Chapter Text
Peter estava tendo um bom ano, ótimo até. Eles derrotaram Thanos com a ajuda da Liga da Justiça, ele conseguiu, de alguma forma, não se envergonhar na frente de seus heróis favoritos e até recebeu elogios. Ele estava se divertindo em seu estágio com o Sr. Stark, nenhum de seus vilões habituais causou grandes problemas em Nova York, seu treinamento com o Demolidor estava indo bem e até o Flash aparentemente decidiu lhe dar um descanso (bem, não exatamente um descanso, mas seus... comentários estão mais esparsos e moderados do que costumavam ser).
O equilíbrio entre vida pessoal e profissional também melhorou para ele agora, e ele até consegue tirar mais fotos para sua conta de fotografia nas redes sociais. Inicialmente, era apenas um hobby que ele tinha pegado do tio Ben, mas, após a morte dele, Peter decidiu criar algo para homenageá-lo. Assim, ele criou o “Teias do Bem” ou TB para abreviar (em sua defesa, ele tinha acabado de começar a ser o Homem-Aranha e ter tudo temático de aranha parecia legal), uma conta focada em fotografar pessoas que ajudam, desde heróis e vigilantes a bombeiros e policiais, até alguém ajudando uma senhora idosa a atravessar a rua ou uma criança a tirar seu gato de uma árvore. O objetivo é mostrar às pessoas que sempre há alguém disposto a fazer o bem e que, se você puder ajudar alguém, deve fazê-lo.
"Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades", palavras de seu tio que ele sempre levará consigo.
Enfim, este foi um ótimo ano. Se ele tivesse mais certeza de que não ia dar azar, ousaria dizer a palavra com Q. Então, quando sua tia o acordou para tomar café da manhã, ele estava de bom humor. Ele finalmente teria um período de férias da escola e ele e May iriam fazer sua viagem anual para fotografar um herói ou vigilante aleatório, então que o processem se ele estivesse se sentindo como uma criança mas não é isso que ele é? em uma manhã de Natal.
“Bom dia, Peter! Dormiu bem?” perguntou sua tia quando ele entrou na cozinha do apartamento. É um apartamento simples, com apenas dois quartos, um banheiro e uma pequena cozinha integrada à sala de estar, mas eles não se importam nem querem muito luxo. (Acredite, Tony já tinha tentado e falhado.)
“Bom dia, May! Sinceramente, faz tempo que não durmo tão bem.” Ele não estava mentindo quando disse isso. Não ter pesadelos à noite é algo raro para ele, especialmente depois de sua primeira experiência com o Abutre; ter um armazém inteiro desabando sobre você e achar que vai morrer não é uma experiência nada agradável.
“Quando vamos escolher qual herói vamos seguir este ano?” A parte divertida das viagens deles é que só descobrem o destino um dia antes de pegar a estrada. O herói que ele vai fotografar é escolhido pelos seus seguidores nas redes sociais. Mesmo que ele nunca tenha dito isso abertamente aos seus seguidores (ele acha que eles provavelmente sabem, já que é meio óbvio o que ele está fazendo), todo ano ele fotografa o herói ou vigilante mais comentado em sua conta. “Seria muito legal se eu tentasse tirar fotos da Srta. Romanoff sem que ela me notasse, mas isso é algo que posso tentar depois. Além disso, não é uma viagem de verdade se nem sairmos de Nova York…” May ri do entusiasmo do sobrinho. “Respira, Pete. Vejo que alguém está ansioso para a nossa viagem, heim?”
“Claro que sim! É a nossa tradição, May. Além disso, posso ver alguns dos meus heróis favoritos enquanto faço algo que gosto” e que me lembra do Ben não foi falado mas entendido da mesma forma. “Oh, meu bem…” Sua tia o abraça e, antes de soltá-lo, beija seus cabelos. “Antes de descobrirmos para onde estamos indo, alguém aqui é um menino em fase de crescimento que precisa de comida.”
