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•••Bom gosto questionável•••

Summary:

Andrew não adorou a ideia de ir morar longe de Neil, então ele espera (nem tão) pacientemente que Neil o visite para que eles possam decorar o novo apartamento >juntos<, brincadeiras, fofura e provocações seguem:)

Ou

Neil Josten e Andrew Minyard decorando o apartamento e sendo perfeitos nisso:)

Notes:

No meu Twitter @htps.dyaz tem a fic postada em forma de au com tuites legais do resto dos foxes, se for da sua preferência:)

(See the end of the work for more notes.)

Work Text:

O infortúnio em comprar um novo apartamento há menos de uma semana é… Bom, tudo. Andrew odeia a cor das paredes, são um amarelo claro que não agradou em nada sua vista, e ele tem o total de quatro móveis ainda, uma cama que ele gastou um bom dinheiro para que ela fosse confortável e espaçosa, uma geladeira, um fogão e uma cômoda que ele não tem certeza se gosta. Mas tudo bem, ele iria consertar aquilo, só lhe parecia estranho decorar todo o seu novo apartamento sem ninguém para comentar. Oh é claro, seu irmão ou primo sempre poderiam dar suas opiniões, Kevin não lhe seria muito útil, mas morando sozinho o homem deveria ter algo a dizer também, literalmente qualquer um dos foxes lhe daria uma ajuda se ele ligasse, provavelmente ficariam surpresos também, mas diriam algo. Mas nessa altura do campeonato todos sabem que não é alguém qualquer que Andrew quer fazer isso, então sim, Andrew esperou quase um mês até um certo ruivo poder visitá-lo.

Neil chegou a noite, eles comeram comida chinesa sentados no canto da parede lado a lado, foi proibido falar de exy então eles conversaram sobre cénarios loucos, afirmando que Nicky seria o primeiro a morrer se estivesse em bird box, e morreria ainda mais rápido se eles não pudessem falar ao invés de ver, eles riram mesmo que talvez fossem piadas um tantinho malvadas, mas eles não se importaram. Andrew falou sobre as cores que queria pintar o apartamento, eles falaram sobre tudo que poderiam colocar em todo aquele espaço, em determinado momento foram até a varanda, acenderam um cigarro, Andrew disse que talvez comprasse uma planta, Neil disse que o faria para ele, iria comprar girassóis para combinar com Andrew, depois disso o loiro revirou os olhos e entrou para dentro deixando o Neil rir do lado de fora, o idiota.

Eles se deitaram na cama de Andrew e Neil disse que um dia ele dormiria à luz das estrelas ao lado do loiro. Andrew o calou com um beijo quase rude, Neil não reclamou, ele nunca o fazia, só sorriu e teve que parar quando seu sorriso largo atrapalhou o beijo, mas ele ainda se sentia contente, oh sim, Neil estava nas nuvens dormindo na cama espaçosa de Andrew.

Às vezes Andrew odiava o próprio apartamento, mas mesmo que o apartamento geralmente estivesse quase oprimente com tamanho silêncio e espaço, aquela foi uma noite boa. Naquela noite Andrew não se importou com todo o espaço, porque ele sabia que logo seria preenchido, e Neil iria ajudá-lo, e Andrew sabia que Neil iria ser horrível fazendo isso, mas talvez fosse divertido ao menos fazer isso com ele, e se não fosse, bom, então Andrew se arrependeria de ter achado que Neil o ajudaria, mas sabia que não ia se arrepender de ter desejado a companhia do ruivo idiota ao menos.

O céu estava nublado e uma fina chuva caia do lado de fora, era o dia perfeito para assistir filmes na TV, comer algo doce e ficar preso no sofá ou na cama, entretanto, Andrew não tinha esse privilégio quando mal tinha panelas em casa, então por consequência, Neil também não tinha esse privilégio.

Eles acordaram mais cedo do que planejado, tomaram banho e colocaram roupas quase idênticas, Neil vestia um dos moletons de Andrew e pôs um chapéu que não sabia de onde havia vindo, provavelmente um dos seus fãs lhe deu, ele só espera que tenha agradecido no dia. De qualquer modo, com roupas pretas tais quais as de Andrew, eles entraram no carro e foram direto para uma cafeteria por perto, comeram com calma e Neil ainda levou um café para viagem. Então finalmente chegaram ao seu destino.

