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Regulus Arcturus Black dava aula de natação para crianças há 3 anos. Conversava com pais e mães de alunos todos os dias, mas nunca sequer chegou a considerar uma simples amizade com algum deles. Claro, as coisas mudaram...
Tudo começou quando Harry, o pequeno garoto de 5 anos, foi matriculado na academia em que dava aulas. Alguns dias depois, Regulus conheceu os pais do menino, e foi nesse momento em que seu mundo desabou. Simples assim; não havia outra forma de explicar: James Potter havia feito seu mundo desabar.
Black já havia ouvido falar dos Potter, principalmente por parte de sue irmane, Sirius, que era colega de trabalho do marido, mas nunca tinha tido o prazer de conhecê-los. Sabia, é claro, o básico sobre cada um, mas, naquele momento, achou que nenhuma das descrições feitas por Sirius conseguiria expressar corretamente a perfeição que era James.
Pode até parecer exagero, mas, sinceramente, o Sr. Potter merecia todos os elogios possíveis: tinha belos cabelos castanhos, mas bagunçados, muito bagunçados, de um jeito que chegava até a ser charmoso; sua pele era de um tom claro de marrom, que quase reluzia no sol; seus olhos eram tão escuros quanto ébano; sua personalidade tão absurdamente cativante, e ele falava de modo tão incrivelmente admirável, que o Sr. Black não tinha ideia do porquê não conversara com ele antes. Claramente, a Sra. Potter era bastante sortuda.
Ah, sim, a Sra. Potter. Seu nome era Lily. Lily Jane Evans Potter. Uma adorável e gentil ruiva, de fato, muito agradável; todos ao seu redor ficavam encantados com sua presença. Inclusive Regulus, é claro. Havia conversado com ela algumas vezes, e, agora, talvez estivessem se tornando bons amigos.
Diante do casal, o Black mais novo nunca sabia o que fazer. Lily o tratava como se fossem amigos desde sempre; já James, como se flertasse com ele desde sempre (Lily, por acaso, não percebia?). Os dois de forma tão natural que deixava Regulus genuinamente confuso.
As coisas foram ficando cada vez mais complicadas à medida que Harry se afeiçoava ao professor e, consequentemente, o restante dos Potter, também.
Cada mudança ocorrendo de forma tão natural e espontânea, que Regulus só foi perceber, quando já era tarde demais…
James não tinha certeza se já havia, em algum momento de sua vida, interpretado corretamente seus próprios sentimentos, mas, neste momento, ele definitivamente estava mais confuso do que o normal.
Se lembrava muito bem do dia em que Remus o fez perceber que estava apaixonado por Lily, como ele mesmo não havia percebido?
Talvez agora, que já sabia como era amar, fosse mais fácil perceber o sentimento. Mas não é como se saber que pode estar se apaixonando por um certo alguém, fosse deixar James mais tranquilo. Só deixava tudo mais difícil, na verdade.
Devia haver algum modo de parar com isso, por fim nesse sentimento maluco, mesmo que ele não tivesse certeza de que realmente queria acabar com ele.
O que Regulus iria pensar se descobrisse? O consideraria como um pervertido? Pararia de falar com ele? Exigiria que Harry saísse da academia para que nunca mais tivesse que olhar em sua cara de novo? James não sabia a resposta para nenhuma dessas perguntas, e nem tinha certeza se gostaria de saber…
Diferentemente dos outros, o único amor com o qual Lily estava preocupada, nesse momento, era o direcionado a seu querido Harry. Era seu dia de buscá-lo na academia, e o carro havia quebrado. Assim, do nada; com seu marido no trabalho, e nenhum de seus amigos atendendo o telefone.
Nervosa e ainda aguardando o guincho, Lily ligou para a única pessoa que imaginou poder ajudá-la, ou seja, o próprio professor de seu filho, Regulus Black.
Ele atendeu, claramente confuso, a chamada. Ela logo explicou a situação, e Regulus concordou em levar o aluno para casa, assim que seu turno acabasse. Estranhamente, saber que Harry estava com Black, era reconfortante, sentia que podia confiar nele.
