus olhares se encontram; Tandy pode jurar que viu fogo no fundo dos olhos negros do garoto, junto de seus maiores medos. Então o mesmo chacoalha a cabeça e continua seu caminho, deixando a garota atordoada para trás.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nico não estava preparada pare ver sua parceira ser arremessada na parede do cômodo que estava, e sem poder fazer nada ao estar amarrada em correntes de ferro. A mesma se debatia, tendo se livrar das correntes, até que um garoto bronzeado e com cabelo negro com um tufo branco na frente, entra no lugar, não portando expressão nenhuma, enquanto se encaminha na direção de Nico e da arma.

A menina se concentra em manter o portal; o garoto parece percebê-lo ao parar logo antes de bater a cara nele, até que, rapidamente, ele dá um soco com toda a sua força na barreira mágica, o que faz a sala toda tremer com o impacto e fazendo Nico quase cair. Não parecendo satisfeito, ele invoca uma faca do ar, que pareceu ter sido formado por um fogo que também apareceu do nada, e ele esfaqueia o escudo, conseguindo, para total surpresa de Nico, perfura-lo, e com um movimento para baixo, danifica o suficiente para quebrar a concentração da menina.

A garota não tem tempo de pensar o quão impressionante havia sido a força do rapaz para conseguir quebrar o campo de força, ela precisava agir agora; ela então conjura um feitiço ofensivo, o afastaria o suficiente para que ela pudesse pensar em algo, uma bola de fogo. Se concentrando na imagem da esfera flamejante, a bola alaranjada de energia elemental surge no meio do círculo do cajado, e ela o lança na direção do menino, ele provavelmente desviaria ou seria jogado para trás, mas ele nem se move.

Ele recebe a força total do feitiço, e tudo o que ele faz é levantar o braço, a bola explode com seu contato, espalhando fogo e fumaça pelos arredores dele, mas antes de tudo se dissipar, ele sai do meio da fumaça sem qualquer chamuscado ou marca.

Antes que Nico pudesse pensar em; como? Ele estrala os dedos e rapidamente uma corrente de ferro aparece atrás da garota ao deslizar pelo chão como uma serpente, e pulando e se enrolando em seus braços, a fazendo largar o cajado no chão e a inutilizando pelo combate. E com suas adversárias neutralizada, Robbie anda calmamente na direção da arma, encostando nela e ganhando o desafio sem esforço nenhum, todos novamente ouvindo Homem de Ferro dar a vitória aos super-heróis.

 

— Perdão – o menino diz para as garotas ao fazer com que as correntes as soltassem – é que estamos em níveis diferentes

“Robbie Reyes, um dos quatro alunos admitidos via recomendação. Individulidade: Spirit of Vengeance. Passada por gerações, inclui a capacidade de criação e controle de correntes e adagas de ferro e do fogo. Apresenta também o olhar da penitência, fatal para a maioria"

 

 

 

 

 

 

“Terceira partida; equipe J como vilões...”

Em um dos andares do prédio C, Danny e Amadeus Cho se preparam para seus adversários; o loiro medita em frente a arma, se conscientizando que ser vilão era apenas parte do exercício, e também focando o seu chi para o que poderia acontecer.

“Daniel Rand, Individualidade; Iron Fist. Ele é capaz de concentrar o chi, sua energia vital, em certas partes de seu corpo, potencializando a força do local, geralmente seu punho”

Enquanto seu parceiro Amadeus, o asiático musculosos e sem camisa, ativa sua individualidade; ao crescer, aumentar o tamanho de seus músculos, explicando assim o traje que é apenas uma bermuda e ficar verde como um outro conhecido herói aposentado. O mesmo estrala os dedos e o pescoço, se preparando para qualquer coisa.

“Amadeus Cho, Individualidade; Gamma Strength. O que lhe da a capacidade de manipular a radiação gama contida dentro de si, lhe dando a habilidade de se transformar em um monstro verde, aumentando assim sua força, resistência e velocidade

 

 

 

 

“...e a equipe H como heróis”

No meio de um dos corredores escuros próximos da entrada do prédio, um jovem aparece surgindo das sombras; Tyrone Johnson, um garoto afro-americano, apresentando um cabelo crespo e um corpo atlético de jogador de futebol americano, tudo escondido por seu traje, um enorme manto negro que lhe cobria tudo dos pés ao pescoço, juntamente com um capuz que escondiam de seus olhos para cima e deixando do nariz para baixo amostra.

“Tyrone Johnson, Individualidade: Darkness. O mesmo apresenta uma conexão com a dimensão sombria, que lhe dá acesso a poderes como viagem entre sombras, intangibilidade e campos de força”

E, cortando um pouco o clima sombrio de Tyrone, Gwen aparece saltitando ao seu lado, depois de sair de uma espécie de portal, que parecia mais um buraco vertical no meio do ar com uma iluminação diferente saindo dele. A menina não parece perceber o companheiro enquanto sai saltitando pelo corredor escuro ao mesmo tempo que murmurava a melodia de alguma música.