A loja enorme prometia muito e Andrew esperava voltar para casa com bons móveis para dizer o mínimo, e vendo o preço de tudo, com certeza com uma facada entre as costelas da sua conta bancária, mas ele sabia que tudo bem porque afinal, qual o benefício de ser um dos melhores goleiros que esse esporte medíocre já viu, palavras provavelmente de Andrew não minhas, se não para gastar o salário que recebe?

Ah, e seu namorado boca de sacola e com um instinto questionável, provavelmente, como idiota que era, colocaria todo a sua fortuna nos bolsos de Andrew se algo acontecesse com ele. Aaron com mais alegria do que deveria pensou nisso em voz alta e na época Andrew tinha jogado uma almofada bem no rosto da sua cópia, mas ele estava certo, Andrew seria uma puta vadia rica. Lê -se Viúvo* profundamente triste e profundamente rico também.

Mas com seu namorado, inteiro e respirando, ao seu lado ele passeou pelos corredores da loja avaliando tudo que seus olhos podiam alcançar.

-O que estamos procurando para começar?

-Um sofá e poltronas. - Andrew apontou para a placa no alto e caminhou até o corredor que indicava aquilo, Neil o seguiu. - Algo bonito.

-Acho que aquele sofá é sua cara. - Neil falou sorrindo largo enquanto apontava para uma aberração rosa não muito longe deles. - Oh, não. Aquele é melhor. - Uma poltrona para criança, amarela mostarda. Andrew andou mais rápido depois de dar o dedo do médio para o ruivo, então fingindo que não o conhecia enquanto a risada do outro se espalhava pelo corredor. - Ok, ok. Que tal essa. - Ele apontou para algo quase genérico, não era feia, mas Andrew ainda torceu o rosto.

-Não combina com a paleta.

-Bom, eu não sabia que tínhamos uma paleta. Quer me contar as cores dela? - Neil pôs as mãos no bolso enquanto Andrew tirava o celular do bolso e abruptamente parava no corredor.

-Esse azul, e algumas paredes brancas também, os móveis precisam ser escuros de preferência, mas não todos, lembra? Eu te disse ontem. - Neil concordou com um aceno de cabeça observando as fotos que Andrew mostrava com o queixo apoiado em seu ombro. - E vamos comprar uma planta também, o verde vai se destacar com as paredes, de uma forma boa. - Completou mostrando um tom de azul escuro que agradou Neil também. - Entendido?

-Sim senhor. - Ele sorriu e Andrew revirou os olhos. - Mas tem certeza que não quer levar essa daqui?- Neil apontou em zombaria para a poltrona laranja que Andrew arregalou os olhos e se afastou como se o estofado estivesse cometendo dezenas de crimes somente existindo, e deixou Neil para morrer com aquela coisa horrenda.

 

-Andrew. - Neil chama mais tarde e Andrew resmunga enquanto continua a empurrar o carrinho pelos corredores, quase ignorando o ruivo que ele tanto esperou para lhe acompanhar. - Andrew!

-O que? - perguntou finalmente, mostrando que ouvia.

-Podemos comprar?- Andrew parou e se virou para Neil que a alguns metros de distância segurava um conjunto de lençóis laranjas abóbora. Andrew encarou Neil com zombaria sem precedentes - É sério! Podemos?

-Para você ou para mim? - Perguntou tentando não torcer o nariz.

-Para você.

-Eu não quero isso na minha casa, Neil.

-Mas é um tecido bom! É uma ótima marca, e vem com fronhas, e é do tamanho da sua cama segundo a embalagem, é um pano de elástico então você pode combinar com algo branco por cima, acho que preto também, mas não sei se iria combinar…

-Você vai calar a boca se levarmos?- Andrew não acreditava que ele realmente estava fazendo isso. Neil concordou, seus olhos brilhando de empolgação por um maldito tecido. - Coloque a maldita coisa no carrinho. - Ele revirou os olhos enquanto o ruivo o obedecia e mais uma vez contente, seguia Andrew.