Enquanto Regulus terminava de organizar suas coisas, Harry estava sentado comendo um salgadinho e falando coisas aleatórias que o professor nem sequer estava entendendo direito, até que resolveu começar a falar sobre sua família e sobre seu pai.
– Papai sempre fala de você, acho que ele gosta de te ver, sempre quer me trazer e mamãe diz que ele não tem jeito – a curiosidade de Regulus ficou atiçada e ele começou a prestar atenção –. Sempre tá falando e falando sobre como ele devia tomar coragem e te chamar pra sair, sei lá o que isso significa; Rony, o meu melhor amigo, disse que quer dizer que vocês vão namorar, mas eu não sei, talvez ele ‘teja errado, ou não, que que ‘cê acha tio? Meu pai saía com o tio Benjy, antes, mas já faz tempo… será que ele quer sair com você do mesmo jeito?
A confusão do professor ficou explícita em seu rosto, e ele decidiu que poderia terminar suas tarefas no dia seguinte.
Durante o caminho, Harry ficou só cantando junto com a musiquinha que saía de seu tablet, deixando Regulus sozinho com seus pensamentos conflitantes.
Lily atendeu a porta alegremente – havia conseguido uma carona com o guincho que levou seu carro, e chegara a pouco –, recebeu Harry com um grande abraço e um beijo em seus cabelo, então se dirigiu ao homem à sua frente:
– Oi, Regulus! Muito obrigada por trazer o Harry, de verdade. Eu 'tava fazendo um chá, o que acha de entrar e vir comer com a gente? Seria legal, não é, Hazz?
O garotinho concordou e Regulus, se vendo encurralado, acabou aceitando.
Entrando na casa, se deparou com o ambiente mais amável que já tinha visto: havia quadros espalhados pelas paredes, e almofadas coloridas nos sofás; tudo era organizado numa escala de marrom, cinza e vermelho, de forma totalmente harmônica; era como se o próprio outono fosse aprisionado em uma casa, era impossível não sorrir vendo aquilo.
Logo, estavam todos conversando e organizando o chá; educadamente, o convidado oferecera sua ajuda e já organizava a mesa da cozinha, enquanto Lily comentava sobre como andavam as coisas na floricultura da família Evans.
Repentinamente, a porta da sala foi aberta e James Potter entrou tranquilamente enquanto o filho corria em sua direção; da sala, não era possível ver a cozinha, devido à parede entre os cômodos, então, para James, apenas sua esposa estava lá; por isso mesmo, já havia começado a contar sobre seu dia – e sobre o almoço que marcara para dali duas semanas com Sirius e Remus – quando se deparou com Black em sua cozinha. A cena era estranha aos seus olhos: Lily sentada no balcão enquanto conversava com Regulus, que estava apoiado ao seu lado, magicamente conseguindo manter sua postura perfeita; parecia que tudo estava como deveria ser, de forma que chocou James totalmente.
Por que aquilo parecia ser tão perfeito? Por que parecia tão certo? Não sabia a resposta para nenhuma de suas perguntas, mas, antes que o choque o fizesse passar vergonha diante de Regulus, LIly já o estava explicando o acontecido com o carro e sobre a carona que Harry recebeu. Logo, James cumprimentou o outro homem, os dois com expressões de constrangimento, e lancharam juntos pela primeira vez.
Depois do dia da carona, Lily passou a conversar com muito mais frequência com Regulus, inclusive por mensagens em horários aleatórios do dia, chegando a convidá-lo para um almoço com seus amigos. Já James… ele não teve tanta coragem assim, mas, para felicidade de Black, pelo menos continuou com seus costumeiros flertes.
Toda essa enrolação de James estava enervando Lily, Por que ele simplesmente não chama Regulus para sair?, Pra que enrolar tanto?; se fosse ela, já teria chamado, não tinha motivo para não fazê-lo.
Nem conseguia acreditar que o mesmo cara que, na época da escola, a chamava pra sair quase todo dia, antes mesmo de ela corresponder seus sentimentos, não tinha coragem de chamar alguém por quem estava terrivelmente apaixonado e cujos sentimentos eram obviamente recíprocos.
Lily, definitivamente, não o entendia.