O café da manhã é simples, mas cheio de carinho e piadas, mesmo com apenas os dois. Peter não consegue deixar de pensar que, pela primeira vez desde a picada e a morte do tio Ben, ele está feliz. Tomar café da manhã com sua tia, passar tempo no laboratório com o Tony, patrulhar com o Demolidor e às vezes com o Deadpool... É, ele está feliz por tê-los em sua vida, com todos os defeitos e toda essa tonelada de trauma nos casos de Matt e Wade.
O café da manhã termina num instante, e Peter se encontra secando a louça enquanto May a lava.
"Você já avisou o Tony que vai perder alguns dias de laboratório por causa da nossa viagem?" ah droga "MEU DEUS! Eu esqueci completamente!! Vou ligar para ele agora, um minuto!." Enquanto se vira para tentar encontrar o celular, ele ouve vagamente a risada de May e, depois de um minuto de intensa busca, ouve um "Você deixou o celular no balcão, querido!" seguido de mais risinhos e um tapa na testa mental na parte de Peter.
Quando ele pega seu celular ele abre o contato do Tony e liga para ele.
“Pete? Aconteceu alguma coisa?”
"Hey, Sr. Stark! Só queria avisar que vou perder alguns dias de laboratório. Eu e a May vamos viajar amanhã, então só queria te avisar."
“Oh? E vocês vão para onde?”
“Ah, a gente ainda não sabe.”
“...”
“Vocês… não sabem…?”
“Ainda Sr. Stark. Nós vamos descobrir hoje, é uma pequena tradição nossa, só descobrimos para onde vamos um dia antes. Na minha opinião, isso torna tudo mais divertido do que ter tudo planejado.” Também tem o fato de ser para assuntos da TB, soa meio suspeito se você disser assim, mas enfim, Tony não precisa saber de suas aventuras como civil (se ele já não sabe, afinal, ele é o Tony Stark).
“Ah, isso faz mais sentido. Então, suponho que você também não saiba quando vai voltar?”
“Sim, não sabemos exatamente quando vamos voltar, mas com certeza estaremos de volta antes do fim das minhas férias!” Infelizmente, ele ainda precisa ir para a escola depois disso…
“Bom, divirta-se então, Roos. Se você ou a May precisarem de alguma coisa, liguem para mim ou para a Pepper ou até para o Happy, e nós ajudaremos. Até mais, garoto.”
“Tchau Sr. Stark!!” Quando Peter volta, May já tinha colocado a louça em seu lugar e estava esperando por ele para que eles vejam que herói foi o mais comentado. “Falou com ele?"
“Aham!! Nós estamos prontos para ver aonde vamos agora?” Peter se senta ao lado de May na mesa enquanto ele abria D.E.S.T.I.N.O. (Detecção e Extração de Sugestões Textuais para Itinerários de Navegação Otimizada), um programa que ele criou há algum tempo que conta a quantidade de vezes que uma palavra foi escrita em sua rede social. “Eu realmente espero que eles não nos de tipo, sei lá, alguém que a gente nunca ouviu falar que vive no meio do nada-” Droga “Eu acabei de nos dar azar, né? Agora, com a minha sorte, a gente vai acabar indo pro meio do nada…”
“Ei, pelo menos vamos estar no ‘meio do nada’ juntos! Lembra? É você e eu.” Ela sorri quando ele balança a cabeça que sim e sorri. “Você e eu.” Ele concorda.
Peter coloca D.E.S.T.I.N.O. para trabalhar enquanto eles esperam ansiosamente pelos resultados.
Selecionando nomes de heróis/vigilantes detectados…
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… Contando repetição de palavras…
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… checando por bots…
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… selecionando top 3…
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… escolhendo seu destino…
perigo
huh? Seu Sentido-Aranha dá um pequeno zumbido de perigo. Por quê? ‘É provavelmente nada, devo estar pensando demais de novo.’ Peter deu de ombros e voltou a ansiosamente assistir seu programa escolher seu destino. (Dramático, ele sabe, mas seu mentor é o Tony Stark, o que você esperava?)
… D.E.S.T.I.N.O. completo.
