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Perdido em Emoções

Summary:

“Imagine o Jotaro, mas apenas com 1,65m de altura,” disse Kakyoin. Isso faz com que Polnareff solte umas risadinhas. Claro. É claro que os métodos de Kakyoin para animar ele seria zoando Jotaro. “Mas ainda sendo super bombado. Vocês Jojos e sua idade inadequada para serem bombados, senhor.”
Joseph estufou o peito. “Hohoho, fico feliz que tenha notado. Você sabe, Jotaro teve o estirão de altura antes de se tornar musculoso,” ele disse.
Ah, não.
“Por favor, me diga que existe uma foto comprovando isso,” disse Polnareff.
Ah, não.
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Momentos na estrada

Notes:

Galera, essa é uma fic traduzida! O trabalho original é da etymologyplayground.
Conversei com ela e foi me dada a permissão para realizar a tradução, logo 100% legal!

Espero que esteja à altura, bem traduzido no mínimo. Achei que seria um trabalho mais de boas, porém, me enganei lol Tenho toda uma preocupação com interpretação e contexto de termos e etc.

Obrigado à Liz, Renatha e Koito por terem me ajudado com a tradução de alguns termos e revisado o texto todo <3

Espero fazer um bom trabalho!

Pretendo traduzir outras fics (com a permissão dada, claro) JotaKak e CaeJose <3 Tem várias que amo muito, e sou apenas um leitor, criar um conteúdo/história/escrever não é meu forte :'D posso no máximo ajudar com ideias haha

Bom, é isso. Espero que gostem e aproveitem!

(See the end of the work for more notes.)

Chapter 1: 101 Criaturas Marinhas Incríveis!

Chapter Text

Durante uma parada na Índia, um livro chama a atenção de Kakyoin. Este tem a capa azul, brilhante e holográfica, por um lado achando meio bobo e por outro, realmente legal; algumas tartarugas pequenas e raias manta também compõe a capa. Mas o que o faz abafar uma risada, é um peixe espada que surpreendentemente se parecia com o Dark Moon Blue, o stand aquático que Jotaro derrotou alguns dias atrás. O título está em inglês: ‘101 Criaturas Marinhas Incríveis!’ Tem uma curta descrição no rodapé 'Ilustrações coloridas e realísticas que inspiram amor pelo oceano em qualquer criança!'

Kakyoin morde os lábios. Até que é barato para um livro infantil colorido… Ele deveria? Teria a ousadia?

Sem dúvida.

Ele não tem certeza se Jotaro vai achar engraçado (será que Jotaro acha alguma coisa engraçada?), mas os outros definitivamente vão, então ele está disposto a enfrentar qualquer reação que ele tenha. Kakyoin paga pelo livro e o guarda em sua bolsa, segurando um sorriso pretensioso, ele vai para o ponto de encontro combinado com o pessoal.

Jotaro está esperando pelos outros em uma mesa do lado de fora de um café. Ele vagou um pouco pela cidade, bisbilhotando as barracas no mercado e desviando dos vendedores, mas se entediou bem rápido e decidiu apenas passar o tempo no café.

Nessa espera, ele se lembra de alguns quotes sobre guerra -- talvez voôs? --  que foram como horas de tédio intermináveis pontuadas por breves momentos de puro terror. Era assim que estava se sentindo nessa viagem toda. As batalhas são assustadoras, empolgantes e frequentes até demais, mas ao mesmo tempo que existe o intervalo entre elas, o sentimento de espera pela próxima batalha era bem pior.

Eles estão fora nessa aventura por uma semana ou mais, enquanto Jotaro confia nos outros membros do grupo, ele ainda não é imensamente amigável. Ele gosta de todos, é só que ele não faz ideia de como conversar… ser amigável em geral. Como puxar um assunto? ‘Então galera, sobre o tempo de hoje? Está muito quente e seco, não? Espero derrotar esse tal de Dio antes que minha mãe morra pra sempre!’ , Jotaro imagina essa situação não dando muito certo.

Seus pensamentos são interrompidos por Polnareff dando tapas em seus ombros.

“Ei, Jotaro! Vejo que já está segurando uma mesa, tem lugar pra mim?” Polnareff dá uma piscadela.

Jotaro chuta a cadeira à sua frente para Polnareff sentar. Polnareff continua dando piscadelas enquanto senta. “Para com isso,” Jotaro fala, “Parece que você está tendo um derrame.”

‘Um ponto para simpatia’ , ele pensa consigo mesmo enquanto Polnareff faz um beicinho dramático com o comentário maldoso. Graças a Deus ele se anima novamente, acenando para alguém atrás de Jotaro.

“Kakyoin! Aqui! Oh, Joseph também está vindo. Joseph!” Polnareff gritou chamando a atenção dos dois.