Regulus se sentia confuso. Confuso em relação a tudo: a seus sentimentos românticos, a suas novas amizades, até começou a pensar sobre seu único ex namorado do ensino médio – que provavelmente já o havia superado há tempos – e sobre seus pais, que não via a anos e preferia que continuasse assim.
O mundo parecia errado.
Ele parecia errado.
Seus sentimentos não mais o obedeciam como quando era adolescente e os forçou a acreditar que era hétero e gostava de Mary (uma de suas melhores amigas e atual namorada de Emmeline, outra professora da academia); agora, eles queriam se libertar e obrigá-lo a aceitar a realidade. Queriam o obrigar a aceitar que estava apaixonado por James, mesmo que ele tentasse negar isso o tempo todo.
Depois de sua conversa com Harry, dias atrás, Regulus chegou à conclusão de que nada no mundo fazia sentido e provavelmente nunca faria.
Ele não podia se apaixonar pelo marido de sua mais nova amiga; não podia perdê-la justo agora que acabou de conquistar sua amizade, aceitar sua amizade.
Não importava se Harry não achava isso estranho, e fazia parecer algo simples e rotineiro. Isso poderia até ser uma coisa ruim: talvez Harry achasse normal, porque James traíra Lily com frequência, e, durante uma briga, o garotinho podia ter entendido a mensagem errado, Lily devia ter dito que o marido deveria chamá-lo para sair como uma forma de sarcasmo durante uma discussão, não falando sério. Definitivamente, não falava sério. Não havia nem uma mínima chance disso. Nem uma.
Como sempre na vida do mais jovem Black, havia certos detalhes que as pessoas deixavam de fora na hora de lhe contar alguma coisa.
Como foi no caso de quando Sirius falou sobre os Potter.
Elu havia dito que eles eram muito próximos e se conheciam desde a escola. Também havia contado sobre como demorou para que ficassem juntos por causa de uma rivalidade de infância entre James e o ex-melhor amigo de Lily. Mas não havia mencionado que eles não se importavam com traições.
Foi exatamente isso que passou pela cabeça de Regulus quando ele chegou ao almoço marcado na casa dos Black-Lupin, depois de ser atendido na porta pela sogra de Sirius, e viu sua mais recente amiga beijando uma moça aleatória em uma poltrona a três metros de seu marido. E ele não estava nem aí! Continuava a conversar normalmente com seu amigo como se nada acontecesse.
Finalmente, Remus – namorado de Sirius e com quem James conversava – pareceu notar a presença de seu cunhado, chamando a atenção do amigo e despertando a atenção de Lily e da loira que estava beijando a pouco instantes. Para sua surpresa, nenhuma parecia nem um pouco envergonhada, ainda menos, pareciam se sentir culpadas.
Minutos depois, o pequeno Harry adentrou a sala de estar, cumprimentou o professor e a mulher mais velha, e correu até sua mãe.
— Ah, finalmente, mamãe! Não aguentava mais você e a tia Lene se beijando na sala, as piadas de Padfoot já perderam a graça e o Moony só dá atenção pro papai agora — falou o garotinho com cara emburrada.
A loira – a tal da "tia Lene" – deu uma risadinha e saudou o menino e também Regulus:
— E aí, cara? Eu sou a Marlene, mas pode me chamar de Lene, ou de Malrs. Você deve ser o Regulus, né? Six me falou de você.
— É, sou eu mesmo. Prazer em conhecê-la. — respondeu, numa óbvia tentativa de esconder seu desconforto.
Com o passar do tempo, Regulus foi, aos poucos, se integrando ao grupo e, no geral, o almoço foi tranquilo.
Ele foi apresentado a mais algumas pessoas: os pais de Remus (já os havia visto, mas foi apresentado devidamente desta vez), Hope e Lyall, Dorcas Meadowes – aparentemente a namorada de Marlene –, e Peter Pettigrew, um amigo de infância de Remus e James.
Sua dúvida não foi solucionada até o final do dia, quando Lily o chamou para conversar após a maioria dos convidados terem ido embora.