Eles pararam em frente aos sofás, havia vários e de várias cores, todo tipo de estilo e tecido variado estavam por algum lugar dali, Andrew não sabia nem sequer por onde começar.

Foi quando uma atendente chegou até eles, e dessa vez Andrew não recusou sua ajuda no começo, embora duvidasse que ela fosse ter muita serventia.

-Ola! Meu nome é Lindsey, como posso ajuda-los? - Ela perguntou com um sorriso largo incomum para o horário cedo.

-Queremos um sofá, sem muita certeza de um modelo. - Neil respondeu e Andrew concordou sem muita animação.

-Quais as cores preferidas de vocês?Talvez isso ajude na escolha!- Ela tinha um sorriso feliz mesmo, Andrew nunca havia visto um vendedor de loja tão feliz quanto ela, talvez a loja distribuísse maconha para seus funcionários, se fosse esse o caso estava dando certo, Andrew, aliás, desejava um pouco daquilo se o fizesse ficar feliz ao acordar cedo.

Neil franziu a testa, o idiota parecia precisar pensar em suas cores favoritas quando Andrew achava que ele deveria ter certeza considerando o tecido laranja entre suas coisas, as raposas laranja ganhadas por fãs que ele tinha e seu mais velho moletom do tom laranja escuro com seu nome em letras brancas nas costas e estrelas pelas mangas, Dan lhe deu. E mesmo com a obsessão por laranja Neil ainda não parecia se tocar. Andrew deveria parar de reclamar quando Aaron perguntava se ele tinha certeza sobre seu parceiro.

-Verde, amarelo e marrom.- O ruivo finalmente falou e Andrew se virou lentamente para ele, o encarando com o rosto em branco se não fosse seus olhos brilhando de incredulidade que Neil reconheceu bem e ficou confuso também.

-Bom… Temos sofás de todas essas cores! Querem dar uma olhada?- A mulher de sorriso brilhante não perdeu o ânimo apesar da ausência de animação em Andrew.

-Estamos bem na verdade.

-Obrigada. - Neil completou antes da mulher se afastar e olhou para Andrew confuso. - Estamos bem?

-Vamos procurar um maldito sofá, Neil. - Ele revirou os olhos voltando a empurrar seu carrinho e o ruivo nem se abalou só seguindo o outro. - Verde, amarelo e marrom. Desde quando essas são duas cores favoritas?

-Hm, não sei? Por que parece tão chocado por isso?

-Você é um maldito lunático por exy e pior ainda, pelos foxes. Você respira laranja. - Andrew apontou para o lençol laranja no meio das coisas dentro do carrinho como se para confirmar seu ponto. - Você é um idiota.

-Foda-se 'Drew. - Neil riu sem fazer nada além de dar de ombros.

Neil gostava de verde, lembrava dos olhos de Andrew, aqueles olhos que pareciam uma explosão quando se olhava mais de perto, a íris rodeada por um castanho beirando o laranja, então algo parecido com amarelo misturando-se com pontos de verde… Era magnífico, Neil provavelmente poderia ficar horas olhando para seus olhos sem nunca reclamar, não era surpresa que gostasse tanto dessas cores então. Eram essas, afinal, que tiravam seu fôlego.

Além do mais, amarelo era a cor do cabelo de Andrew, e o loiro em contraste com suas mãos é uma obra de arte, os cabelos ondulados e macios do namorado nunca sairiam da cabeça de Neil mesmo se ele tentasse, era impossível não gostar também daqueles cabelos loiros quando ele perdia o fôlego sempre que o identificava em uma multidão de pessoas, era reconfortante e sempre apertava seu peito ao saber que aquele tom no meio da multidão significava sua casa. Ele também adorava quando via aqueles cabelos no meio de suas pernas, mas não é hora para isso!

Neil piscou com força e se concentrou na realidade para então voltar a seguir Andrew em silêncio até que o loiro entrou em um corredor cheio de coisas de vidro.

-Não quebre tudo. - Avisou como uma mãe faria em repreensão para uma criança atentada e rebelde. E se tinha palavras que descrevem melhor a personalidade do ruivo, Andrew desconhecia.

-Eu pagaria.- Retrucou sem se afetar.