Joseph e Kakyoin vão em direção à mesa. Joseph diz que Abdul logo os encontrará, que acabou se enrolando em uma conversa com o vendedor de uma livraria; e se dirige à Jotaro: “Ah, Jotaro! Meu neto favorito!”, e o outro responde: “Joseph! Meu avô menos favorito.”, depois dessa cena afetiva, Kakyoin se vira para Jotaro e coloca sua bolsa na mesa, o espiando por cima de um jeito arteiro.

“Jotaro.” Kakyoin o chama, fazendo ele parar de encarar o velho Joseph.

“Kakyoin.”

“Tenho um souvenir para você.”

‘Ah, não. Isso com certeza é zoeira.’ Ele olha de relance para Joseph, este surpreso e interessado no desenrolar. “Uh, vamos ver o que é.”

O ruivo tira da bolsa um livro grande e azul, presenteando Jotaro, que recebe com cuidado.

“Achei que isso poderia trazer as doces lembranças de quando você socava os caras maus em um esquecimento desprezível,” Kakyoin explica. Observando a capa, Jotaro entende sobre o que ele está falando: o peixe espada que parecia aquele stand aquático. Era óbvio que Kakyoin o deu isso como uma piada.

“101 Criaturas Marinhas Incríveis!” Jotaro lê em voz alta.

“Aw, Jojinho, ele te deu um livro para criancinha! Que gentil,” Joseph riu “Ele até levou em consideração sua idade mental e tudo.”

“Azar o seu velho, biologia marinha é a melhor,” Jotaro responde a provocação de seu avô, folheando o livro em um página aleatória “Por exemplo, você sabia que vieiras nadam batendo suas conchas para empurrar a água para fora, como um jato propulsor? E também, eles tem muitos olhos.”

Polnareff fez uma cara incrédula “Que, sério? É mentira isso ai. Não há a menor chance disso ser real, o livro diz isso? Deixa eu checar a autenticidade!”

Jotaro tira o livro do alcance de Polnareff “Ah-Ah. Isso é um livro de criança. Apenas crianças podem ler.” Ele se vira para Kakyoin e abre o livro, dando um sorrisinho. “Kakyoin, você poderia confirmar o que o livro diz?”

“Você acabou de dizer que o livro-- Oh. Aaaaah, vá se ferrar!” disse Kakyoin ao perceber e fez Polnareff soltar um ronco de risada.

Kakyoin pegou o livro e Jotaro sentiu seu estômago fazer algo estranho quando seus dedos e de Kakyoin se encostaram. “Okay, eu mereci aquilo. Vamos ver…” Kakyopin leu o parágrafo em voz alta apenas reafirmando o que Jotaro havia dito “Cara, isso é um tanto horrível.”

Jotaro se retrai levemente e puxa seu cap cobrindo metade do rosto e diz: “Não mais horrível do que mãos humanas. Já chegou a pensar sobre isso? Sinto que ter vários olhos é perdoável quando você pensa sobre o que as mãos são. Essa coleção de ossos e cartilagens alinhados em pequenos tubos de carne e músculo, entende?” Ele deveria para de falar agora, está ficando estranho.

Polnareff e Joseph o encaram alarmados e um tanto angustiados. Kakyoin apenas parece feliz ao escutar Jotaro falar. “Você é muito, mais muito mais legal do que eu imaginava”, Ele disse bastante confiante.

“Isso. Essa é uma palavra para isso” Polnareff disse.

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Mais tarde, no caminho de volta para o hotel em que estão hospedados, Kakyoin acompanha Jotaro que está andando mais atrás do grupo, um caminhada distraída e relaxante.

“Hey, eu só queria ter certeza que você não se ofendeu e nem nada… Com a brincadeira do livro” Kakyoin começou a falar, observando o rosto de Jotaro. Ele não sabe porque o olha tanto, sabendo que Jotaro quase não muda sua expressão, mas mesmo assim ele o observa atentamente. Jotaro tem uma reação levemente diferente, ele levanta uma das sobrancelhas e olha para Kakyoin meio confuso.

“Que? Não, o livro é ótimo. Eu não estava zoando quando disse que biologia marinha é legal.”

“Oh- Okay… Que alívio.” Kakyoin soltou a respiração “Você… É um pouco difícil de se ler às vezes.” Que grande notícia essa “Eu estava convencido que você me odiava, até uns dois dias atrás.”

“Ah, eu não te odeio. Meu rosto tem essa expressão naturalmente, é o que me dizem. Eu gosto de você, é okay.”

‘Isso nos faz um de dois’ Kakyoin pensou e guardou para ele mesmo, porque a maioria das pessoas não falam sobre o ódio que sentem sobre si mesmos com alguém que conheceu faz uma semana e meia. “Hm. Bom, eu gosto de você de forma okay também” Ele preferiu dizer.

Kakyoin se perguntou se é assim que todos que fazem uma nova amizade se sentem.