— Regulus, oi! Podemos conversar, por favor? — vendo que ele estava nervoso demais para responder, ela continuou — É sobre o quê você viu quando chegou. Eu sei que você, provavelmente, não entendeu nada — não estou desmerecendo sua inteligência, é claro, apenas é confuso para algumas pessoas —, mas, acontece que eu e James funcionamos de uma maneira levemente diferente do "comum", digamos assim, já que temos uma forma de relacionamento chamado de não-monogamia, em que estamos juntos, nos amamos, mas nos permitimos amar e nos relacionar com outras pessoa livremente.
— Então, Marlene é sua namorada? — perguntou Regulus timidamente.
— Bem, não exatamente. Na verdade, estamos apenas ficando, nesse momento, mas, talvez, possamos começar a namorar futuramente.
Lily recebeu apenas um resmungo baixo de concordância, e logo Regulus estava se despedindo de todos, explicitamente tentando entender ainda o que lhe fora explicado.
Algum tempo depois, quando Black chegou em casa, a curiosidade continuava latejando sua mente, então, como o bom investigador* que era, resolveu ir fuçar o Instagram de James.
(*Lê se fofoqueiro)
Lá, havia centenas de fotos — James era daqueles que tinha a mesma conta desde a adolescência e nunca apagava as fotos antigas —, com centenas de pessoas diferentes, também.
Reparou em um cara, que aparecia com frequência nas fotos de até uns meses antes. Clicou no user marcado e descobriu que este era um tal de Benjy. O tal de Benjy. Aquele que Harry havia mencionado em sua conversa com o professor.
As coisas começaram a se encaixar em sua mente, e percebeu que talvez, só talvez, houvesse uma chance de Harry estar certo e Lily realmente estar incentivando James a chamá-lo para sair. Talvez seus sentimentos fossem recíprocos; talvez ele não estivesse vendo coisas onde não tinha…
O dia finalmente havia chegado. Era dia de James buscar Harry na aula de natação, e ele iria, finalmente, chamar Regulus para sair.
Lily o pusera contra a parede de manhã, ("Você 'tá realmente apaixonado, não 'tá? Então vai de uma vez, chama ele pra sair antes que alguém o faça primeiro!") e o deu o prazo de uma semana para conseguir um encontro ou ela mesma organizaria isso.
Assim que chegara, começou a suar frio. E se Regulus não aceitasse? E se desse tudo errado? E se as coisas ficassem estranhas e eles não se falassem mais? Ai, Deus, isso tudo é tão complicado! James se sentia como quando era adolescente e pisava em ovos tentando conquistar Lily — só esperava que Regulus pulasse a fase de odiá-lo durante o processo.
Perdido em seus pensamentos, Potter nem sequer percebeu que seu filho vinha em sua direção, até que ele pulou, se agarrou fortemente às pernas do pai e o teria derrubado, se não fosse pelo professor, que os segurou rapidamente.
Logo, James se recompôs e cumprimentou Regulus educadamente, se forçando a lembrar que já tinha 25 anos e deveria agir como tal.
Depois de colocar Harry no carro, entregar o tablet e pedir para ele esperar um pouquinho, James foi até Regulus.
— Oi, Regulus! E aí? Tudo bem? — recebendo um cumprimento e uma confirmação, continuou — Então… sábado vai acontecer a estreia daquele novo filme do Homem Aranha, você gostaria de ir comigo?
Falando daquele jeito, enquanto esfregava a palma da mão no pescoço, Regulus conseguia imaginá-lo perfeitamente no uniforme do time de futebol de sua antiga escola, ele definitivamente estava agindo como um adolescente, então, o que custava também agir como um?
— Ah, é, acho que sim, pode ser legal.
— Ahm ok, então, eu te mando mensagem.
Depois daquele momento vergonhoso em que dois adultos agiam de forma muito estranha para suas idades, Black nem conseguia acreditar no que acabara de acontecer, até que ouviu Emmeline comemorar atrás de si. Soltou um riso nasalado, imaginando como seria esse encontro…
— Você 'tá sendo ridículo, Regs! Sério. Você tem que ir nesse encontro! Eu não aturei você falando sem parar sobre essa cara pra você simplesmente desistir na última hora — a voz e a face irritadas de Mary se faziam perceber pela videochamada; Regulus havia ligado para suas duas melhores amigas enquanto surtava antes de seu encontro com James.
