Work Text:
Dependendo da perspectiva, a Zona Fantasma ou não tinha céu algum, ou era feita apenas de céu. Danny preferia a segunda interpretação. Isso dava um toque familiar a um lugar que era, em sua essência, incrivelmente alienígena.
Não que Danny se importasse com a parte alienígena. Afinal, ele sempre quis ser astronauta.
Mas voar pelos céus, mesmo que fossem verdes... Aquilo era bom. Danny, Phantom, era uma criatura do céu. Voar era algo que vinha para ele com a mesma facilidade que respirar, tão natural quanto cair. Quebrar as leis da gravidade trazia uma sensação de pertencimento que nenhum de seus outros poderes conseguia igualar.
Talvez fosse porque voar era um poder feito para ele. Não era uma arma. Não era um escudo. Não servia para se esgueirar, nem para fugir — não exatamente —, embora ele tivesse que admitir que o usava para essas coisas de vez em quando.
Voar era só seu. Era algo que ele podia simplesmente desfrutar, e esse prazer permanecia imaculado, livre de qualquer memória de batalha.
Ele amava voar. Ele amava o céu.
E enquanto as finas nuvens verdes da Zona Fantasma se desfaziam em espirais pelas pontas dos seus dedos, e o vento rodopiava ao seu redor de forma encorajadora, ele pensou que o céu talvez o amasse de volta.