-Não quebre tudo e não gaste todo nosso dinheiro com vidros quebrados. - Completou e Neil sorriu largo pondo a taça que segurava de volta ao lugar.

-Nosso dinheiro, huh? - Repetiu voltando a se aproximar.

-Considerando que você gasta mais pra me dar presentes do que para si. Sim, nosso. - Andrew nem ergueu os olhos enquanto falava, focado em escolher um conjunto de taças e perdendo o tom rosado que cobria o rosto do ruivo por alguns segundos. - Pegue alguns pratos. - Pediu distraidamente.

-Quantos? - Andrew fez uma contagem internamente sobre quem queria que um dia entrasse em sua casa, consequentemente ele iria pegar mais pratos, copos e tudo mais é claro, mas por enquanto…

-Três. - Falou depois do que parecia uma eternidade. Um para Neil, outro para Andrew, e mais um para qualquer visita, provavelmente indesejada, que pudesse vir. No entanto, Neil o ignorou trazendo um conjunto de doze pratos. - Por que?

-Kevin, Aaron, Nicky, Matt, Allison,Dan, Renee, eu, você, Wymack, Abby, Bee. - Ele contou nos dedos e sorriu como se dessa forma tudo estivesse perfeitamente nos conformes, por que é claro, tudo que uma casa precisava era pratos o suficiente para seu antigo time que todos sabiam, era a maldita, infelizmente, família de Neil, e mais infelizmente ainda, também de Andrew. - Oh, espere. - Neil voltou para a prateleira pegando mais um prato e acrescentou na pilha. - Robin. - Andrew estava incrédulo. - Oh, devemos pegar um para Katelyn e Erick também?

-Neil. - Andrew começou respirando fundo - Neil Abram Josten. Por acaso seu namorado, eu, tem a cara de quem vai um dia reunir toda essa maldita equipe em sua casa? - Perguntou olhando no fundo daqueles olhos azuis que apesar de tudo pareciam ainda estar brilhando de diversão.

-Leve-os, um dia vamos precisar. - Ele insistiu e Andrew desistiu, as vezes isso era mais fácil do que tentar lutar contra aquele idiota de sorriso largo.

Andrew sempre revirou os olhos quando as pessoas perguntavam porque ele ouvia Neil, porque ele fazia coisas que Neil pedia, falando sobre privilégios de namorado ou coisa do tipo, os foxes eram especialista nesse tipo de "reclamação", o que acontece é que além do é claro, privilégio de namorado que querendo ou não Neil tinha, Andrew também nunca viu algum dos foxes negar o que Neil pedia ou não parar pra ouvir o que Neil poderia dizer. Os foxes eram uns hipócritas que fingiam não tratar Neil como o irmão mais novo da matilha de loucos que eles eram, ridículos.

-Se vamos comprar taças precisamos de vinho para comemorar a compra delas. É tradição. - Neil falou ao ver as taças sendo postas no carrinho. Andrew o olhou com cinismo, mas não falou nada apesar de saber que seu namorado estava mentindo. Neil, que nunca havia passado um feriado decentemente, estava ali inventando uma tradição com a desculpa para beber vinho.

-Um cobertor decente então vamos embora. - Informou e pegou na mão do ruivo antes que ele voltasse a tocar nas diversas taças e copos de vidro das prateleiras, então o arrastou segurando o carrinho com uma só mão, o que foi meio desafiador aliás.

-Olhe isso!- Neil parou abruptamente e soltou a mão de Andrew para andar até uma das estantes que guardava vários pacotes de estrelas noturnas, Neil sorriu para Andrew pegando um dos pacotes. - Poderíamos dormir sob as estrelas.

-Foda-se. Traga. - O ruivo sorriu largo com a confirmação e levou dois dos pacotes de 100 estrelas para o carrinho. Então ergueu sua palma em oferta para que eles continuassem a andar de mãos dadas e com um suspiro Andrew voltou a entrelaçar seus dedos. - Você vai pôr?

-Eu colo enquanto você faz o jantar.- Neil confirma e Andrew ergue as sobrancelhas, não estava em seus planos fazer o jantar naquela noite. - Inaugure as panelas comigo!