— Mas você não entende, Mary! E se ele me achar muito chato? E se, quando ficarmos só eu e ele, não tivermos assunto nenhum pra conversar?
— Regs, eu tenho certeza que vai dar tudo certo, não se preocupe tanto — o sorriso gentil de Emmeline era tudo o quê Regulus precisava naquele momento.
— E, pelo amor de Deus, para de agir como se você fosse um adolescente indo pro primeiro encontro, parece até quando você é Barty começaram a sair — não que ele precisasse ser lembrado de como costumava ser ridículo quando namorava Bartemius, mas Mary tinha razão sobre isso, naquele momento, não dava para negar.
— Tá, tá. Tchau, até depois.
— Tchau!
Ai, ai, essa seria uma looonga noite.
O orgulho fervia no peito de Lily. Seu marido finalmente havia percebido que fugir não era a solução para nada. Agora, só precisa ajudá-lo a se preparar para esse tão esperado momento.
— Certo, lembre-se de sorrir, todo mundo ama seu sorriso — tire esse sorriso do rosto, para de ser convencido, James! —, esse dia é especial, tenho certeza de que será incrível.
— Boa sorte com o tio Reg, papai!
— Obrigado aos dois — um sorriso terno cobrindo seu rosto enquanto ele abraçava suas pessoas especiais. Tudo estava pronto para ser perfeito.
Ah, e é claro, como um bom fã de homem aranha (e rico, também), ele, obviamente, estava com uma fantasia do personagem e já levava seu balde-aranha para a pipoca.
Regulus sempre foi muito pé no chão. Gostava de filmes de herói e tals, mas não usaria uma fantasia para assistir um filme. Não importava qual fosse. Mas é claro que James era seu exato oposto.
— Regulus! Oi! Tudo bem? Cheguei faz uns minutos, mas o shopping tá muito lotado, né?
— Oi, James. Pois é, muita gente mesmo, acho melhor a gente já ir pra área do cinema ou não vamos conseguir entrar.
Por um tempo, apenas seguiram até lá, num silêncio meio desconfortável, apenas interrompido quando James sentiu uma grande necessidade de falar alguma coisa e soltou um comentário aleatório sobre a vestimenta do povo.
A fila estava grande, obviamente, então eles combinaram de James ficar esperando para entrar na sala, e Regulus ir comprar a pipoca.
Enquanto Black esperava, começou a refletir sobre aquela tarde e sobre tudo que estava arriscando estando ali, todas as consequências que poderiam acontecer se não desse certo…
Em algum momento, eles acabaram entrando na sala e se sentando.
Durante o filme, eles conversaram um pouco sobre o quê acontecia e vibravam com o restante das pessoas; foi divertido até.
Depois, eles lancharam e conversaram e continuaram com o clima de adolescentes apaixonadinhos, o que não ajudou a acalmar nenhum dos dois.
Passado um tempo, eles acabaram se despedindo — vergonhosamente — e ficaram de se comunicar por mensagens.
Ai, ai, não havia sido como Regulus esperava, mas foi bom, e, quem sabe, da próxima vez ele conseguisse agir de forma decente.
O segundo encontro foi, definitivamente, bem melhor. Eles já não estavam tão nervosos e agiram de forma mais natural. Não que o primeiro tenha sido péssimo, foi uma boa experiência, mas definitivamente poderia ser melhor.
Desta vez, quem havia convidado fora Regulus, que sugeriu um jantar num restaurante que Mary tinha recomendado. Ele foi buscar James em sua casa, e foram juntos até o local.
Eles jantaram e conversaram e flertaram — bem, James flertou, Regulus já havia cumprido seu papel de demonstrar interesse fazendo o convite — e, na hora de se despedirem, na frente da casa dos Potter, finalmente se beijaram, depois de tanto drama.
Com o tempo, começaram a trocar mensagens diariamente, e já não ficavam envergonhados no fim das aulas de Harry.
Os relacionamentos vão se desenvolvendo aos poucos, e Regulus tinha certeza que era só questão de tempo até que eles fossem um dos melhores casais do século — e não há dúvida de que James concorda.