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RESULTADOS DA EXTRAÇÃO DE DADOS
Total: 569 votos
TOP 3 HERÓIS E/OU VIGILANTES (Total top 3: 314 votos)
3. Demolidor - 85 votos
2. Superman - 114 votos
Vencedor:
1. Batman - 115 votos
“Bom, definitivamente não é no meio do nada.”
“MEU DEUS!! BATMAN!?”
Eles disseram ao mesmo tempo
“Quase não existem fotos boas dele!! Se eu conseguir tirar algumas fotos boas… Espera. Também tem o Robin! Ai, May, nós precisamos ir tirar fotos do Batman e do Robin!! Eles são tipo, a dupla dinâmica, o Robin foi um dos primeiros heróis adolescentes. Ah, espera, o atual não é, hum, o segundo Robin, eu acho? Não importa, ele ainda é legal!! Eu vou precisar da minha– OH, estou divagando de novo… Desculpe…” May riu, divertida com as travessuras do sobrinho. “Tudo bem, querido, você só está animado.” Peter corou um pouco, envergonhado. “Mas, não deveríamos, também, pensar para onde estamos indo?” Hein?
“Como assi– Ohh!”
“Realmente,‘Ohh!’, Pete…” Ela diz “Acho que entendi o que você quer dizer…” Gotham “‘Capital do Crime’ não é lá muito convidativa, né? Mas, ei, eu acho que, se planejarmos bem e formos cuidadosos, nós podemos conseguir tirar de lá uma boa viagem!” May o encara, não impressionada. “Por favorzinho? Eu prometo que vou me comportar direitinho! Palavra de honra! Podemos até ficar num hotel na parte mais segura de Gotham, posso até usar o cartão que o Tony me deu, mas eu nunca uso!!” May suspira e fica em silêncio por um momento.
“Tá bom.” “Sim!!” “MAS. Você fica ao meu lado o tempo todo e, como eu sei que você vai fazer de qualquer jeito – não significa que eu goste disso – quando você inevitavelmente sair à noite em Gotham.” Peter faz uma careta pelo ênfase. “Eu preciso que você me prometa, me prometa, que se o seu ‘Arrepio do Peter’—” “Por favor, não chame ele assim.” “—te alertar sobre algum perigo, você vai para o outro lado.”
“Você sabe que eu não posso fazer isso…” Ele diz, olhando para o chão.
“Por favor, Peter… Me deixe ter a tranquilidade de saber que meu sobrinho está seguro… Eu não quero correr o risco de te perder…” May diz suavemente, acariciando o rosto de Peter.
“...”
“Tudo bem…” May relaxa um pouco com isso. “Mas só se você também ficar seguro o tempo todo.”
“Ah, Pete…” Ela o abraça, passando a mão em seus cabelos. “Eu prometo que ficarei seguro. ‘Palavra de honra’.” Ela sorri para ele.
Eles ficam assim por alguns minutos, apenas curtindo a companhia um do outro, quando May se afasta. "Certo, então. Promessas feitas, agora é hora de planejar a viagem de verdade!"
‘Eu realmente tenho a melhor tia, huh?’ Peter sorri suavemente ao pensar nisso
"Bom, acho que preciso arrumar minha câmera então.”
“Só a sua câmera?” May levanta uma sobrancelha, nada impressionada
“Acho que posso levar algumas roupas também desta vez.”
Eles conseguem manter a seriedade por um minuto antes de começarem a rir.
‘Aham. A melhor família do mundo.’
•–«🕸🕷🕸»–•
Peter e May estão se aproximando de Gotham e Peter não consegue evitar a ansiedade. Seu sentido aranha está começando a se manifestar novamente. A diferença? Agora tem um motivo. Gotham. A cidade está lhe causando arrepios e ele nem está dentro dela ainda. Nem o deixe começar a falar no ar ‘Este lugar é um pesadelo para pessoas com sentidos ampliados’ Ele faz uma leve careta ao pensar nisso.
Ele e May decidiram ficar apenas uma semana e, honestamente, ele acha que é tempo demais.
