Work Text:
Quando sentia as mãos dele sobre seu corpo coberto por aquela fina e conhecida camada de suor – mesmo o mais leve roçar de dedos contra sua pele – lhe causavam um incêndio instantâneo. Ele é a reação para suas ações, sua mente dizia. Quando os lábios se encontravam em simultânea sincronia de velocidade, desejo – um quase desespero – sua linha de raciocínio se perdia completamente, tudo se embaçava, tudo ficava em branco. Apenas o que via era ele e somente ele e o que sentia eram as sensações que ele lhe causava.
O ritmo como suas grandes mãos lhe seguravam: inebriante, lhe faziam tremer em antecipação. Como a boca dele colidia com as mais variadas partes de seu corpo: tiravam-lhe o senso de equilíbrio – era como cair de um gigantesco penhasco. Os olhos negros, seu maldito olhar carregado de luxuria, lascívia e mais um pouco – prometendo-lhe prazeres indizíveis: tiravam-lhe o fôlego totalmente. Antigamente ela não sabia que poderia ser capaz de sentir tal gama de emoções e sensações, mas com aquele homem – desde os mais triviais toques até os mais complexos – descobriu que sim.
Gostava de provocá-lo, admitia sem vergonha alguma – até mesmo dizia que era a melhor coisa do mundo. Somente de olhá-lo, admirar sua estrutura máscula de grande porte, a tez negra marcada por cicatrizes e exóticas tatuagens, os longos cabelos crespos trançados estilo dreadlock – puxá-los era sua coisa favorita – e o sorriso zombeteiro, cheio de charme e carregado de malicia. Tudo sobre ele causavam-lhe as famosas borboletas no estomago, que por sua vez a instigavam a seguir com suas ações provocativas – apenas esperando pelas reações dele.
Suas ações começaram com aquilo. Suas pequenas e inocentes – se é poderiam ser chamadas assim – ações buscando inconscientes por reações do homem com quem trocava “caricias – como ele assim chamava. Apesar de tudo, era um cara tímido quanto a palavras como sexo e derivações da mesma – agora, mesmo que fossem pequenas. Mas esquecera-se – ou talvez não – que ele não era alguém de pequenas reações. Ele era intenso e tudo sobre ele fora construído para responder em extremo. Ela sabia que para cada ação sua haveria uma reação dele.