-Não basta inaugurar a cama? - Andrew provocou e Neil sibilou uma repreensão em meio a risadas um pouco engasgadas e chocadas pelas palavras que saíram tão fáceis da boca do loiro.

-Você é inacreditável, Joseph Minyard. - Neil balançou a cabeça levemente, mas apertou os dedos na palma de Andrew enquanto andavam em direção aos cobertores. - Que tal… - Neil começou com diversão não tão implícita em seu tom de voz.

-Meu cobertor não vai ser de raposas, Abram. Nem pense. - Avisou puxando a mão de Neil para que ele nem sequer se aproximasse do cobertor infantil com raposas e príncipes estampados, provavelmente baseado no pequeno príncipe. - Preciso de outro travesseiro também.

-Sério? Você parecia bem no meu peito ontem a noite. - Provocou sem vergonha.

-Você tem que me servir de algo quando está por perto. - Neil riu fingindo não notar o rosto corado do loiro, entretanto, eles adicionaram mais dois travesseiros no carrinho. - Quando você vem de novo?

-A temporada vai começar em breve, você vai viajar muito, provavelmente os foxes também… - Neil mordeu o lábio desviando o olhar de Andrew. - Daqui umas semanas eu acho, uns dois meses? Acho que posso encontrar uma brecha e pegar um avião.

-São só três horas de carro.

-E meia hora de avião.- Neil deu de ombros refutando. - Então posso passar duas horas e meia a mais com você.

-Idiota. - Sussurrou voltando a de concentrar nos cobertores enquanto ignorava a pontada no peito que se assemelhava a uma quase dor física, mas Andreww, apesar de não querer admitir, sabia a verdade, saudades de qualquer modo, não combinava com ele, em sua opinião. - Como está indo, o maldito exy?

-Difícil. Eles estão melhorando, e Jack está aos poucos tirando o meu pau da boca e focando realmente em exy e não em ofensas.

-Tirando seu pau da boca. - Andrew repetiu tentando não rir. - Quem lhe ensinou essa expressão?

-Nicky.

-Ah, é claro que sim. - Andrew revirou os olhos com um sorriso de canto.- Eu te odeio, sabia?

-Uhum, eu também te amo muito. - Neil sussurrou com um sorriso sem mostrar os dentes, mas largo, enquanto se aproximava. - Sim ou não?- Andrew o respondeu colando seus lábios com rapidez, algo rápido porque eles não apreciavam tanto assim afeto em público, mas foi o bastante por enquanto. - Esse? - Perguntou apontando com o queixo para o cobertor que Andrew ainda segurava com uma das mãos.

-Sim. - Resmungou enfiando no carrinho e suspirou como se tivesse vencido uma batalha. - Vamos pagar. - Eles se dirigiram até os balcões e Andrew se apoiou no carrinho enquanto esperava na fila, estava usando seu celular quando notou seu namorado inquieto ao seu lado, já se passou muito tempo e eles já se conheciam e estavam em um relacionamento há anos de mais para Andrew não reconhecer a linguagem corporal do ruivo, e bastou um olhar de lado e o suspiro mal contido de Neil para que Andrew soubesse que ele estava incomodado com algo. - O que foi?- Perguntou finalmente desligando o celular para que pudesse focar no mais novo de olhos azuis.

-Não é nada. - Neil resmungou desviando o olhar antes que Andrew pudesse ver para que direção ele estava olhando, mas tarde demais. Os olhos de Andrew varreram a loja na mesma direção que o namorado olhava segundos atrás e tentou identificar algo que pudesse chamar a atenção do ruivo.

-O que é, Abram?- Resmungou meio insatisfeito por não ter conseguido encontrar, Neil suspirou ao seu lado dramaticamente.

-Allison me deu uma pelúcia mês passado, era um dragão laranja estranho e com um tecido muito fofo aliás…- Andrew franziu a testa, mas assentiu esperando ele chegar no ponto importante. - Eu queria outro, e hm, aquela mulher acabou de pegar os dois últimos que eu estava olhando.

-O banguela? Do filme que assistimos?- Andrew perguntou cerrando os olhos para a mulher de longe, uma loira segurava uma das pelúcias enquanto seu filho segurava outro e cutucava um pato de pelúcia dentro da cesta parecendo pensar em uma trocar. Andrew se endireitou.