Seus pensamentos foram interrompidos pela voz de May. “Estamos quase lá.”
A viagem não é tão longa, Gotham fica bem perto de Nova York, mas com o trânsito, o tempo quase dobra. É engraçado pensar que o trânsito para a Capital do Crime da América seria tão ruim.
Depois de alguns minutos, Peter finalmente vê uma placa dizendo "Bem-vindo a Gotham City" com "Corra enquanto pode!" escrito em tinta vermelha.
"Quem diria que Gotham seria tão... Gótica, huh?" Peter bufou
"Bem, talvez você possa pegar uma gárgula ajudando uma velhinha a atravessar a rua." brincou May.
"Nah, acho que elas estariam muito ocupadas com seus pensamentos sombrios. Ou com morcegos caindo em cima delas", ele acrescenta a última frase como um pensamento posterior e os dois dão risada.
Gárgulas sombrias e morcegos caindo à parte, a arquitetura de Gotham é realmente linda. Aliás, de certo ponto de vista, Gotham é bastante bonita. Ela tem um estranho magnetismo que o faz querer correr e se aproximar ao mesmo tempo. ‘Gotham é estranha’
———
Perigo
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Quando chegaram ao hotel, o sol já estava se pondo, então Peter e May decidiram ficar por lá o resto do dia, assistir a um filme e comer alguns lanches que eles tinham trazido.
Eles realmente acabam escolhendo um hotel em uma das áreas mais ricas de Gotham, pois supostamente era mais seguro. Era, de fato, caro, mas o cartão do Tony resolveu isso. Normalmente ele não o usaria, mas eles estavam pagando mais pela segurança, não pelo luxo, então, para ele, estava tudo bem (não que Tony se importasse, mas tanto faz).
[Em algum lugar de Nova York, Tony está chorando porque seu o garoto finalmente usou o cartão que ele lhe deu]
Enquanto May colocava um filme para eles assistirem (Star Wars, é claro), Peter pediu a Karen que fizesse uma lista de lugares para eles visitarem e precauções de segurança a serem tomadas. Antes deles virem, Peter pesquisou a fundo os vilões de Gotham e seus modus operandi, como preparação para o caso de encontrarem algum dos vilões do Batman, e elaborou planos de ação para esses encontros (que espera que não sejam necessários. O Coringa não é piada (HA! Um trocadilho) e o Espantalho ainda o dá arrepios).
———
Perigo
———
Já se passaram duas horas desde que foram dormir, e ele não. Consegue. Pegar. No. Sono. Resumindo, seu sentido aranha está gritando PERIGO, e ele não sabe por que diabos ele está assim.
Você pode pensar: "Mas, Peter, não é só porque Gotham é perigosa?". E ele também pensaria isso se não tivesse a sensação de que não é só isso. Algo vai acontecer, e ele não sabe o quê. E isso está o enlouquecendo.
Se May não estivesse literalmente no quarto ao lado do dele, ele com certeza estaria gritando. Então, ele decide fazer o que faz de melhor. Pega sua câmera, roupas mais quentes e sai para os telhados de Gotham.
‘Talvez um pouco de ar fresco ajude. Bem, tão fresco quanto Gotham pode ser…’ Ele suspira e deixa um bilhete na cama avisando que saiu para tomar um ar, caso May acorde e vá ver como ele está, antes de sair pela janela.
Correr pelos telhados, mesmo sem suas teias, é bem revigorante e libertador. A sensação do ar no rosto é sempre ótima. Mesmo que não faça nada pelo seu "problema sensorial", ela ajuda a acalmar um pouco seus nervos.
Depois de correr e escalar alguns telhados, Peter encontra um prédio alto com vista para a cidade, mas que não o põe em alerta máximo (o que inclui câmeras ou o risco de desabamento), e senta-se na beirada.
"Ver Gotham assim me lembra Nova York", diz Peter para ninguém em particular "Uma versão mais triste e gótica de Nova York."
Ele leva a câmera aos olhos, tira uma foto do horizonte de Gotham e a guarda ao lado. O garoto fecha os olhos e se permite respirar. Apesar de tudo, consegue relaxar um pouco.