“Gwendolyn Poole...”

 

“Ei, só, Gwen por favor”

 

“Como você surgiu aqui!?”

 

“Eu tenho meus meios, mas então, a minha individualidade me permite criar fendas no ar que me levam para outra dimensão, por ela eu posso transpor obstáculos aqui da nossa realidade, eu posso até diminuir distâncias, mas isso gasta muita energia, e olha que eu já tenho que saber exatamente as distâncias necessárias, meu psicólogo disse...”

 

“Ok, já entendemos, obrigado Gwen”

 

“O prazer é todo meu! Tchau voz misteriosa, tchau leitores lindos!”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“Quarta partida, equipe C como os vilões...”

No prédio D, a dupla composta por Laura Kinney e Kei Kawade se preparava para defender a arma.

Laura patrulhava as saídas, a procura de cheiros ou sons que lhe indicassem a presença de sues adversários. A mesma poderia ser descrita portadora de uma beleza exótica. Seus belos e levemente ondulados cabelos negros que iam até um pouco abaixo de seus ombros, tinham as pontas desiguais e pareciam ter sido cortadas com tesouras cegas. Sua pele clara era quase sem defeitos, tirando as duas pequenas cicatrizes na bochecha esquerda. Tinha sobrancelhas grossas e lindos, porém amedrontadores, olhos negros. A mesma tinha um corpo bastante atlético e curvilíneo. Seu traje consistia de um top sem mangas laranja e preto que ia até a parte abaixo de seus seios com um zíper na frente, luvas com as mesmas cores com dois furos em cada punho, um mini shorts preto e botas de cano alto pretos junto de joelheiras laranjas claras. Ela farejava e tentava ouvir qualquer coisa enquanto se movimentava pela sala com a arma.

“Laura Kinney, Individualidade: Feral. A mesma tem capacidades de um ser selvagem; sentidos apurados, reflexos, velocidade, regeneração e garras retráteis afiadíssimas nas mãos e nos pés até”

É claro que a roupa de Laura era bastante chamativa, vamos dizer assim, e sem muita dificuldade, poluiria a mente de diversos garotos e garotas com sonhos proibidos, mas Kei estava um passo além dessas pessoas, e não em um bom sentido. O garoto baixinho, que ninguém acreditava que poderia estar no Ensino Médio, com seus cabelos escuros bagunçados, sua pele levemente bronzeada, e sua aparência fofinha de um garoto de doze anos não davam crédito aos pensamentos bem adultos que se passavam em sua cabeça. Seu traje era bem simples, uma jaqueta laranja, óculos de proteção, uma calça jeans bem larga e folgada e tênis, além de suas luvas de dois dedos, usados por desenhistas. É claro que o desenho era essencial para sua Individualidade, mas no momento suas páginas estavam repletas de poses de Laura, que nunca foram feitas, com uma nudez inexistente no momento e faces que a mesma nunca expressara; tomara que ela nunca veja o caderno do menino.

“Kei Kawade, Individualidade: Monster Summoning. Seis específicos monstros que desenha em seu caderno criam vida e obedescem seus comandos mentais”

 

 

 

 

 

“...e a equipe G como os heróis”

Em um dos corredores do prédio, Seol Hee esperava por seu parceiro com a coleta de informação. A garota em si era uma das poucas, se não a única, que era famosa por si mesmo, sendo uma cantora de k-pop de sucesso. A mesma, coreana de nascença, tinha uma pele bem clara, quase pálida, um rosto em formato mais arredondado, lábios finos, nariz pequenos e apresentando os olhos com heterocromia; o direito era azul claro e o esquerdo castanho, para quem a visse. Seu cabelo também era bicolor, era curto, indo até a altura das bochechas, liso e preto na raiz, mas a parte do lado de seu olho azul era esbranquiçado. A mesma também se vestia com roupas mais simples; um top azul escuro e branco em faixas, por baixo de uma jaqueta de couro negra, com apenas a manga direita, que lhe cobria o braço inteiro, e tendo a mão em uma luva também de couro negro. O braço esquerdo tinha manga curta e ela usava uma espécie de luva no antebraço, mas sem nada na mão. Usava também um micro shorts branco e preto e com um cinto também branco, cada um com um emblema; um floco de neve branco e uma lua crescente negra, respectivamente. Usava também botas negras de cano alto e uma espécie de meia calça com tecido mais grosso nas coxas.