- O que está fazendo? Andrew? Andrew! 'Drew, eu não sou criança, pelo amor de deus.. - Neil afundou seu rosto nas próprias mãos enquanto observa Andrew sem se abalar caminhar pondo seu celular no bolso e ir até a loira. Neil não podia ouvir daquela distância, mas a cada segundo que se passava com Andrew e a loira conversando o rosto dele assumia uma coloração cada vez mais perto de se assemelhar a do próprio cabelo.

Andrew parecia ter escolhido apelar por sua última é mais difícil arma, gentileza com estranhos. Ele conversou apenas alguns minutos com a loira mais alta e depois tirou uma foto com o filho da mulher que tinha a boca em um perfeito "o" impressionado pelo goleiro de exy estar pedindo uma de suas pelúcias, a criança parecia mais que contente em dar uma delas, parecia ter somente cinco ou seis anos, Andrew gentilmente, em um gesto incomum aliás, bagunçou o cabelo do garoto e pegou o banguela das mãos da mulher agradecendo antes de se despedir acenando com os dois dedos na testas para a criança que sorriu largo enquanto retribuía com empolgação.

Então Andrew Minyard voltou heroicamente com um banguela de pelúcia nos braços e um olhar zombeteiro em direção ao namorado.

-Não acredito que você fez mesmo isso. - Neil sussurrou enquanto a pelúcia era posta no carrinho. - Fico feliz por não ter ameaçado a mulher.

-A criança estava presente. - Explicou e Neil riu avançando mais um passo na fila que já chegava na vez dos dois. - Encarando.

-Obrigado. - Sussurrou sem desviar o olhar.

-Até quando vai ficar?- Andrew perguntou novamente se recusando a olhar nos olhos azuis do outro. Ele se recusava a deixar Neil ver seus olhos porque temia que ele fosse lê-los, e sabia que se Andrew pedisse era bem capaz de Neil ficar, e ambos sabiam que ele não podia, não fisicamente, não inteiramente e não ainda.

Neil não respondeu, ele avançou quando a vez deles chegou e o mais discretamente possível depositou um beijo na bochecha do loiro, tão leve que Andrew sequer teve tempo de reagir, um roçar de lábios em sua pele que o fez arrepiar. Neil ajudou a passar o restante das coisas no carrinho como se estivesse tudo normal e equilibrada, e foi quando Andrew se tocou que era verdade, o ato que deixava o estômago de Andrew mais quente e o desejo por mais em seu corpo era algo já normal, eles não faziam demonstrações públicas de afeto frequentemente, mas Andrew estava bem com elas quando acontecia, e apesar dos sentimentos parecendo aflorar em sua pele, estava tudo tão bem quanto antes, e um bafafá não era mais necessário.

Andrew passou o cartão de crédito impedindo que o ruivo idiota fizesse isso por ele. Sinceramente, para alguém que dá 80% dos seus ganhos para a máfia, Neil não poupava muito do seu dinheiro quando se tratava de presentes, Andrew achava quase preocupante.

Com a garantia que os móveis iriam ser entregues até amanhã a tarde eles voltaram para o apartamento com as mãos cheias de sacolas ainda assim. As próximas horas foram de ambos organizando tudo que conseguiam, mais toalhas colocadas no banheiro, panelas no armário, uma troca de chuveiro, copos, muitos pratos e talheres sendo colocados em seus devidos lugares, tudo estava extremamente casual e estranhamente aconchegante e Andrew queria que aquele calor em seu peito fosse embora, mas era impossível, seu coração parecia transbordar e não havia nada que ele pudesse fazer para impedir.

-Se você cair…- Andrew reclamou enquanto observava Neil subir nas escadas que pegou emprestado de deus sabe quem para colocar as estrelas de teto no quarto. - Neil!