"..."
Perigo
Ao ouvir o aviso, Peter imediatamente endireita as costas e olha ao redor, procurando o perigo. Mas não há ninguém. Ele aguça os sentidos, como Matt o ensinou. O cheiro o atinge primeiro: ‘fumaça’, pensa Peter. Depois, ele ouve. ‘Gritos, um prédio em chamas.’
Peter se levanta, ainda concentrado na audição.
"Por favor, não me deixe estar certo... Não faça isso comigo..." Ele murmura.
O coração de May. O coração de May está na mesma direção do fogo. "Deus, por favor, não."
Ele abre os olhos e olha na direção do som do fogo, forçando a visão. Seu estômago se revira ao ver a cena.
O hotel dele. O maldito hotel dele está pegando fogo.
Peter nem se dá conta quando começa a correr de volta. Pulando de telhado em telhado até chegar perto.
‘Ela está viva. May está viva. Eu ouvi o coração dela bater. Ela não está morta.’
‘ainda’, diz uma vozinha na sua cabeça.
Quando chega ao hotel, ele imediatamente procura por May na multidão. "Por favor, que esteja bem, por favor, que esteja bem..."
Ali!
Ele olha para onde seu sentido aranha aponta e lá está ela. May está com alguns paramédicos, sendo colocada dentro de uma ambulância. Ela está ferida em vários lugares e também tem algumas queimaduras, e parece estar inconsciente.
“MAY!!” Ele corre. Mas, antes que consiga chegar até May, é parado por outro paramédico.
“Ela é minha tia!! Ela é tudo o que me resta… Por favor, me deixe ir com ela!!”
Ele não ouviu o que o homem disse depois de soltá-lo e já estava ao lado de sua tia.
“Me desculpe, May… Me desculpe muito, muito mesmo.”
Ele sabia que algo estava errado no momento em que descobriu que iriam para Gotham. Mas ele escolheu, não, insistiu que viessem para esta cidade. Recebeu avisos e simplesmente os ignorou. Falhou em salvá-la. Sua única família restante.
‘Sorte de Parker, hein?’ Ele solta um suspiro incrédulo. Nada de bom dura para sempre. Ele deveria ter sabido que isso ia acontecer desde o início. Nada de bom acontece com o Peter os Parkers sem um preço.
Ele sente algo molhado caindo em suas mãos. "Hã?" Ele leva a mão ao rosto e... Ele estava chorando...? Ah... Sim, ele estava chorando.
Algo escapou dele, algo entre um soluço e uma risada. O que alguém pode fazer senão chorar ou rir da situação? Ele levou um ente querido à morte novamente. Primeiro foi Ben. Oh, Ben… Ele tentou encontrar Peter depois que fugiu por causa de uma briga entre ele e seus tios. Peter não impediu um ladrão em uma pequena loja de esquina, e esse mesmo ladrão matou seu tio em uma tentativa frustrada de assalto. Ele poderia tê-lo impedido. Ele já tinha seus poderes, só escolheu não usá-los. Assim como agora. Ele escolheu ignorar seu sentido aranha, que o salvou tantas vezes. E sua tia pode mor– PARE, não siga por esse caminho. Ela ainda está VIVA.
‘Mas não graças a você’, aquela vozinha diz novamente.
Peter é tirado de seus pensamentos pelo movimento dos paramédicos.
Ele não pode ficar ao lado da tia durante o que quer que os médicos estejam fazendo. Ele nem estava lá o suficiente para se importar com o quanto a conta médica vai custar.
Ele faz a coisa mais lógica que seu cérebro consegue pensar. Ligue para o Tony.
Um toque. Dois toques. Três toques–
“Peter? Aconteceu alguma coisa?”
“...” Sua voz parecia não funcionar. Por que ele não conseguia falar? Só diga a ele
“Peter? Garoto, você consegue me ouvir?”
“Peter. É sério, você está me assustando, garoto. O que aconteceu? Onde você está? Onde está a May?” Ao ouvir o nome de May, um soluço escapou de seus lábios e ele finalmente conseguiu falar.
