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Olhos percorriam o grande salão de festa ricamente decorado, em meio aos vários nobres e soldados, os orbes azuis elétricos procuravam apenas uma presença especial em todos os quatro cantos do local.
Irritado com a ausência do ser que tanto procurava, com um caneco de cerveja quase vazio em mãos, ele escutava seus companheiros bêbados falando sobre qualquer coisa na qual não prestava atenção. Na sua mente apenas um pensamento: Onde estaria ela? Afinal, por que um general não estaria presente na festa de aniversário de seu grande amigo e também príncipe?
Quase que completamente absorto em suas reflexões, não viu quando uma deslumbrante mulher de longos cabelos dourados e incrível corpo curvilíneo sentou-se ao seu lado, não até a mesma escorar-se em seu braço de modo vulgar e sussurrar algo interessante em seu ouvido. Seus soldados olhavam embasbacados para a cena. Como sempre o comandante conseguia as mulheres mais belas sem nem mesmo precisar se mover.
Levantou-se e a moça logo pegou sua mão o guiando para fora do enorme salão barulhento.
Andando entre os largos corredores vazios do castelo, apenas os passos de ambos podiam ser ouvidos. E claro já sabendo o que viria a acontecer, ele mal esperava poder sentir o corpo da mulher em suas mãos, no entanto intrigava-o todo o mistério da loira que exibia um olhar e sorriso travessos.
“Tenha calma. Já estamos quase lá.” Disse a loira num tom brincalhão, mas sensual, adivinhando as perguntas que teria na cabeça. Restava ao rapaz apenas observar o balançar rítmico e hipnotizante de seus quadris. Quando uma forte brisa álgida soprou em seu rosto, pôs-se a observar a paisagem nevada e frigida daquele império estrangeiro. Não podia acreditar, finalmente estava lá e ela não o procurou momento algum.
“Orihime!” Cantarolou a loira tirando-o de seus devaneios “Seu cavaleiro de armadura reluzente está aqui.”
Não pode deixar de exibir o pequeno arregalar dos olhos celestes quando a viu, o pequeno sorriso ferino que cobriu seus lábios e o acelerar gradual dos batimentos cardíacos de seu coração. Lá recostada no peitoral da janela ao lado do último pilar de mármore ao final do corredor, observando a cidade coberta de neve e luz longe do castelo, esperando por ele, aquela que vinha ocupando sua mente durante os últimos anos.
A bela moça ao seu lado, seu inesperado cupido, já havia partido naquele momento deixando-os a sós. Assim lentamente começou seu caminhar até a ruiva que não desviara o olhar do cenário abaixo do palácio de pedra, pôs-se a admira-la silenciosamente como nunca havia antes feito com nenhum ser. Sua pequena figura envolto em vestes do mais profundo preto e vermelho vibrante, que cobriam suas curvas voluptuosas; os longos e radiantes cabelos cor de cobre esvoaçando devido o sopro do vento frio; seu rosto delicado...
Naquele momento deu-se por si, percebeu assustado, que seu coração já não o pertencia mais, mas sim a ela, que o fazia acelerar sem mesmo executar ação alguma.
“Já faz um tempo. Não é mesmo?”