-Relaxe, Andrew. Não vou cair. - Falou sorrindo e colocou uma estrela entre os dentes enquanto colocava o adesivo em outra estrela para que pudesse colar no teto. - Estou bem. - Andrew olhou com cinismo para o ruivo em pé na escada e com hesitação ele deixou o quarto embora ainda estivesse inseguro com as habilidades de equilíbrio do ruivo. Ele foi à cozinha tirar ingredientes da sua geladeira para fazer o jantar e tentou não pensar em Neil e no quanto ele estava demorando enquanto preparava tudo para o jantar. Neil apareceu quase uma hora depois, massageando o pescoço e fechando os olhos com uma cara exagerada de prazer quando sentia o cheiro vindo da cozinha, como se Andrew estivesse cozinhando um banquete caro ao invés de macarronada com carne e molho.

E tudo que Andrew conseguia pensar era: Fique.

 

A saudade é o sentimento mais estranho se você tirasse algum tempo para refletir. A sensação de vazio que permaneceu por semanas no peito de Andrew foi algo que ele odiou. Fazer coisas simples do dia a dia e de repente ter uma pessoa infiltrada em sua mente? Era de enlouquecer. Andrew ou Neil nunca ouviram falar de alguém que morreu de saudades, eles sabiam que não seriam eles os primeiros, mas eles beijaram sob as estrelas com tanto ardor que se assemelhava a última noite dos dois e não uma em muitas que eles teriam, mãos sedentas, aquela clássica pergunta sendo sussurrada por todo o lado enquanto as coisas avançaram…

Eles não achavam que o sexo era a melhor coisa entre eles, não era ruim, muito pelo contrário, era incrível. Mas aquilo nunca foi o ponto do relacionamento dos dois, então Neil sabia, enquanto tinha o rosto de Andrew afundado em sua pele, que não era pelo sexo daquela noite que ele se sentia completo, era pelo dia. O dia dos dois foi repleto de coisas banais e casuais que preencheram seu coração naquele dia e o fez dormir sorrindo.

Neil se divertia sozinho em Palmetto, ele gostava de ser capitão e gostava de ainda ser um Fox, mas ele tinha certeza que em dois dias, quando ele estivesse voltando para Palmetto, ele iria imediatamente começar a contar as horas para ver o loiro novamente. Mas por enquanto ele não estava preocupado com isso.

Ah não, ele tinha tudo que queria bem perto de si naquela noite, e ambos estavam felizes demais para pensar em dias que eles não teriam a companhia um do outro tão perto quando desejavam.

-Andrew?

-Huh? - Andrew se afastou apenas alguns centímetros para olhar nos olhos do ruivo, mesmo que mal pudesse enxergar no escuro. Neil se inclinou depositando um beijo na testa do namorado, então segurou seu rosto como se segurasse diamantes e beijou sua bochecha e a ponta do seu nariz sorrindo quando o fez. Ele não via a cor do rosto de Andrew, mas ele tinha certeza que o seu namorado estava vermelho. - Idiota. - Xingou e se ergueu com o cotovelo e devagar, dando a chance para que Neil se afastasse se ele quisesse, ele não o fez, na verdade se inclinou para frente em busca de mais rapidez, então beijou dos lábios do ruivo várias vezes, apreciando o som das bocas molhadas e dos ruídos que deixavam escapar.

Então afundando a boca no pescoço de Andrew, Neil sussurrou contra a pele não mais imaculada do namorado:

-Eu te amo. - Andrew suspirou com força segurando os cachos ruivos com mais firmeza e conduziu com um pouco de desespero a boca de Neil contra a sua.

-Eu também te amo. - Confidenciou, o rosto dos dois nem sequer a dois centímetros de distância, ambos só de cueca e camisa e casualmente um sorriso no rosto. - Idiota.

-Boa noite, Andrew.

-Boa noite, Coelho. - Seu rosto encaixou no pescoço do ruivo, seu braço rodeando a cintura do mais novo como se quisesse ter certeza que aquilo não era uma alucinação.

Mas Andrew sabia que não, ele já tinha passado daquela fase, e por mais inacreditável que às vezes pudesse parecer, Neil era real. Neil era real e o amava, Neil era real, o ava e Andrew o amava de volta.

Santo deus.
Oh

Andrew tinha certeza, ele precisava daquele maldito idiota ao seu lado pelo resto da sua vida.

Oh.

Fim:)

Notes:

É minha primeira fic postada dos Andreil então peguem leve. Espero que tenham gostado, comentários e kudos são apreciados:))