Logo mais a morena/albina vê o borrão azul e prateado por sua visão periférica e quando se vira, o garoto de cabelos prateados Pietro, está ao seu lado respirando fundo pela corrida. O mesmo vestia um uniforme mais original entre heróis; um collant azul claro com linhas brancas em formatos de raios, destacava seu corpo esbelto e lhe dava mais agilidade. Ele aponta para cima silenciosamente indicando o local que seus adversários guardavam a arma.

Seol então dá uma piscadinha para o garoto enquanto se passava pelo mesmo, seguindo na direção que o garoto havia vindo. A menina anda passando a mão pela parede e deixando um rastro de congelamento que aumentava e consumia cada vez mais a parede e então o prédio.

“Seol Hee, um dos quatro alunos que entraram por recomendação. Individualidade: Cryokinesis. Ela tem a capacidade de diminuir a energia das moléculas de água presentes no ar, as juntando e formando gelo ‘do nada’”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“E por fim, mas não menos importante, a equipe F como vilões...”

No último prédio que seria usado para aquele exercício, a equipe encarregada de proteger a arma já se preparava. Um dos, ou melhor o único, garoto estava se alongando e estralando o pescoço. O garoto era bem alto e musculoso, tinha uma pele morena, o rosto era quadrado, tinha cabelo crespo bem curto, e usava óculos escuros que escondiam a cor de seus olhos. Utilizava um traje collant preto e amarelo, com proteções de ferro nos antebraços e nos tornozelos. Mas mesmo que o traje não o protegesse tanto, ele não teria problemas;

“Luke Cage, Individualidade: Unbreakable. Sua pele é quase impossível de ser penetrada ou perfurada, e juntamente com sua força, o torna um adversário quase imparável"

 

— Eu sou Groot – o adolescente alienígena diz para seu companheiro, mesmo com o garoto provavelmente não entendendo tudo o que ele lhe dizia com aquelas três palavras

Groot era o primeiro alienígena na escola, principalmente por causa da Terra não ser uma rota de viagens muito popular. O mesmo era literalmente um pedaço do herói Groot que crescera, um humanóide feito inteiramente de madeira, a única coisa que lhe diferenciava do herói original eram os ramos que formavam uma espécie de rabo de cavalo em sua nuca. Era tratado como filho do mesmo, e sua idade era equivalente aos 15 anos terrestres para que pudesse ser matriculado na M.A. O mesmo fazia crescer vinhas para fechar a arma em uma espécie de casulo de madeira.

“Groot, Individualidade: Flora colossos. Sua espécie foi definida como sua individualidade, possui as mesmas capacidades do herói com mesmo nome, força, aumento de tamanho, resistência, tudo relacionado ao seu corpo arvoroso”

 

 

 

 

 

 

“...e a equipe E como os heróis”

Sam utilizava sua individualidade para flutuar em meio aos corredores do prédio, se mantendo atento a toda a sua volta ao utilizar a energia envolta de seu corpo como lanterna.

Sua parceira no caso caminhava ao lado do mesmo, a morena energética que fizera diversos comentários durante as outras batalhas, principalmente a primeira. Seu traje, que mais parecia um pijama, tinha o cachecol para trás enquanto caminhava, até que ela ouve algo vindo do corredor, e ao estender a mão para indicar ao se parceiro, ela sem querer ativa sua individualidade, fazendo sua mão aumentar de tamanho, até que estivesse maior que o garoto, e ela o empurra, o espremendo contra a parede oposta

— Ah...opa! Desculpa...- ela diz sorrindo e coçando a nuca, e desativando seu poder, enquanto seu companheiro se recuperava do esmagamento no chão

“Kamala Khan, Individualidade: Embiggening. Ela tem a capacidade de aumentar o tamanho das partes de seu corpo, como se as esticasse ou inflasse”

 

 

 

 

 

Depois que todas as duplas haviam atuado em seus respectivas batalhas, como heróis ou vilões, Homem de Ferro se encontrava novamente em frente a todos os alunos (menos dois no caso) na saída da área de treinamento, com todos prontos para terminar o dia e hibernar durante uma semana, se não tivesse uma pilha de dever de casa.

— Muito bem garotada, ótimo trabalho! Tirando o Parker e a Maximoff que estão na enfermaria, ninguém se machucou muito...

 

— Não ainda... – murmura Laura encarando o pequeno Kei, por ter descoberto seu caderno, e o mesmo tremia e suava frio

 

— Vocês levaram o exercício a sério, e agiram como profissionais em seu primeiro treino – continua Homem de Ferro, torcendo para que os alunos das soubessem das linhas que lia dentro de seu capacete – bem, estão todos dispensados! Preciso informar os resultados aos seus colegas na enfermaria. Se troquem e voltem à sala de aula! – ele diz e logo sai voando em disparada pelo corredor da saída ao perceber que em poucos segundos, sua armadura fecharia e ele ficaria magrelo e patético na frente de sua primeira classe.

Notes:

Toda sexta-feira haverá um novo capítulo.