“May– Houve um– Um incêndio no hotel em que estávamos ficando… Eu– Eu não estava lá, mma– Mas... Meu Deus, Tony– A May estava lá! Estamos no hospital e eu– Eu não sei o que fazer...”
“Merda... Garoto, respira comigo, tá bom?” Mas ele está respirando, certo? “Vamos lá, garoto, inspira em quatro, três, dois, um...” Tony exagera a respiração para que Peter possa acompanhar. “Segura em sete, seis, cinco, quatro, três, dois, um. E expira em oito, sete, seis, cinco, quatro, três, dois, um... Melhor?” Peter acena com a cabeça, então se lembra de que não consegue vê-lo pelo telefone. “Si– Sim, obrigado, Tony...”
“Não se preocupe, garoto. O Happy está indo para onde você está agora, ok? Ele chegará em 30 a 45 minutos, Pete. Você quer ficar conversando comigo até ele chegar?”
“Sim… Por favor, se você puder fazer isso…”
“De novo, não se preocupe com isso… E… Sinto muito por não poder ir com você…” Peter ficou um pouco surpreso com a confissão. ‘Por que o Sr. Stark iria querer vir aqui…? Ele mandar o Happy é mais do que eu poderia merecer pedir’, então permaneceu em silêncio.
“Eu realmente queria, mas estou em outro país e o mais cedo que posso voltar é só amanhã…”
Peter não sabia bem o que dizer, então, com toda a sua eloquência, apenas respondeu: "Hã...?"
"..."
"..."
"Sr. Parker?" Ele se virou e viu uma médica parada na porta. ‘salvo pelo gongo’
"Sou eu..." Ele caminhou desajeitadamente até a médica, despedindo-se do Sr. Stark.
"Como está May? Minha tia, quero dizer.” Perguntou, inquieto. “Dra. Williams, senhora", Ele leu no crachá dela.
"Não há nenhum adulto com você?", perguntou ela, franzindo a testa. Peter suspirou.
“Não. Ainda não. O… 'namorado' da minha tia está vindo, mas vai demorar um pouco para chegar. A senhora pode me explicar. Eu repassarei as informações para ele quando chegar…” Ela tem um olhar que mistura ceticismo e pena.
“Muito bem, então, Sr. Parker. Siga-me.” Ela se vira e começa a caminhar pelo corredor dos quartos do hospital.
“A Sra. Parker está estável por enquanto. Ela sofreu alguns danos nos pulmões devido à inalação de fumaça, além de hematomas e queimaduras causadas pelo incêndio. Mas, devido à quantidade de fumaça inalada, ela foi sedada para que pudéssemos intubá-la, ajudando-a a respirar e também a aliviar a dor das queimaduras. Vítimas de incêndio tendem a ser bastante imprevisíveis, então ainda não há previsão para ela acordar.” A Dra. Williams para em frente a uma porta. ‘Quarto 12’ está escrito acima dela. “Chegamos.”
“Uhh, obrigada, Dra. Williams… Por tudo…” Uma expressão de surpresa cruza seu rosto, mas, tão rápido quanto aparece, desaparece. “Só estou fazendo meu trabalho, garoto.” Seus olhos suavizam um pouco. “Fique seguro e, se possível, fora do hospital”, diz ela enquanto vai verificar outro paciente.
‘Pessoas de Gotham são estranhas’ Peter chacoalha a cabeça.
Peter respira fundo e abre a porta. "May..." Ele sussurra.
Ele se senta na cadeira ao lado da cama dela. "Ei, May... Espero que você fique bem... Eu– Eu liguei para o To– Sr. Stark e o Happy está vindo para cá. Mas... eu ainda estou perdido, sabe? Mas eu vou superar isso. Você vai superar isso. Lembra? É você e eu." Peter sabe que está chorando, mas não se importa. Sua tia está aqui e o mundo poderia estar acabando que ele não sairia do seu lado durante tudo isso.
"Você e eu, May."
