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Luta de Espadas

Summary:

Onde o Danny aprendeu a lutar com uma espada? Meio que no estilo drabble.

Notes:

Work Text:

​Danny pousou nos arredores de Mattingly, com a vaga sensação de que aquilo seria mais educado (e prudente) do que simplesmente voar direto para o castelo de Dora. Ele estava um pouco nervoso. Não era sempre que fantasmas estranhos voavam até ele, entregavam uma carta e simplesmente desapareciam.

​Na verdade, era nunca. Isso nunca acontecia. Exceto que, agora, havia acontecido.

​A carta era de Dora, também conhecida como Rainha Dorathea de Mattingly, e pedia para que Danny a visitasse em sua “primeira oportunidade”.

​Bem, agora não era exatamente conveniente, mas era cedo, e seria o melhor que ele conseguiria fazer, honestamente. A vida dele era uma bagunça, e aquilo parecia importante.

​Sentindo-se estranhamente exposto, Danny flutuou pelas ruas de Mattingly, pairando a apenas alguns centímetros do chão. Eles haviam pavimentado as ruas desde a última vez em que estivera ali, Danny notou. Ele se perguntou o porquê. Não era como se fantasmas realmente precisassem de ruas para caminhar. Talvez eles apenas gostassem do visual? Ou talvez tivessem muito trânsito de pessoas que não voavam.

​A cidade como um todo estava muito mais alegre e ativa do que da última vez em que estivera lá. Havia pessoas voando, rindo, fazendo coisas. Eles pareciam mais felizes.

​Contudo, eles estavam olhando fixamente para ele. Não de forma descarada, mas ele ainda conseguia perceber. Talvez não fosse tão estranho assim que ele se sentisse exposto.

​Mas não eram olhares hostis. Então, ele decidiu encarar aquilo como um ponto positivo.

​Ele chegou aos portões do castelo e foi imediatamente escoltado para dentro. Os fantasmas arautos o guiaram pelos corredores de pedra verde e preta até uma torre, onde Dora supervisionava a instalação de diversas tapeçarias grandes e em tons neon brilhantes.

​Dora o avistou antes que os arautos pudessem fazer qualquer anúncio.

​— Sir Phantom — ela disse, sorrindo, e deslizou até ele. — Como você está?

​— Eu estou bem — disse Danny. — Hum, Vossa Majestade.

​Ele fez uma leve careta. Aquela era a forma certa de se dirigir a ela? Ele não fazia ideia.

​— O que tá pegando? Digo — ele tentou de novo —, sobre o que você queria conversar comigo?

​Não parecia que Aragon tinha escapado, que era o que o preocupava inicialmente, então agora ele estava apenas confuso.

​Dora segurou as mãos inquietas de Danny entre as suas.

​— Eu quero nomeá-lo cavaleiro — disse Dora.

​A mente de Danny deu um branco.

​— Você quer o quê?

​— Nomeá-lo cavaleiro. Eu presumi que você já fosse um cavaleiro quando o conheci, mas quando, bem... — ela delicadamente evitou mencionar o tempo em que passou no mundo humano —, eu percebi que a minha presunção estava errada. É claro que, àquela altura, eu já estava acostumada a pensar em você como “Sir Phantom”, e o assunto me fugiu totalmente à memória. No entanto, agora que as coisas se acalmaram um pouco, eu quero corrigir a minha desatenção.

​Dora assentiu com firmeza.

​— O que você sabe sobre esgrima?

​— Hum. A minha mãe me deu algumas aulas de como usar o Fenton Facão — gaguejou Danny.

​— Um iniciante, então — disse Dora. — Você terá que aprender. Vale a pena manter algumas tradições. Sir Oswic!

​


 

​Os monges Ming cercavam Danny, Sam e Tucker. Os três haviam se refugiado temporariamente no templo. Vlad, mais uma vez, não havia chegado exatamente ao mesmo tempo que eles.

​— Vocês vão nos ajudar a derrotar o demônio? — perguntou o líder enrugado.

​— Sim — disse Danny. — Nós vamos.

​— Ei — sussurrou Tucker —, você pode traduzir para aqueles de nós que não falam japonês?

​— Chinês — corrigiu Danny. — Nós estamos na China.

​— Você sabe como usar uma espada? — perguntou o monge.

​— Sei — disse Danny, voltando a falar em chinês. — Mas... talvez não do mesmo jeito que o senhor.

​O homem assentiu.

​— Você vai aprender.

​


 

​Vlad resmungou enquanto aplicava uma pomada em seus hematomas. Se ao menos o ego dele pudesse ser tratado com tanta facilidade. Tudo estava indo tão bem, mas então Daniel e seus amigos tiveram que interferir novamente. E aquele mapa! Quanta audácia.

​Mas, o mais importante: Vlad achava que sabia de tudo de relevante que acontecia na vida de Daniel. Quando o garoto havia encontrado tempo para aprender a lutar esgrima? Quando ele havia aprendido a lutar tão bem? Especialmente considerando suas notas verdadeiramente atrozes na escola.

​Como Daniel ainda conseguia tirar notas C e D sendo tão obviamente inteligente era algo que escapava à compreensão de Vlad.

​Claramente, Vlad teria que ser mais observador em relação às atividades de Daniel.

​


 

​Danny pousou em frente ao Castelo de Mattingly após checar duas vezes se não havia rastreadores ou escutas que se parecessem com minúsculos Plasmius. Os guardas no portão acenaram para ele e apertaram o botão que fazia as portas recuarem. Danny sorriu. Era sempre divertido ver o quanto Mattingly havia progredido no tempo desde que ele estivera lá pela última vez.

​— Adivinhem só! — ele disse, animado. — Eu derrotei o Vlad em uma luta de espadas!

​— Maravilha! — gritou de volta um dos guardas. — Agora você só precisa derrotar o Sir Oswic!

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